Mostrando postagens com marcador País: Itália. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador País: Itália. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de maio de 2025

YOR - O CAÇADOR DO FUTURO / YOR - THE HUNTER FROM THE FUTURE / IL MONDO DI YOR (1983)

 

UMA SALADA DE GÊNEROS, AINDA QUE ADAPTADA DE UMA HQ ARGENTINA

Em tempos imemoriais, Kalaa (Corinne Cléry) e Pag (Luciano Pigozzi com o pseudônimo de Alan Collins) estão em apuros com o surgimento de um furioso Triceratops. A dupla é salva por Yor (Reb Brown), que dá cabo do dinossauro. O jovem caçador é convidado pela dupla para ir à aldeia e conhecer seu povo de caçadores/coletores. Pouco tempo depois, o local é invadido por um grupo hostil de Neandertais chamados “Homens Azuis” que mata a maioria dos aldeões e sequestra suas mulheres. O trio participa do confronto conseguindo escapar, mas o líder dos invasores, Ukan (Aytekin Akkaya), deseja o reluzente “amuleto” que Yor carrega no pescoço e Kalaa.

 

Yor é um guerreiro que vaga por terras desconhecidas em busca de sua origem e de seu povo. Ele se revela fisicamente diferente e sente que não pertence aquele lugar. Ao ficar sabendo que uma rainha de um povoado hostil carrega o mesmo tipo de amuleto, decide procura-la, na esperança de encontrar sua origem, sempre acompanhado da apaixonada Kalaa e do protetor desta, Pag. O trio terá que enfrentar vários obstáculos até encontrar o local que revelará muito mais do que a origem de Yor.

“Yor - O Caçador do Futuro” teve seu título brasileiro adaptado da versão internacional (“Yor: The Hunter From the Future”), pois o filme é uma coprodução entre Itália, França e Turquia, rodada nesta última (em Istambul, nos Estúdios A.F.M), cujo o nome é “Il mondo di Yor”, que faz mais sentido, pois veremos nos próximos parágrafos que o protagonista não veio do futuro através de uma máquina do tempo ou outra invenção criativa dos produtores.

Na verdade, o filme se baseia em uma HQ argentina, muito interessante, chamada “Henga, el Cazador” (1974) e que, na Itália, recebeu o nome de “Yor, il Cacciatore”. A estória foi escrita por Juan Zanotto (vivendo na Argentina, mas nascido na Itália - 1935-2005) e Ray Collins (nome de batismo do argentino Eugenio Juan Zappietro - 1936). Mas não é apenas isso. O filme é também uma condensação, em 89 minutos, de uma minissérie produzida em 4 capítulos, em torno de 46 minutos cada. Por isso, podemos entender porque o filme muitas vezes parece ter certa falta de continuidade. Esse corte, a partir de um original de 3h 30 min, se tivesse mais 10 minutos, ficaria mais coeso, mas não necessariamente melhor, visto que a minissérie estica demasiadamente certos eventos. Em compensação, as cenas de confronto são mais longas. Mas não se enganem, Yor é mal produzido, mal dirigido e com atuações bem abaixo, de todo o elenco. É um filme Trash, que por ser tão ruim, para muitos, ganhou um status cult.

Em comparação com a HQ, podemos dizer que os produtores até buscaram algumas sequências desta e fizeram o que podiam (ou o queriam) com o orçamento disponível, trocando um Tiranossauro por Triceratops; suprimindo um Mamute congelado (não havia dinheiro nem CGI na época), aranhas gigantes, crocodilos pré-históricos e um tigre dente de sabre, mas mantendo alguns arcos como: os dos “Homens Azuis” (devido a tinta que usavam no corpo ou é radiação); a rainha que Yor conhece (só que os súditos são “mutantes” com uma bandagens ao invés de pigmeus – mais econômico e prático – e Pag, na HQ, é bem pequeno, comparado a Yor e Kalaa); a queda de Yor no penhasco; como Yor salva Kalaa das garras de Ukan. Há até a cena com um Pterodáctilo, mas o que é levado às telas talvez seja a cena mais lembrada por sua criativa bizarrice. A briga de Kalaa e Roa e o surgimento dos remanescentes dos homens azuis também foram retratados, assim como o povoado da praia e o seu relato (ficou apenas no relato, infelizmente) sobre o confronto com “deuses que caíram do céu”. Entre a saída do trio desta última tribo à chegada na misteriosa ilha que Yor buscava, houve uma supressão inteira de um arco na qual a dupla é capturada e Yor e depois de acasalar com as guerreiras, seria sacrificado, mas escaparia (os produtores certamente não queriam aumentar a faixa etária do filme, que apesar do que possam imaginar, em nenhum momento, tal qual a HQ, há nudez). Mas é no ultimo arco, a “Cidade dos Deuses” (a cidade da HQ é altamente tecnológica) que muita coisa muda, conceitualmente, dos quadrinhos para as telas, pois os produtores resolveram dar um ar de “Star Wars”, com robôs tendo visual de Darth Vader (inspiração do filme "O Humanoide" de 1979?) e um vilão que lembra uma mistura do Imperador (na verdade me lembrou um Sith, mas eles não existiam na tela) com um Dr. Destino da Marvel. E dá-lhe tiros, com feixe de laser verde para os mocinhos e vermelhos para os vilões. Na HQ, Yor descobre se chamar Askar (nas telas colocaram Asgard) e ser descendente de uma raça que veio de outra galáxia (atlantes de Marte) para a terra selvagem, uma raça que tentou indiretamente evoluir o ser humano. Acabaram se acostumando a violência e aos vários defeitos humanos, sendo contaminados. Ao invés de ajudar a raça humana, o “Senhor Supremo” resolveu escraviza-la até que Thor, líder da resistência, resolveu confrontá-lo com o trio envolvido no conflito. A HQ realmente é muito boa.

Mas agora vou falar da minissérie. Em comparação com filme é mais completa, porém não é melhor. O contexto fica mais claro, as sequências fazem mais sentido, diálogos explicam uma coisa aqui e outra ali. Mostrada em capítulos, na TV italiana, deve ter agradado (dizem que a exibição da minissérie pela rede Rai italiana, veio anos depois do filme). Eis aqui alguns pontos constantes nessa minissérie: Logo após Yor matar um dinossauro e ir para aldeia, há uma celebração com música. As danças são mais longas, assim como a batalha e uma explicação de Yor ao chefe da tribo de que não se lembra de sua origem. A perseguição ao trio dura mais tempo. Yor quebra galhos e coloca um pedaço da roupa de Kalaa para direcionar seus perseguidores para outro caminho, fazendo com que alguns caiam em uma areia movediça. Há uma cena engraçada: Yor carrega Kalaa pelo pântano em seus braços e quando esta diz que esse costume em seu povo significa que a ama, ele a solta repentinamente com ela caindo nas águas (ficaria legal no filme). Há uma longa cena com Pag retornando à aldeia e fugindo de um grupo de azuis por dentro de um vulcão com um rio de lava, o que explica como parte do grupo reencontrou Yor.

Quando acordam, Yor e Kalaa seguem pelo pântano sendo atacados por uma criatura com tentáculos (dá para entender porque não entrou no corte final para o filme). Depois de se livrarem definitivamente dos Homens Azuis, há uma longa sequência na floresta, quando entram em uma caverna e encontram facas e roupas de frio, enquanto na versão dos cinemas, sobem escadas e saem direto em um local montanhoso e árido (já com as tais vestes, parecendo um erro de continuidade). Yor e a dupla se separam e, novamente, há uma longa sequência que ficou de fora com o guerreiro explorando um caminho. Há uma sequência na qual Yor dá um presente para Roa (Ayshe Gul), escolhendo-a em detrimento de Kalaa; a luta com o líder dos azuis é muito mais longa. Na versão dos cinemas, Pag diz a Yor que Kalaa pescou os peixes que estão na fogueira, mas na versão da minissérie, vemos que foi ele quem realmente pescou e falou para Yor para este valoriza-la mais. Tarita (Marina Rocchi), a jovem da aldeia de pescadores, celebra a união de Yor e kalaa em uma caverna.  Kalaa se despede de Arnita dizendo "vita longa i fellicci" que em inglês se transformou em "vida longa e próspera", uma citação direta ao Sr Spock de “Jornada nas Estrelas” e que foi retirada do filme; na minissérie, ao chegarem na praia, Pag e Kalaa veem uma nave voando e pousando, na versão do cinema eles só veem a nave pousada e soldados robôs saindo dela. 

ESTE PARÁGRAFO CONTÉM SPOILERS:

A versão cinematográfica de Yor se destaca por ter um ritmo mais ágil e frenético, mas antes de citar alguns absurdos, devo lhes dizer que o cartaz é chamativo, mas tal imagem não existe, nem o herói tem cabelo curto (o personagem está com uma peruca) e nem a mulher do cartaz está no filme. Vamos a alguns absurdos desta semi-adaptação indicada a três Razzie Awards (pior nova estrela, pior canção e pior partitura musical): A música "Yor's World" é definitivamente um diferencial do filme, provavelmente com o estilo sugado de Flash Gordon  (1980) do grupo Queen. Só faltou um “Yor! A-ah” nos momentos que o herói entra em ação (o filme já começa com a música, mas acho que ficaria melhor nos créditos finais, apesar de na minissérie, todos os capítulos começarem com a música com as cenas iniciais). Durante o salvamento de Kalaa, Yor inunda a caverna dos homens azuis sem se importar com as outras mulheres da tribo de Kalaa capturadas, ou seja, todas devem ter morrido (???!!!); aliás, esse elenco das cavernas tem um vocabulário bem moderno para a época em que viviam, conheciam até o termo proa (Ok, a revelação no arco final da estória pode ser uma explicação), fora que Yor pega numa arma laser, não se surpreende e ainda tem uma mira perfeita; há a cena de luta na caverna com os homens das espadas de fogo (tais espadas parecem inspiradas em Hercules -1983) que parece ter sido filmada em câmera lenta, mas se observarmos bem eles estão simulando estarem em câmera lenta !! Na cena mais bizarra, Yor abate o que seria algo próximo a um Pterodáctilo (na HQ), mas que se parece com um morcego gigante. O corpo da criatura enrijeceu instantaneamente, ao ponto do nosso herói utiliza-la como asa delta (acreditem !!! e com direito a tal música – me lembrou também “Doc Savage” – a partitura triunfal). Eles não conheciam aerodinâmica, nem aviões, mas asa delta pareceu algo muito natural de ser feito!!! Apesar de não vermos salões de belezas, as principais atrizes têm seus cabelos impecáveis, bem ao look anos 80, fora que Yor tem o rosto sempre impecavelmente barbeado. Nem vou me alongar nas criaturas, apenas confiram. A Cidade dos Deuses é nitidamente uma fábrica; e como Yor consegue o conhecimento para detonar uma bomba em escala nuclear, é um grande mistério. Kalaa e Roa lutando até a morte e depois Roa entregando seu amuleto para a rival foi muito forçado. E o que pareceu ser um Dimetrodon (o “lagarto”), é de um período diferente do Triceratops do início do filme, mas quem se importa? E o mais importante (se é que há tal coisa no filme) é que Yor não veio do futuro. Houve um holocausto nuclear, e a civilização se dividiu, com uma parte regredindo a uma era pré-histórica (não me perguntem como surgiram os dinossauros) e a outra parte com os conterrâneos de Yor se isolando em uma ilha, preservando sua tecnologia em seus últimos dias. Para terminar, descobrimos que o “amuleto” é um gravador (com imagens) de tudo que aconteceu na vida de Yor até então. Há um momento em que Yor diz algo tipo “este sou eu quando jovem, me recordo”. Só que não há um Yor jovem na cena, é o mesmo que se apresenta durante o filme (falta de grana é isso).

Quanto aos atores, Reb Brown já havia participado (como vilão) de “O Homem Cobra”, dos dois “Capitão América” feitos para a Tv e vinha de uma participação em “A Espada e os Bárbaros”. O ator está engraçado, pulando daqui para ali, empunhado uma espada de forma bem lenta, mas apesar do visual “Beastmaster” ou “Kazar” (como ninguém fez um filme na época?) foi mal dirigido (todos foram) e fez o que pode. A francesa Corinne Cléry vinha de “A História de 'O'” (1975) e de “007 Contra o Foguete da Morte” (1979). A atriz desfilou sua beleza em cena e funcionou melhor na versão minissérie. Outro que teve mais tempo de tela na minissérie foi Luciano Pigozzi (1927-2008) como Pag. Seu simpático personagem não comprometeu. A também francesa Carole André (Ena) participou de alguns episódios do famoso seriado “Sandokan” (1976) com Kabi Bedi e de produções italianas. O ator turco Aytekin Akkaya como Ukan, líder dos Neardentais esteve bem, só este filme da qual participou é conhecido no Brasil.  John Steiner interpretou de forma exagerada (proposital?) e caricatural o ditador megalomaníaco “Overlord” ou “Senhor Supremo” para nós. A atriz Ayshe Gul, que interpretou Roa, não comprometeu e participou apenas desta produção. Luigina Rocchi interpretou Tarita (a jovem do povo da praia). A atriz atuou até 1989. 

Dirigido por Antonio Margheriti (1930-2002) de filmes como “Apocalypse 2 - O Último Caçador” (1980); “Os Caçadores da Serpente Dourada” (1982) e “Tornado: A Missão Continua” (1983), Yor – O Caçador do Futuro é uma bagunça do começo ao fim. Nos anos 80, só haviam os trailers dos cinemas para divulgação, cartazes de próximos lançamentos expostos e pequenas resenhas em revistas especializadas que davam alguma visibilidade aos filmes. Logo, muitos iam para o cinema sem saber o que assistiriam, e subprodutos de Conan, Star Wars, Rambo e filmes de ficção cientifica proliferavam nas telas (e tinha público!). A Itália era um local fértil para injetar no mercado internacional produções de baixa qualidade, dubladas em inglês, com um título em língua inglesa e pseudônimos para confundir os críticos. Yor é tudo isso, mas se você curte assistir a um filme trash, esse pode ser uma ótima pedida. Para os menos exigentes e para aqueles capazes de ligar o modo “supressão voluntária da descrença” pode ser um passatempo bem divertido, assim como para aqueles que buscam produções que caíram no ostracismo. Leia a HQ, assista ao filme e depois a minissérie.

 

Trailer:

 


 

Curiosidades:

Triceratops







Dimetrodon






 

A HQ Italiana

 













A HQ Argentina

 












Trilha Sonora 

Yor's World - De Angelis Bros

 

 

Cartazes:





Filmografias Parciais:

Reb Brown






O Homem Cobra (1973); Strike Commando - Comando de Ataque (1986); Amargo Reencontro (1978); Capitão América (1979); Jogo Decisivo (1979); Hardcore - No Submundo do Sexo (1979); Capitão América II (1979); Goldie e o Pugilista em Hollywood (1981);  A Espada e os Bárbaros (1982); Yor - O Caçador do Futuro (1983); De Volta Para o Inferno (1983); Grito de Horror 2 (1985); Robowar - Robot da Guerra (1988); Lutadores da Liberdade (1988); A Jaula da Morte (1989); Intruder A-6: Um Voo Para O Inferno (1991); A Jaula 2 (1994); Night Claws (2012); Surge of Power: Revenge of the Sequel (2016) 

Corinne Cléry






Il sergente Rompiglioni (1973), A História de 'O' (1975), Um Blefe de Mestre (1976), E tanta paura (1976), E tanta paura (1976), O Fugitivo Sanguinário (1977), Striptease (1977), Insólito Encontro (1977), O Humanóide (1979), 007 Contra o Foguete da Morte (1979), Os Viajantes Noturnos (1979), Yor - O Caçador do Futuro (1983), Il mondo di Yor (Minissérie de televisão 1983), Divina Obsessão (1986), Paixão, Duelo e Morte (1988), Forever - Juntos para Sempre (1991), Erro Médico (1992), A Colônia (1995), Il diario di Matilde Manzoni (2002), Il peso dell'aria (2007), Beyond the Mist (2018), Free - Liberi (2020), De Volta ao Crime (2021), Ângela - O Anjo da Morte (2021) 

Luciano Pigozzi (1927-2008)






De Crápula a Herói (1959), Duas Mulheres (1960), As Últimas Aventuras de Dom Camilo (1961), A Face do Monstro (1961), A Freira de Monza (1962), O Chicote e o Corpo (1963), Seis Mulheres Para o Assassino (1964), O Castelo dos Mortos Vivos (1964), Império dos Espiões Assassinos (1965), Terror no Cemitério (1965), O Olho da Espionagem - O Agente Z-3 (1965), Fúria do Oriente (1965), O Mais Curto dos Dias (1965), Crime Quase Perfeito (1966), Mercenários do Crime (1966), Operação Ypotron (1966), Ray Master, Arrombador Internacional (1966), Golpe de Mestre a Serviço de Sua Majestade Britânica (1967), A Morte não Conta Dólares (1967), Os 7 de Ouro Assaltam o Banco Internacional (1967), Jovens, Malvados e Selvagens (1968), Sua Lei Era Vingança (1968), Caça aos Violentos (1968), Joko Invoca Deus... e Mata (1968), Os 5 Condenados (1969), Sabata, o Homem que Veio para Matar (1969), E Deus Disse a Caim (1970), O Alerta Vermelho da Loucura (1970), Encontro com a Desonra (1970), Sartana no Vale dos Gaviões (1970), O Fantástico Homem Invisível (1970), O Corsário Negro (1971), A Espada Normanda (1971), O Rei do Oeste (1971), O Pistoleiro do Inferno (1971), Que Assim Seja, Trinity (1972), Barão Sanguinário (1972), As Lágrimas de Jennifer (1972), Diário de um Gângster (1972), Sete Mortes nos Olhos de um Gato (1973), Fantasma de Biquini (1974), Mussolini - Ascensão e Glória de um Ditador (1974), A Lenda do Lobo do Mar (1975), A Cidade de um Justiceiro (1975), Os Amores e as Loucuras de Scaramouche (1976), Roma Armada (1976), Escapando do Inferno (1982), Os Caçadores da Serpente Dourada (1982), Yor - O Caçador do Futuro (1983), Os Exterminadores do Ano 3000 (1983), Tornado: A Missão Continua (1983), Il mondo di Yor (1983), Caçadores de Tesouro (1985), Missão Cobra (1986), Strike Commando - Comando de Ataque (1987), Comandos Mercenários (1987), Apache Branco (1987), Zumbi 3 (1988), Covil da Morte (1988), Robowar - A Caminho do Inferno (1988), Alien degli abissi (1989)

Carole André






Com Ele Cavalga a Morte (1967), Quando os Brutos se Defrontam (1967), Dillinger Morreu (1969), Satyricon de Fellini (1969), O Amor Faz Coisas Estranhas (1970), Morte em Veneza (1971), Uma Borboleta com as Asas Ensanguentadas (1971), Juventude Alucinante (1972), Um Verão Russo (1973), Sábado Infernal (1973), Caninos Brancos (1973), Superhuman (1979), Feliz Aniversário, Harvey (1980), Yor - O Caçador do Futuro (1983), Il mondo di Yor (1983), Missão Implacável (1984), Génération oxygène (1991)

Luigina Rocchi


 




As Mil e Uma Noites (1974), Busca sem Fim (1978), Holocausto Canibal (1980), Despido improcedente (1980), Fidelidade à Três (1982), Yor - O Caçador do Futuro (1983), Missão Implacável (1984), Os Executores (1989)

John Steiner (1941-2022)


 

 



Darling: A que Amou Demais (1965), A Perseguição e o Assassinato de Jean-Paul Marat Desempenhados Pelos Loucos do Asilo de Charenton Sob a Direção do Marquês de Sade (1967), O Diabo é Meu Sócio (1967), Eram 13... mas Faltava Uma (1969), Só Resta Esquecer (1971), O Monstro na Primeira Página (1972), O Carrasco de Roma (1973), Caninos Brancos (1973), Desafio ao Lobo Branco (1974), Bebê Infernal (1975), A Cidade do Crime (1975), Salão Kitty (1976), Gestapo - Esquadrão da Tortura (1976), Agente Duplo (1977), Calígula (1979), Apocalypse 2 (1980), A Salamandra (1981), Os Caçadores da Serpente Dourada (1982), Yor - O Caçador do Futuro (1983), Il mondo di Yor (1983), Inferno ao Vivo (1985), Berlin Affair (1985), Missão Cobra (1986), Contagem de Cadáveres (1986), Noite de Verão, com Perfil Grego, Olhos Amendoados e Cheiro de Manjericão (1986), Júlia e Júlia (1987), Striker - O Exército de um Homem (1988), Sinbad e os Sete Mares (1989), O Bordel de Paprika (1991)

domingo, 8 de dezembro de 2024

CINEMA PARADISO / NUOVO CINEMA PARADISO (1988) - ITÁLIA


O CREPÚSCULO DO CINEMA COMO RITUAL COLETIVO

Salvatore Di Vita (Jacques Perrin) é um famoso cineasta vivendo em Roma. Há 30 anos partira de sua cidade natal e nunca mais retornara, sequer para visitar a mãe.  Certo dia, recebe a notícia que seu grande amigo, o projecionista Alfredo (Philippe Noiret), falecera. A notícia o pega de surpresa, deixando-o insone e a recordar seus tempos de infância (Salvatore Cascio) e de adolescência (Mario Leonardi) na cabine ou na plateia do Cinema.  Ele voltará para uma última homenagem a Alfredo e para reencontrar o Paradiso.

Giuseppe Tornatore (em seu segundo longa-metragem) lançou Cinema Paradiso em seu país com a duração de 155 minutos (havia antes mostrado uma versão de 173 minutos no EuropaCinema Festival), ficando apenas uma semana em cartaz e sendo arrasado pela crítica. O diretor (na época com 33 anos) voltou à sala de montagem e cortou 22 minutos de sua obra e o inscreveu no Festival de Cannes. A nova versão, agora de 123 minutos, agradou e muito. Tornatore saiu com Prêmio Especial do Júri desbancando “Splendor” (de Ettore Scola) sua obra irmã. Ganhou um novo lançamento em sua terra natal, encantando a crítica, batendo recordes de bilheteria e fazendo sucesso mundo afora. Além disso, ganhou um Globo de Ouro de Melhor Lançamento Estrangeiro de 89. Posteriormente, ganharia o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de Língua Não Inglesa (a Itália não ganhava um Oscar desde Amacord -1973) e diversos prêmios. A Versátil lançou em 2005 a versão de 123 minutos e a de 174 minutos (Cinema Paradiso: The New Version) – uma versão do diretor (Director’s Cut), mas a versão comercial original que poucos viram foi a de 155 minutos.

Contado em flashbacks, o filme nos mostra a trajetória do Paradiso em seus anos de gloria com o pitoresco público do vilarejo (fictício) de Giancaldo na Sicília, sul da Itália, além do relacionamento entre o projecionista do Paradiso, Alfredo, e Totó, uma criança, órfã de um pai, que não voltou da Guerra, apaixonada por cinema e que apronta todas. Um pequenino cinéfilo que se transformará em cineasta depois de substituir seu velho amigo em seu métier.

Tornatore, em “Cinema Paradiso”, celebra o cinema como arte coletiva. Pelo título, o Cinema parece ser o protagonista, mas aqui é um coadjuvante de luxo. Também é uma homenagem ao projecionista, aquele que fica “escondido” sem que o espectador perceba, mas que se revela o principal responsável pelo se que passa na tela, somente lembrado quando o filme desfoca, quando a imagem congela ou perde o som; quando as luzes não se apagam no começo da projeção ou não se acendem no fim. Tudo que Alfredo faz em seu projetor à base de carvão é uma homenagem a todos os "Alfredos" do mundo que zelam pelo filme estar pronto para assistirmos quando entramos em uma sala de cinema.

A partir das memórias de infância e adolescência de Salvatore, vemos o reencontro de um cineasta com seu passado. Veremos também o padre do vilarejo, Dom Adelfio (Leopoldo Trieste), o cliente mais fiel do cinema local. Ele comparece toda semana como um relógio, a censurar os filmes e obrigar Alfredo a cortar todas as cenas (“obscenas”) de beijos dos filmes e joga-las em um canto. Tiras de celuloide agora sem vida. O balançar de sua sineta determina qual a cena que deve ser retirada (a bem da “moral e bons costumes”). Somente o padre, Alfredo e, vez por outra, Totó (escondido na cabine) sabem quais cenas são. Ali, Clark Gable nunca beijará Vivian Leigh em “E O Vento Levou”. Emoções contidas em tiras de celuloide censuradas se acumulam, mutiladas (uma crítica a não só à censura, mas uma interessante e inesperada analogia a sua própria obra da qual foi obrigado a mutilar – a vida imitando a arte).

Mas há mais: os momentos mais felizes dos moradores são entre amigos e familiares em frente à tela grande (assistir um filme era um evento social, quase um ritual coletivo); temos o louco (Nicola Di Pinto) que mora na praça e afirma que é "sua praça!”; o homem que sempre dorme nos filmes; o homem que recita os diálogos de cor.; a chuva interrompendo a projeção ao ar livre de “Ulisses”, com Kirk Douglas; quando Alfredo torce a tela de vidro projetando o filme no paredão de um cortiço; a reação da plateia a nudez de Brigite Bardot em “E Deus Criou a Mulher”; a reação dos moradores ao verem o primeiro beijo; o incêndio, a reconstrução e a demolição de Paradiso (a implosão dos seu sonhos de menino); o primeiro amor; o exército, a partida; o presente final de Alfredo; o presente do personagem Ciccio Spaccafico (Enzo Cannavale) para os moradores que se revela notavelmente generoso (e seu desalento quanto ao destino de Paradiso)... O fio de lã se desfazendo enquanto a mãe de Salvatore desce as escadas ao encontro do filho, uma forma de não a mostrar, mas de sabermos o momento que o encontrou.

ATENÇÃO SPOILERS: SE NÃO VIU O FILME, PULE ESTE PARÁGRAFO

Quanto a versão diretor, a vejo como um complemento da estória, que elucida algumas questões, como o elemento mais sacrificado do filme: o relacionamento de Salvatore e Elena, que nesta versão (173 min ou 2h53min) terá uma continuidade e uma conclusão ainda que anticlímax. Diálogos que foram cortados, como o da mãe de Salvatore com o filho, ainda que sem prejuízo à narrativa (como a explicação da mãe à Salvatore sobre as noites em que este passou à espera da janela aberta ou sobre as ligações que fazia escutando uma mulher diferente a cada ligação, menos a mulher que um dia o filho amou). As cenas do garoto que irrita a professora na sala de aula, respondendo zombeteiramente, não são por acaso: ele ressurgirá nesta versão com uma importante participação. Prefira a versão menor: a do cinema, e se tiver curiosidade busque a versão do diretor (mais cansativa e que perde um pouco do seu lirismo ao alongar situações), que para mim mudou um pouco a percepção que tinha do personagem Alfredo, que terá uma interferência ainda maior na vida futura de Salvatore.

FIM DOS SPOILERS 

Quanto ao elenco, Totó crescerá em tamanho e ofício, aprendendo a encontrar a felicidade na sala de cinema. Coroinha da igreja local, dorme nas missas, por passar horas fascinado pela tela, pela cabine, pela máquina de projeção, na qual tem em Alfredo, o grande ídolo daquela criança, que surge como um “mágico” capaz de passar os filmes. Veremos Salvatore em três fases da vida: infância (Salvatoe Cascio), adolescência (Marco Leonardi de “Como Água Para Chocolate”) e maturidade (Jaques Perrin), duas delas, com a presença viva de Alfredo. Ele filma sua paixão, Elena, seu primeiro amor, mas a vida, às vezes, é inimiga do amor ... Philippe Noiret interpretou Alfredo que “substitui” o pai de Totó, ensinando todos os segredos da profissão, repreendendo-o e rindo de suas travessuras, até influenciando-o na direção a um futuro que aquele lugar teima em negar. Alfredo sairá do cargo, cego pelo fogo que seu amor à arte acabou lhe causando, mas não sairá de cena. Agnese Nano interpretou a jovem Elena (na versão “uncut”, a adulta Elena Mendola é interpreta por Brigitte Fossey). A Personagem Maria Di Vita, mãe de Totó, foi interpretada por Antonella Attili (jovem) e Pupella Maggio (idosa). 

Cinema Paradiso é uma nostálgica carta de amor à uma pequena sala de cinema italiana. Um conto agridoce sobre amizade, uma das mais tocantes que o cinema contou. Sentimental sem cair no sentimentalismo. O apogeu e o declínio do cinema como o maior espetáculo de massa. A história de muitos projecionistas (o “homem da cabine de projeção”) de cidades pequenas que se viram na pele de Alfredo. Qualquer um que ame filmes provavelmente amará "Cinema Paradiso", um filme que envolverá você em um terno abraço e se recusará a deixa-lo partir. Poucos filmes foram capazes de apresentar tantas homenagens a filmes em cenas. Destaque para a trilha sonora original de Ennio Morricone, na qual ele colaborou com seu filho Andrea. Uma obra rica, emotiva e atemporal.


Trailer:



 

Curiosidades:

Philippe Noiret disse todas as suas falas em francês, sua língua nativa. Mais tarde, ele foi dublado em italiano por Vittorio Di Prima. Na versão francesa, Noiret dublou a si mesmo.

O filme foi filmado em Bagheria, Sicília, cidade natal de Giuseppe Tornatore. O diretor se baseou amplamente em suas experiências de infância como inspiração para o filme.

O tema de amor do filme foi composto por Andrea Morricone , embora seu pai, Ennio Morricone , que compôs a trilha sonora do resto do filme, tenha arranjado a orquestração do tema.

Quando Salvatore retorna para casa e olha para o quarto que sua mãe preparou para ele, o quadro na parede é de “Abismo de um Sonho” (1952), filme de Federico Fellini estrelado por Leopoldo Trieste.

O serviço militar de Salvatore, por problemas burocráticos, dura mais de um ano.

Giuseppe Tornatore reconheceu nos recursos especiais do DVD, que o velho Salvatore não se parecia em nada com o jovem Salvatore.

 

SPOILERS: SE NÃO VIU, O FILME PULE ESSES PARÁGRAFOS

A montagem do beijo final é uma forma de Alfredo manter uma promessa feita a Salvatore no início do filme: Alfredo promete que todas as cenas de beijo pertencem a Salvatore se ele não entrar mais na sala do projetor. Mesmo que ele não cumpra o pedido de Alfredo, ele ainda prepara o rolo para Salvatore.

O diretor Tornatore faz uma aparição como o homem que trabalha na máquina de projeção enquanto Salvatore assiste uma compilação de cenas que Alfredo fez para ele.

Enquanto o Cinema Paradiso está sendo destruído, um painel publicitário de uma motocicleta pode ser visto dizendo: "O paraíso pode esperar"

Na versão oficial levada às telas, todo o segmento com Salvatore e Elena como adultos foi eliminado - incluindo todas as cenas interpretadas por Brigitte Fossey - bem como algumas sequências da primeira parte do filme

Depois do incêndio é reconstruído agora como nome Nuovo Cinema Paradiso, título do filme

FIM DOS SPOILERS

Após a comunicação da morte do pai de Salvatore, ele e sua mãe estão caminhando por ruínas. Salvatore vê um pôster de “...E o Vento Levou” (1939) e sorri olhando para ele. Mais cedo no filme, Alfredo diz a Salvatore que seu pai o lembra Clark Gable

O pequeno Salvatore, chamado por todos de Totò, vive em Giancaldo junto com sua mãe Maria e sua irmã Lia (Roberta Lena), esperando que seu pai, um soldado desaparecido na Rússia, retorne.

Giuseppe Tornatore fotografou mais de 300 jovens sicilianos antes de escalar Salvatore Cascio para o papel.

Em algumas versões mais curtas do filme, uma cena de uma Elena muito mais velha aparece nos créditos finais (talvez intencionalmente)

Ao final do período de doze meses de 1924, toda a produção cinematográfica da Itália não havia excedido 20 títulos. Como 220 títulos foram lançados durante 1920, em 1924, o cinema italiano estava morrendo lentamente.

Antes de desse filme, Tornatore era mais conhecido por diversos documentários italianos.

O filme que Alfredo passa na faixada do cortiço é Messalina e o Bombeiro / I pompieri di Viggiù (1949)

O filme mostra a necessidade econômica dos habitantes do sul de migrarem para o norte ou para fora do país

O sucesso do filme, na época, levantou a possibilidade do renascimento do cinema italiano que vinha definhando após os anos 50 e 60

Tornatore voltou a receber nova indicação ao Oscar por Homem das Estrelas (1995)

O personagem Alfredo é inspirado no fotógrafo e projecionista da cidade de Bagheria, Mimmo Pintacuda, amigo e professor do próprio Tornatore

Entre os atores considerados para o papel de Alfredo estavam Marcello Mastroianni e Gian Maria Volonté

Gian Maria Volonté também foi considerado para o papel do adulto de Totò,

Salvatore Cascio tinha 9 anos na época da escolha para o papel

Tornatore, também o incluiu Cascio, no elenco de “Estamos Todos Bem” (1990), filme que dirigiu dois anos depois.

Para filmar o Cinema Paradiso a produção escolheu a Igreja de Maria Santissima del Carmelo

 

ALGUNS FILMES CITADOS NA OBRA:

...E Deus Criou a Mulher (Et Dieu... Créa la Femme); ...E o Vento Levou (Gone With the Wind); A Felicidade não se Compra (It's a Wonderful Life) ; A Terra Treme (La terra trema); Abismo de um Sonho (Lo Sceicco Bianco); Adeus às Armas (A Farewell to Arms); Anna (Anna); Arroz Amargo (Riso Amaro); As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood); Asas (Wings); Belíssima (Bellissima); Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs); Casablanca (Casablanca); Contrastes Humanos (Sullivan's Travels); Dois Heróis (The Knockout) ; Em Busca do Ouro (The Gold Rush); Em Nome da Lei (In nome della legge); Era uma Vez... Dois Valentes (Babes in Toyland); Fúria (Fury) ; Gilda (Gilda); Jejum de Amor (His Girl Friday); Luzes da Cidade (City Lights); Mambo  (Mambo ); Messalina e o Bombeiro (I pompieri di Viggiù); Mulher Tentada (Catene) - também citado nominalmente; No Tempo das Diligências (Stagecoach) ; Noites Brancas (Le Notti Bianche) ; O Anjo Azul (Der Blaue Engel); O Caminho da Esperança (Il Cammino della Speranza); O Grito (Il Grido) ;O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll and Mr. Hyde); O Morro dos Maus Espíritos (The Shepherd of the Hills); O Ouro de Nápoles (L'Oro di Napoli); O Proscrito (The Outlaw); O Submundo (Les bas-fonds); Os Boas Vidas (I vitelloni); Rio Vermelho (Red River); Sedução da Carne (Senso); Sete Noivas Para Sete Irmãos (Seven Brides for Seven Brothers); Tempos Modernos (Modern Times) também citado nominalmente; Ulysses (Ulisse); Umberto D. (Umberto D.); Verso la vita (Verso la vita)



O diretor Giuseppe Tornatore em uma participação



 

 




Cartazes:

 



 

Filmografias Parciais:

Salvatore Cascio






Cinema Paradiso (1988), Estamos Todos Bem (1990), Jackpot (1992), Padre Speranza (2002) 

Marco Leonardi 






Ultimo minuto (1987), Cinema Paradiso (1988), Armadilhas do Poder (1990), Como Água para Chocolate (1992), Le Buttane - As Prostitutas (1994), Viagem pelo Perigo (1995), Síndrome Mortal (1996), Os Cinco Sentidos (1999), Um Drink no Inferno 3: A Filha do Carrasco (1999), Texas Rangers - Acima da Lei (2001), Era Uma Vez no México (2003), Maradona, la mano di Dio (2007), Almas Negras (2014), Todo o Dinheiro do Mundo (2017), Renata Fonte (2018), O Último Refúgio (2019), Aspromonte - Terra dos esquecidos (2019), A Vinícola dos Sonhos (2019), Hitmen (2023)   

Jaques Perrin (1941-2022)


 



Portas da Noite (1946), Os Trapaceiros (1958), A Verdade (1960), As Ninfas (1961), A Moça com a Valise (1961), Dois Destinos (1962), A Corrupção (1963), Vidas Ardentes (1964), A Chance e o Amor (1964), Crime no Carro Dormitório (1965), A Fronteira (1966), Um Homem Pela Metade (1966), Duas Garotas Românticas (1967), Tropa de Choque: Um Homem a Mais (1967), Sempre Tua... Mas Infiel (1968), A Flor da Vida (1968), Viver à Noite (1968), Z (1969), O Estrangulador (1970), Pele de Asno (1970), Goya, historia de una Soledad (1971), Estado de Sítio (1972), Sessão Especial de Justiça (1975), O Deserto dos Tártaros (1976), Operação Leopardo (1980), O Ano das Medusas (1984), Desobediência (1981), Letra e Música (1984), Olhos de Tigre (1985), Cinema Paradiso (1988), Estamos Todos Bem (1990), Fuga dal Paradiso (1990), As Mãos da Morte (1992), O Vôo do Inocente (1992), Cenas de Crimes (2000), O Pacto dos Lobos (2001), A Voz do Coração (2004), Inferno (2005), Golias (2022) 

Philippe Noiret (1930-2006)




 


O Brotinho e as Respeitosas (1949), Zazie no Metrô (1960), Cyrano de Bergerac (1960), Le Capitaine Fracasse (1961), O Encontro (1961), Todo o Ouro do Mundo (1961), Amores Célebres (1961), Relato Intimo (1962), As Massagistas (1962), A Farsa do Amor e da Guerra (1966), Amante à Italiana (1966), O Adorável Canalha (1966), Quem é Polly Maggoo? (1966), A Noite dos Generais (1967), Sete Vezes Mulher (1967), Sr. Liberdade (1968), O Sindicato do Crime (1969), Topázio (1969), Seu Último Combate (1971), O Atentado (1972), A Serpente (1973), O Relojoeiro (1974), Os Alegres Subterrâneos de Paris (1974), O Jogo com o Fogo (1975), O Juiz e o Assassino (1976), O Deserto dos Tártaros (1976), Uma Mulher na Janela (1976), Minha Querida Detetive (1977), Quem está Matando os Grandes Chefes? (1978), Um Olhar Para a Vida (1980), Três Irmãos (1981), Quinteto Irreverente (1982), Golpe de Tiras (1984), Amor de Verão (1985), Tomara Que Seja Mulher (1986), Por Volta da Meia-Noite (1986), A Família (1987), Máscaras (1987), O Homem Que Plantava Árvores (1987), Três Destinos (1988), Cinema Paradiso (1988), A Volta dos Mosqueteiros (1989), A Vida e Nada Mais (1989), Socorro! Chamem o Ladrão (1990), Armadilhas do Poder (1990), Sempre aos Domingos (1991), A Filha de D'Artagnan (1994), O Carteiro e o Poeta (1994), Os Canastrões (1996), O Cavaleiro Vingador (1997)  

Agnese Nano 





Cinema Paradiso (1988), Pronto Soccorso (1990), Barocco (1991), Adelaide (1992), Fate Come Noi (2002), Milagre em Sta. Anna (2008), Aria (2009)  

Antonella Attili




 


Estamos Todos Bem (1990), Cinema Paradiso (1988), Verso Sera (1990), Declarações de Amor (1994), O Homem das Estrelas (1995), Concorrência Desleal (2001), Christine Cristina (2009), Maria, mãe de Jesus (2012), Que Estranho Chamar-se Federico (2013), Neve (2013), Quando a Roma Nevica (2015), Io che amo solo te (2015), A Música do Silêncio (2017), Uma Questão Pessoal (2017), Castelrotto (2023)  

Pupella Maggio (1910-1999)






Fora da Lei (1947), Perdidos na Escuridão (1947), O Médico dos Loucos (1954), Mulheres Perigosas (1958), Anônimas Cocottes (1960), Maridos em Perigo (1960), Duas Mulheres (1960), 4 Dias de Rebelião (1962), A Bíblia... No Início (1966), O Médico do Instituto (1968), A Fabulosa Clínica do Dr. Tersilli (1969), O Segredo da Cosa Nostra (1972), Amarcord (1973), Cinema Paradiso (1988), Sábado, Domingo e Segunda (1990)