O FILHO DE KRIPTON
kripton
é um planeta moribundo. Jor-El tenta convencer o conselho de uma maneira de
salvar seu mundo. O general Zod (Michael Shannon) quer tomar o poder reinante e
governar sob seus ideais ditatoriais. O confronto entre os dois é inevitável.
Jor-El consegue enviar seu filho para fora do planeta em direção à terra.
General Zod e seus asseclas são enviados à Zona Fantasma para pagar por seus
crimes. Kal-El (Henry Cavill) é criado pelo casal que encontra sua
espaçonave. Eles o adotam como um filho e lhe dão o nome de Clark Kent.
Seus mentores, Jonathan Kent (Kevin Costner ) e Martha Kent (Diane Lane ),
moldam o caráter do menino, mostrando que a descoberta de sua existência poderá
mudar o mundo filosoficamente, socialmente e religiosamente.
Quando chega a idade
adulta, Clark vai em busca de suas origens onde quer que estejam e torna-se um
samaritano, ajudando pessoas em perigo como uma lenda urbana. Vivendo no meio
dos humanos e sendo o único de sua espécie, ele encontra uma espaçonave que lhe
revela seu passado. Tempos depois, aparece no espaço americano uma espaçonave
alienígena ameaçando a terra em troca de Kar-El, que possui algo que o general
Zod busca a todo custo: a possibilidade de construir uma nova civilização, nem
que para isso deva eliminar toda humanidade.
Segunda
versão, neste novo milênio, do maior ícone dos quadrinhos. Zack Snyder de
“300” e “Watchmen” resolveu elevar o conceito de blockbuster e filme pipoca ao
extremo. Essa repaginada do personagem teve pontos altos e baixos, que geram
múltiplas percepções de sua plateia.
Podemos destacar de positivo a presença de atores de peso como Russell Crowe (Gladiador), Kevin Costner (Waterworld), Laurence Fishburne (trilogia Matrix) e Diane Lane (Ruas de Fogo) em papéis fundamentais à trama e que, de certa forma, roubam as cenas quando surgem na tela. O novo uniforme do personagem está mais adequado a nossa realidade e não chega a ser uma heresia trocar o visual de um herói que funciona nos quadrinhos com seu uniforme clássico, mas que nas telas, hoje, ficaria estranho. O Superman de Christopher Reeve adotou o visual clássico (que muito dizem que é o da cueca sob a roupa) com muita dignidade, em uma época em que a sociedade tinha outros valores e não o cunho sexual em tudo que via. Muitos falam de ingenuidade, mas os filmes até hoje agradam. Pelo menos os dois primeiros. A ideia de pular a infância do personagem (apenas mostrar alguns flashbacks) levou alguns críticos a especularem que o diretor teria feito uma analogia a Jesus Cristo, visto que a idade de seu surgimento, 33 anos, é a mesma. Pouco se sabe de sua infância, não é compreendido, chega a ser preso e entregue as autoridades, para mais tarde, sacrificar-se em prol da humanidade e que segundo a visão de programas do History Channel como “Alienígenas do Passado”, Jesus seria um extraterrestre. Pura bobagem. Apesar de estes fatos ocorrerem, essa analogia não tem fundamento e é aquela famosa questão do quadro pintado: diante de um desenho abstrato, cada um vê o que quer. Que cada um tire suas conclusões. A trilha sonora é um achado e realmente acrescenta muito ao filme.
Quanto a parte que deveria ter sido melhor explorada,
fica a questão das cenas de luta. São grandiosas mas também excessivas. O
diretor acabou não contando muito a história e se concentrou mais em cenas de
combate para encherem os olhos. Se a estratagema consegue dar certo? Sim e é um
ponto alto do filme, porém muitos ainda gostam de uma boa história, mesclada
com ação e nisso os 2 primeiros Superman são superiores. Claro que não são
superiores nas cenas de luta, mesmo porque o público hoje aceita melhor esse
modo de ação e vê com uma camada de naftalina os anteriores. A concepção do
Superman está muito boa. Para quem lê outras histórias em quadrinhos, talvez
tenha achado (como eu achei) que essa concepção mesclou outros personagens. Por
exemplo: Em alguns momentos o general Zod (principalmente quando luta sem
armadura) parece o inimigo do Capitão Marvel, o Adão Negro. Talvez só eu tenha
visto referências ao “Poder Supremo” da Marvel Max, quando Zod tenta matar uma
família com sua visão de calor e o Superman tem que tomar a decisão mais
difícil de sua vida. Naquele momento, parecia Hyperion contra seu maior
oponente na cena do shopping. Para quem não sabe a que me refiro, o personagem
Hyperion foi criado a la Superman, que contém ainda heróis clonados da Liga da
Justiça (saiu na revista Marvel Max da Editora Panini), numa saga que
definitivamente pode ser colocada nas melhores dos quadrinhos e merecia um
filme ao estilo Watchmen. Talvez se retirasse Superman e colocasse Hyperion,
mudando um pouco a origem e os motivos, a pessoas nem perceberiam. Michael
Shannon faz um general Zod mais talhado a batalhas épicas, mas aquele
jeito de intimidar apenas com o olhar ainda fica com Terence Stamp e seu Zod
mas light.
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| Os dois Generais Zod |
Superman é um bom filme. É melhor que “Superman o Retorno”. Talvez
lancem um filme do diretor para o Supeman do ator Brandon Routh, colocando as
cenas deletadas e aí sim explicando muita coisa que ficou de fora e que, na
hora de se fazer a montagem do filme, ficou confuso e capenga.
Devido a uma história melhor desenvolvida pelo Supeman de Reeve, vejo a antiga produção com uma história melhor, porém em termos de ação e luta este dá de lavada no antigo. Apesar de não encantar a todos em sua performance, Henry Cavill se sai razoavelmente bem, o que não é bom, pois é o personagem principal. É melhor que seu antecessor. É melhor no quesito ação e luta, mas segue o que o roteiro lhe transmite. Reeve não funcionaria neste filme, assim como Cavill se perderia no de Reeve.
As referências aos quadrinhos estão lá: temos os pais, o cão Kripton, Lana (cuja cena do ônibus escolar, não sei porque, me lembrou da HQ “Superman as Quatro Estações” de Tim Sale). Temos uma referência a Lex Luthor, quando um de seus caminhões, da Lexcorp, atravessa uma cena. Temos uma homenagem ao casal Reeve e Kidder na cena final em que Clark inicia um novo emprego, entre tantas outras escondidas. Explicar a origem do uniforme foi bom e rápido. As cenas do Superman atravessando prédios com seu inimigo me lembrou o desenho da Liga da Justiça Supeman vs Capitão Marvel e o primeiro voo desastroso do personagem me veio na hora a lembrança (tirando as devidas comparações) a cena do personagem O Super Herói Americano (seriado cômico que passava no SBT nos anos 80). Só faltou bater contra um outdoor.
Se
o espectador gosta de filmes de quadrinhos, no mínimo não deverá se
decepcionar, mas os mais exigentes poderão achar o filme sem história e apenas
ação. As duas visões podem ser verdadeiras, apenas devem-se ao que você espera
ver nesse tipo de produção. Agora é esperar para ver Batman vs Superman que se
baseará nos acontecimentos deste filme.
Trailer do filme:
Curiosidades:
Kirk
Alyn (1910- 1989) morreu aos 88 anos de Alzheimer. O Ator foi o primeiro a
transpor o personagem dos quadrinhos para a tela grande e protagonizou os
filmes "Superman" de 1948 (15 capítulos); "Atom Man vs.
Superman" (1950) também 15 capítulos. A duração média dos capítulos era de
15 minutos. Fez uma ponta no filme Superman (1978).
George Reeves (1914-1959) protagonizou o seriado "As Aventuras de Superman". Ele foi o segundo ator a encarnar o personagem.
John Hayes Newton protagonizou Superboy na primeira temporada (1988-1989).
Gerard Christopher protagonizou também o seriado Superboy entre as temporadas 2 e 4 (1989 -1992), rebatizado a partir da terceira temporada como "As Aventuras de Superboy".
Dean Cain protagonizou o Seriado "Lois & Clark: As Aventuras do Superman" (1993-1997).
George Reeves (1914-1959) protagonizou o seriado "As Aventuras de Superman". Ele foi o segundo ator a encarnar o personagem.
John Hayes Newton protagonizou Superboy na primeira temporada (1988-1989).
Gerard Christopher protagonizou também o seriado Superboy entre as temporadas 2 e 4 (1989 -1992), rebatizado a partir da terceira temporada como "As Aventuras de Superboy".
Dean Cain protagonizou o Seriado "Lois & Clark: As Aventuras do Superman" (1993-1997).
Há
quem diga que exista uma maldição envolvendo quem veste o vestimenta o herói:
George
Reeves suicidou-se (há quem diga que foi assassinado).
Christopher
Reeve faleceu em decorrência de falência cardíaca. O ator sofrera uma queda do
cavalo e ficou tetraplégico.
Lee Quigley o bebê que interpretava Karl El, no primeiro filme de 1978, morreu aos 14
anos por inalação de solventes químicos
Efeitos:
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| George Reeves 1952 -1957 |
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| Kirk Alyn 1948-1950 |
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| Christopher Reeve 1978-1987 |
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| Gerard Christopher 1989-1992 |
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| John Haymes Newton 1988 /1989 |
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| Dean Cain 1993-1997 |
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| Tom Welling 2001-2011 |
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| Brandon Routh 2006 |
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| Henry Cavill 2013 - ? |
Superman desenhado por alguns artistas
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| Alex Ross |
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| John Byrne |
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| Frank Miller |
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| José Garcia-Lopez |
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| Neal Adams |
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| Ross Andru |
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| Tim Sale |
Filmografia Parcial:
Henry Cavill
O
Conde de Monte Cristo (2002); Castelo dos Sonhos (2003); Hellraiser 8: O Mundo
do Inferno (2005); Tristão & Isolda (2006); Renascido das Trevas (2009);
Imortais (2011); O Homem de Aço (2013); O Agente da U.N.C.L.E. (2015); Batman
vs Superman: A Origem da Justiça (2016); Liga da Justiça (2017); Justice League
Part Two (2019).
Lindas de Morrer (1999); Segundas Intenções 2 (2000); Prenda-me Se For Capaz (2002); Retratos de Família (2005); O Ex-Namorado da Minha Mulher (2006); Uma Noite no Museu 2 (2009); O Vencedor (2010); Na Estrada (2012); O Mestre (2012); O Homem de Aço (2013); Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016); A Chegada (2016); Animais Noturnos (2016); Liga da Justiça (2017).
Michael Shannon
Feitiço
do Tempo (1993); Pearl Harbor (2001); Vanilla Sky (2001); 8 Mile: Rua das
Ilusões (2002); Bad Boys II (2003); Possuídos (2006); Bem-vindo ao Jogo (2007);
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto (2007); The Runaways - Garotas do
Rock (2010); 13 - O Jogador (2010); O Abrigo (2011); O Homem de Aço (2013);
Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016); Elvis & Nixon (2016).
Russell Crowe
A
Prova (1991); Rápida e Mortal (1995); Assassino Virtual (1995); Gladiador
(2000); Prova de Vida (2000); Um Bom Ano (2006); Robin Hood (2010); 72 Horas
(2010); Os Miseráveis (2012); O Homem de Aço (2013); Noé (2014); A Múmia (2017)
Diane Lane
Vidas
Sem Rumo (1983); O Selvagem da Motocicleta (1983); Ruas de Fogo (1984); Cotton Club
(1984); Face a Face Com o Inimigo (1992); Chaplin (1992); O Juiz (1995); Crime na Casa Branca
(1997); Mar em Fúria (2000); A Casa de Vidro (2001); Infidelidade (2002); Sob o
Sol da Toscana (2003); Jumper (2008); O Homem de Aço (2013); Trumbo - Lista
Negra (2015); Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016).
Kevin Costner
Herança Nuclear (1983); Silverado
(1985); Os Intocáveis (1987); Sem Saída (1987); Campo dos Sonhos (1989); Dança
com Lobos (1990); Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (1991); JFK - A Pergunta
que Não Quer Calar (1991); O Guarda-Costas (1992); Um Mundo Perfeito (1993);
Waterworld - O Segredo das Águas (1995); O Mensageiro (1997); Treze Dias Que
Abalaram o Mundo (2000); 3000 Milhas Para o Inferno (2001); O Mistério da
Libélula (2002); A Outra Face da Raiva (2005); Instinto Secreto (2007); O Homem
de Aço (2013); Operação Sombra - Jack Ryan (2014); Batman vs Superman: A Origem
da Justiça (2016); Estrelas Além do Tempo (2016)
Laurence Fishburne:
Apocalypse Now (1979); Desejo de Matar 2 (1982); O Selvagem da Motocicleta (1983); Cotton Club (1984); A Cor Púrpura (1985); A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos (1987); A Quadrilha da Mão (1986); Cherry 2000 (1987); Inferno Vermelho (1988); Os Donos da Rua (1991); Tina (1993); Lances Inocentes (1993); A Caçada (1996); O Enigma do Horizonte (1997); Matrix (1999); Matrix Reloaded (2003); Sobre Meninos e Lobos (2003); Matrix Revolutions (2003); Assalto à 13ª Delegacia (2005); Prova de Fogo (2006); Missão: Impossível 3 (2006); A Vida e a Morte De Bobby Z (2007); Predadores (2010); O Homem de Aço (2013); Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016); Passageiros (2016); John Wick: Um Novo Dia Para Matar (2017); Homem-Formiga e a Vespa (2018); John Wick 3: Parabellum (2019); A Mula (2018)
Christopher Meloni
Júnior (1994); Os 12 Macacos (1995); Medo e Delírio (1998); Noiva em Fuga
(1999); Vírus (2009); O Homem de Aço (2013);
Sin City: A Dama Fatal (2014); Eu Sou a Fúria (2016); Marauders (2016).


































Luís, td bem?
ResponderExcluirQuando li esta sua crítica, logo quando da sua publicação, vi que havia muitos temas interessantes que vc levantou.
Bem, todo momento que parava para pensar em O Homem de Aço percebi que era impossível não remeter ao grande filme de 1978. Por isso, creio que um filme vai acabar cruzando o caminho do outro, pelo menos aqui.
O filme é muito bom, talvez o melhor do universo DC nos últimos anos.
A escolha de Henry Cavill foi certeira: o porte físico, o rosto, uma postura menos inocente e mais sisuda que caiu bem para o novo século ( e para o belicismo que este filme pedia ). Excluindo sua limitação dramática, diria que PARA AS NOVAS GERAÇÕES este será definitivamente o Superman incomparável.
E já como primeira comparação com o Superman de Christopher Reeve, este será lembrado como definitivo apenas por aquelas pessoas que foram ao cinema e se maravilharam ao vê-lo voar sobre a Nova Yorque iluminada do século XX.
Digo apenas pois aquela sensação brindada ás platéias do mundo pelo filme de Richard Donner foi mais que um grande sucesso. Foi a materialização de um sonho, da emocionante fantasia de ver realisticamente o grande héroi — possivelmente o mais universal da cultura humana — ali, capa ao vento, sendo bom e correto, diante dos nossos olhos. Foi desses momentos mágicos que o cinema cria tão bem e que é impossível recriar intencionalmente. Acontece e não se repete, mesmo com o querer e os milhões de toda Hollywood.
Essa supernova que foi Superman- O Filme ficou impressa na memória de uma ou duas gerações e agradeço por ter sido uma dessas pessoas.
Mas voltando a MoS, a trama é muito boa e inova de boas maneiras. Acerta ao mostrar os Kents não como pessoas bondosas e pacatas ( imagem fiel aos quadrinhos ), mas como conselheiros maduros e amorosos, cientes do peso que os poderes de Clark trariam ao seus ombros. Bom desempenho de Kevin Costner e Diane Lane ( inclusive em B vs S ).
O visual do filme é muito bem feito, sem aquele excesso de luzes e cenas rápidas que mais cansam que agradam.
Há a boa subtrama de Faora ( lindíssima ) e do Coronel Hardy, inédita na vasta cronologia das HQs.
Há um holográfico Jor-El muito bem inserido na estória e bem feito por Russel Crow. Há também um Kripton dividido por facções que remete ao bom O Mundo de Kripton, quadrinho de 1988 aqui no Brasil ( acho que argumento do Byrne e desenhos de Howard Chaykin, não tenho certeza ).
Gostei muito também da solução dada pelo lento empoderamento da tripulação kritoniana, coerência sem o qual só o escapismo salvaria a estória, visto que teríamos rapidinho um batalhão de super-homens a estraçalhar o planeta.
ResponderExcluirFalando por final do elenco, muito boa caracterização de Zod, Michael Shannon faz muito bem papéis raivosos.
Uma curiosidade: há kriptonita nesse filme? Não lembro… Seria o primeiro?
Se não, ponto para os roteiristas, nunca gostei dessa solução fácil nas estórias do Azulão ( Batman pensaria o contrário ).
Agora, os senões:
Péssima química entre a Lois Lane de Amy Adams e Henry Cavill. Também não casou bem com impetuosa e irriquieta Lois dos quadrinhos que se tem a imagem consagrada.
E não foi dessa vez que pude ver um Perry White interessante ( o do filme de 78 era um bobão ), embora sua cena na eminência da morte pelo raio destruidor foi muito emocionante. Laurence Fishburne raramente decepciona.
MoS não tem uma trilha sonora marcante, mas— novamente remetendo ao filme de 78 — seria até covardia pensar nisso, não haveria como superar John Willians, seu main title para Superman já entrou para o subconsciente coletivo das pessoas.
Aliás, aproveitando o gancho, segue esta imagem:
https://vfxvoice.com/wp-content/uploads/2018/12/PIX-2-Superman_LoisLane.jpg
A tenho num poster que está em casa, os dois voando, em preto-e-branco , acho uma imagem poética. E lembro da música tema, Can You Read My Mind, totalmente esquecida hoje ( anacrônica? ).
Luís, aproveitando a extensão que vc fez ao colocar os desenhistas de Super-Homem ( o conheci assim, Supermam veio depois ), vejo Alex Ross como o mais impressionante, Neal Adams como o mais elegante ( o pincel de Adams ressuscitou o Batman nos anos 70 ) e John Byrne como o traço definitivo e completo do personagem ( mesclam-se aí seus roteiros muito inovadores e acertados para o personagem ). Menção honrabilíssima para Curt Swan, ok?
E sim, Poder Supremo é excelente. Tanto os desenhos, mas principalmente o argumento, são desses que se vêem pouco ( do J. Michael Straczynski, de Babylon 5, já te falei como o acho bom ). Daria — um dia dará — uma excelente série pela HBO.
E por último, uma cena desse filme que não sei se vc percebeu.
Havia 2 máquinas, que com seus raios, transfomariam o planeta para a ocupação kriptoniana, uma em Nova Yorque e outra numa ilha do pacífico, creio. No filme, Superman se dirige primeiro para essa e, quando ele parte para destruí-la, justamente ascendendo pelas luzes do emissor da máquina, a sobreposição das chamas e raios no rosto do personagem, naqueles momentos, fundem sutilmente o rosto de Christopher Reeve ao de Henry Cavill, fazendo um emocionante tributo ao querido ator.
Luís, fique bem, um grande abraço.
Luís, desculpe, fui injusto com José Garcia Lopes.
ResponderExcluirEsse sim é dos maiores.
Abraço!
Olá Mario. Tudo bem ?
ExcluirEssa sua análise veio em um momento bem interessante, pois se tivesse sido feita logo após minha publicação talvez a nossa percepção fosse diferente. Concordo que o filme seja um dos melhores da DC nos últimos anos, e podemos dizer isso exatamente pela análise ser agora. Depois de assistir Liga da Justiça (que agora tem 2 versões), Homem de Aço cresceu mais frente aos meus olhos, mas o grande senão para mim (e não para este filme) é que os roteiros estão desprovidos daquilo que nos prendia na tela. Vejamos Shazam. A sabedoria de Salomão definitivamente não foi incorporada ao personagem que quando se transforma, mais parece um pateta vestido em um uniforme. Há tiradas cômicas demais, a seriedade caiu por terra... Esse novo do Superman é estranho. Tem um cachorro que poderia ser retirado que não faria a menor falta; tem um Lex sem camadas. Tem um cara comendo hambúrguer como se nada estivesse acontecendo (tudo desabando ao redor). Às vezes, acho que é uma crítica ao modelo social em que vivemos , algo para nos mostrar o quanto estamos desligados da realidade (dizem que o cinema muitas vezes retrata o momento que a sociedade vive). Por outras, penso que a leva de grandes roteiristas se aposentou e que Hollywood (cito em termos de indústria) resolveu determinar como seus filmes deverão seguir. Me lembro que quando disseram que iam filmar "Anjos da Lei" , muitos fãs festejaram, mas o que foi levado às telas, foi outra coisa. E esse novo Mestres do Universo (He-Man)?. Gostei ? Olha, até que gostei num todo, mas porque fazer do Adam um bobão deslocado da realidade? . Por que provocar a comédia a cada frame nesses filmes? Fugir da violência que tomou os anos 80 e 90, nos lançamentos direto para VHS e vídeo ? Novo público, novas tendências? Adultos acima de 50 não devem esperar filmes de heróis, como gostariam, porque estão sendo feitos para os filhos e netos destes ?
A saga Vingadores (Marvel) foi bem-vinda, mas depois de "Ultimato" (com raras exceções) desandou no cinema, assim com seus derivados na Tv. Saturação dos filmes de heróis ? O Streaming hoje é mais convidativo financeiramente aos grandes roteiristas? Não sei te dizer, por isso Homem de Aço nos anos que se seguiriam e, pelo visto se seguirão, se tornará um filme com uma visão bem mais simpática do que na época de seu lançamento.
Concordo com suas observações dos prós e contras de O Homem de Aço. Quanto ao pôster, muito bom. A música do filme de 1978 está na Aba "Música em Filmes", tocava nas rádios ... melhor nem entrar nesse assunto
Quanto a Poder Supremo ? Adoraria ver essa versão em série ou num filme, mas uma versão como a da HQ, séria, sem personagens infantilizados. Talvez esqueçam que tem 12 anos anos hoje certamente consumirá o filme ao chegar aos 18. E, ao progredir em maturidade, entenderá a temática do filme, como era no nosso tempo
Bom, é isso. Muito obrigado por mais uma vez comentar no Blog que anda lento em análises, mas estou abastecendo com links para o Facebook, na qual coloco sinopses e curiosidades de filmes e telefilmes conhecidos, raros e esquecidos. Já na Aba "Curiosidades do Cinema", estou abastecendo com as publicações que fiz no Face , adicionando também um link para o Face. Lá estou criando cards (figurinhas - serão centenas) de personalidades do cinema e tv (inclusive compositores). Futuramente, devo aproveitar esses cards e colocar a biografia dos mesmos aqui no Blog como postagens.
Mário, um grande abraço e até breve.
Luís
ResponderExcluirSabe, o cinema comercial quase sempre foi um espelho do mundo. Ás vezes duro, outras fantasioso, escapista, edulcorado.
Crescemos ( somos privilegiados nisso ) com um cinema de boa qualidade. Mas ele não é mais assim.
Hoje ele é inculto, totalmente afastado de uma crítica construtiva, vazio em questionamentos de todo tipo ( existencial, filosófico, espiritual ). Em resumo, infantilizado. É isso que se deve esperar dos lançamentos, é isso que tenho visto na prática.
E porquê? Porque a sociedade está assim. Superficial, imagem sem conteúdo.
Talvez ela sempre tenha sido assim, a mídia e a internet apenas deram visibilidade a essa realidade.
Tenho um amigo que fala que em muitos lugares do mundo as pessoas brigam e têm as mesmas aspirações da idade média.
Mas caminhamos para uma estupidificação global, em quantidade e qualidade.
Penso que no geral isso é irreversível, apenas algumas bolhas vão sobreviver. Fazemos parte de uma dessas bolhas e torço para incluir o maior número possível de pessoas dentro dela até o dia em que eu não poder mais.
Bem, é o que tem pra hoje.
Luís, estou curioso para ver seus cards. Curti isso quando a Set mantinha um encarte com os posteres de filmes, era bem legal.
Fui ver Supergirl ( filme ok se vc não esperar muito; a atriz brilha, faz parecer sua atuação natural, o que não é pouca coisa, vc sabe; a estória apenas em linhas gerais copia a HQ, o que é um pecado, tão original e rico é o argumento dessa ).
Deixei de ver Dia D, a pedido das minhas filhas. Mandou, tá mandado, né?
Mas vou ver. E tenho uma impressão que vou me decepcionar, pois Spielberg talvez aqui não tenha sido corajoso em defender verdades, desafiando o mundo materialista e pouco espiritualizado em que vivemos.
Vi Sinners/Pecadores. Tanta badalação e vi tão pouco, não é ruim, mas em nada acrescenta á mitologia do Batm… Opa, dos vampiros.
Ainda te devo um retorno de Consciências Mortas. Virá.
Luís, fique bem. Um abraço!
Mario,
ResponderExcluirPenso que você fez uma boa análise do contexto em que vivemos. Supergirl ainda não assisti. Vi Nuremberg. Bom filme, ainda que seja um tema batido para a nossa geração por termos vistos diversas produções nesse tema, mas creio que para quem está crescendo agora seja essencial entrar em contato com essa temática. O filme não explica porque as pessoas fizeram o que fizeram , mas levanta questionamentos importantes para que a história não se repita (será que se repetirá ?).
Estou esperando A Odisseia, espero que abordem bem o livro, coisa rara em Hollywood. Pecadores não gostei. Concordo com você.
Os links dos cards estarão em curiosidades (em breve). Já as biografias , estou pesquisando em jornais e revistas para TENTAR trazer um material de qualidade e fugir das maluquices que alguns sites da internet divulgam. Agora a moda é criar histórias fictícias (sem informar que é essa a intenção) sobre celebridades. O que me assusta são os comentários de pessoas que realmente acreditam nas histórias, sem sequer pesquisarem (se o fizerem, perceberão na hora os incríveis erros). Mas credibilidade hoje não parecer ser algo importante, a narrativa é que importa. Se for boa e entreter ... Volta e meia topo com pessoas na página do face dizendo que o que escrevi não corresponde. Já tive que anexar o recorte do jornal para provar. A resposta que recebo é não responderem nada. Claro que erro datas, mas quando a pessoa me alerta corrijo. Não eram assim as erratas de jornais?
Bom, espero que tenha te dado uma boa dica de Consciências Mortas e não uma "bola fora", afinal você comprou o DVD, pelo que entendi, em outro comentário.
Um grande abraço e até a próxima.