Mostrando postagens com marcador País: Japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador País: Japão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de novembro de 2024

A BALADA DE NARAYAMA / NARAYAMA BUSHIKÔ / THE BALLAD OF NARAYAMA (1983) - JAPÃO


 UBASUTE  - A CULTURA DO ABANDONO

Em um vilarejo, no interior do Japão, no sopé do Monte Narayama, há uma comunidade sobrevivendo sob as leis da natureza. Quando alguém completa 70 anos, o costume, oriundo de tempos passados, impõe que esses idosos abandonem suas famílias e sejam guiados até um ponto da “montanha sagrada” para lá não mais retornarem, morrerem sozinhos, tudo em benefício da comunidade. Orin (Sumiko Sakamoto), com 69 anos, resignada, sabe que seu tempo está próximo. Ela começa a se preparar para a partida, ao contrário de seu vizinho Mata (Seiji Miyaguchi), já doente, e que protesta acintosamente contra o senicídio que seu filho lhe prepara ao lhe cortar sua comida, obrigando-o a vagar em busca de alimento. Orin vive com o filho viúvo e 4 netos. Ela deseja, antes de dar lugar aos mais jovens, num mundo desolado pela pobreza, ajeitar algumas coisas, como conseguir uma esposa para o seu filho Tatsuhei (Ken Ogata) e que esta possa tomar conta da casa. Surge Tama (Yuko Mochizuki), uma viúva de 40 anos.

A Balada de Narayama é baseado no romance “Narayama Bushikô” (1956) do autor japonês Shichirô Fukazawa (1914-1987). O filme conquistou a Palma de Ouro em Cannes de Melhor Filme diante de elogios e críticas, estes últimos acreditavam que “Furyo – Em Nome da Honra” era merecedor do prêmio. Foi a segunda versão do romance de Fukazawa, o primeiro data de 1958. O diretor Shôhei Imamura (1926-2006) tinha uma filmografia de respeito com filmes como “Black Rain: A Coragem de uma Raça” (1989), “Minha Vingança” (1979), “Desejo roubado” (1958), “Todos Porcos” (1961) e resolveu apresentar algo um pouco diferente: um filme singular em seu estilo. Sobre a vida, a morte, o bestial e o sagrado; delicado e um tanto teatral, quase uma poesia bucólica, uma fábula que oscila entre o bárbaro e lírico. Isso quer dizer que apesar de muitos críticos elogiarem a obra por seus atributos artísticos, uma boa parte do público pode não respaldar essa opinião, alguns até sentiram-se chocados com algumas partes. Imamura fez um filme de arte que suscita várias sensações e desconforto é uma delas.  A verdade é que o grande momento do filme acontece em sua meia hora final quando a peregrinação de Orin se inicia ao lado do filho Tatsuhei. Não há como ficar indiferente ou isento de reflexão quanto ao seu clímax.

A época provavelmente é século 19. O nome do vilarejo é Moko-Mura.  O arroz é artigo de luxo. A maior parte do solo é estéril. Alimentar uma boca improdutiva é desconsiderado, por isso idosos devem partir e recém-nascidos podem ser mortos ou vendidos em troca de alimento. Ali imperam as superstições (eles acreditam que na montanha habita um deus que cuidará dos idosos em sua “transição”) e costumes arraigados. Uma espécie de microcosmos da miséria humana. Neste local é vergonhoso um idoso (a) ter todos os dentes e Orin ainda os tem. Alguns cantarolam uma música sugerindo que ela manteve seus dentes por causa de um acordo com demônios. Nem todos sabem suas idades, mas há alguém que pela dentição pode definir. Orin se autoflagela e retira quatro dentes. Ela está pronta para ir de encontro ao seu destino e morrer em benefício da comunidade. É o chamado Ubasute (ritual na qual os mais jovens levam seus parentes idosos para um local isolado e os abandonam para perecerem em épocas de escassez extrema). Tatsuhe torce para que, na montanha, caia neve o que findará a vida de sua mãe de forma mais rápida e feliz. Uma comunidade que assassina de forma bárbara uma família inteira que desviava alimentos e os escondiam em casa. Seus alimentos serão confiscados e divididos pelos demais. Não há arrependimentos nestas atitudes. Em alguns momentos revelam-se mais ferozes que alguns animais que ali habitam.

Talvez pelo diretor ter dado mais tons de fábula do que narrativa, tenha tornado o filme mais suportável para o público, e talvez por isso o filme funcione. Imamura nos mostra uma natureza de forma onipresente em tela. Vemos as mudanças de estação: primavera, verão, as folhas vermelhas do outono e depois a neve nas encostas de Narayama. Se há uma forte conotação sobre morte, há também sobre a vida: os falcões em suas caças, insetos se reproduzindo e fecundando a terra, serpentes se entrelaçado em meio aos humanos. Não por acaso, essas cenas sobre a natureza, em alguns momentos, se mesclam com algumas cenas de sexo que a história apresenta.

Sumiko Sakamoto estava com 47 anos quando interpretou a septuagenária Orin. A atriz perdeu 15 quilos para a cenas de subida de montanha e arrancou os 4 dentes frontais  para dar veracidade a cena em que perde os dentes. Ken Ogata (1937-2008) interpretou Tatsuhei, um filho angustiado em levar a mãe à montanha, principalmente pelo fato de ela ser inflexível quanto a decisão. Ele a carrega nas costas e segue os ditos que regem esses costumes que lhe são passados, mas ele não está preparado para o que encontrará ao chegar no local. Algo que ele não falará para os demais, mais que ficará para sempre em sua memória. Ele sabe que em poucas décadas terá o mesmo destino. A cena do ator quebrando a unha foi real e acabou sendo incorporada ao filme. 

A Balada de Narayama é um filme de arte, por isso estreou a parte dos grandes circuitos, principalmente porque os distribuidores sempre preferiram filmes de grande apelo. Imamura nos faz refletir sobre o abandono, sobre desalentos, sobre pessoas que perdem suas dignidades e muitas vezes nem percebem, em prol da sobrevivência. O filme nos mostra de uma forma ora crua e ora poética que algumas pessoas se importam, ainda que se sintam impotentes por costumes medievais, enquanto outras desejam apenas “se livrar do problema”. Ainda que seja um filme dos anos 80 e sua ambientação seja de quase dois séculos atrás, é muito atual.


Trailer:



Curiosidades:

"Narayama" pode ser traduzido literalmente como "montanha de carvalho".



Cartazes:



Filmografias Parciais:

Sumiko Sakamoto (1936-2021)






O Silêncio não Tem Asas (1966), Introdução à Antropologia (1966), Às Vezes... Como uma Prostituta (1978), A Balada de Narayama (1983), Água Quente Sob uma Ponte Vermelha (2001)



Ken Ogata (1937-2008)






Os Últimos Samurais (1974), Castelo de Areia (1974), Minha Vingança (1979), Virus (1980), Aconteceu no Fim da Era Tokugawa (1981), Portal do Inferno (1981), A Balada de Narayama (1983), Gueixa (1983), Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos (1985), O Rufião (1987), Estrelas do Mar (1988), Zatoichi: A Escuridão é sua Aliada (1989), Minha Alma Foi Golpeada (1991), O Livro de Cabeceira (1995), A Vingança de Yakuza 2 (1996), A Neve que Cai (2001), 11 de Setembro (2002), Tempo Limite (2003), A Última Lua Minguante (2004), A Espada Oculta (2004), Uma Longa Caminhada (2006), Honra de Samurai (2006), O Confidente de Confiança (2007), A Maldição do Milênio (2008)

sábado, 23 de dezembro de 2023

PRÍNCIPE SUZANO E O DRAGÃO DE OITO CABEÇAS / WANPAKU ÔJI NO OROCHI TAIJI / THE LITTLE PRINCE AND THE EIGHT-HEADED DRAGON (1963) - JAPÃO


UMA JORNADA REPLETA DE AVENTURAS

Suzano é um menino que vive sua infância em meio a brincadeiras com seus amigos animais como o tigre “Taro” e o coelho “Akahana”. Certo dia, seu pai Izanagi lhe informa que sua mãe Izanami viajara para uma terra distante na qual ele não poderia visitá-la. Suzano não compreende o que é a morte e resolve que encontrará sua mãe a qualquer custo. Depois de muito chorar, sua mãe surge em forma astral e lhe dá uma joia para protegê-lo. Ele convence seu pai que partirá em sua busca, mas este o adverte que não há como encontrar sua mãe e que os perigos são muitos.

O pequenino Suzano e Akahana partem para a “Terra da Noite” no intuito de conhecerem seu irmão, o Príncipe Cristal. Logo na chegada, Suzano entra em confronto com o exército do irmão, mas resolve partir quando percebe que este também não possui o conhecimento de onde sua mãe se encontra. Como presente o Príncipe Cristal dá a Akahana uma bola de cristal que poderá ajudá-los em caso de perigo.

A dupla chega em uma terra estéril oprimida por um ser chamado “Deus do Fogo”, que vive em um vulcão e torna o local insuportavelmente quente. Ali encontram o bondoso Bo que lhes pede ajuda. Suzano enfrenta o ser, derrotando-o com a ajuda do presente que seu irmão lhe dera. Em busca de um lugar para o seu povo viver, Bo parte com Suzano e Akahana que continuam a busca do lugar onde vive a mãe do pequeno príncipe.

O trio chega ao Reino da Luz, governado pela irmã de Suzano, Amaterasu, A Deusa Sol. Ela permite que Suzano resida ali e que Bo possa trazer seu povo. Só que as boas intenções do pequeno príncipe acabam trazendo vários prejuízos para o reino sendo obrigados a partir não sem antes receberem um conselho de sua irmã: somente ajudando outras pessoas ele poderá um dia encontrar o reino onde sua mãe vive.

Suzano e seus amigos chegam a uma província na qual descobrem que um dragão de oito cabeças, todo o ano, leva uma jovem em sacrifício. Desta vez, será a pequena princesa Kushi, que será levada pela serpente. Suzano e seus amigos resolvem enfrentar a poderosa serpente com a ajuda de um cavalo alado chamado “Ama-no-Haya-Uma”.

Para muitos que tinham entre 6 a 8 anos nos anos 70, esse pode ter sido o primeiro desenho animado (aventura e fantasia) de longa duração e talvez um dos mais impactantes, embora muitos já não consigam lembrar do nome. Príncipe Suzano e o Dragão de Oito Cabeças passou tanto na antiga TV Tupi quanto na TV Globo, mas muitos não sabem é que, pelo menos, no Rio de Janeiro, a animação chegou aos cinemas nos idos de 1966 (consta como tendo chegado ao Brasil em 64), cujo título nacional era apenas "O Príncipe e o Dragão de Oito Cabeças". Marco na animação, a produção japonesa foi dirigida por Yûgo Serikawa e recebeu o “Bronze Osella” no Festival de Cinema de Veneza além do  Prêmio “Ōfuji Noburō” no Mainichi Film Awards de 1963. E foi o sexto longa-metragem produzido pela Toei Animation (Sailor Moon, Saint Seiya, Dragon Ball ... ). Foi baseado livremente no mito xintoísta (uma religião politeísta e animista, o xintoísmo gira em torno de entidades sobrenaturais chamadas Kami) da batalha do deus da tempestade Suzano contra “Yamata no Orochi” (a serpente, que no desenho recebe apenas o nome de “Dragão de Oito Cabeças”). O filme foi realizado em formato anamórfico chamado "ToeiScope".

Mas não é apenas na narrativa bem estrutura que o filme colhe elogios. O design de arte (por Isao Takahata) foi considerado moderno para época e muito inspirador, as influências de “Samurai Jack” e “The Legend of Zelda: The Wind Waker” (Nitendo) e WolfWalkers são consideradas como seguidores desse estilo de formas geométricas simples com contornos suaves e arredondados. Além de introduzirem a função de diretor de animação (japonesa), que neste caso foi do lendário Yasuji Mori (filmografia).   Temos personagens com cabeças largas, outros com cabeças ovais (o tigre); o povo de cristal recebe seus rostos em formas de ângulos (angulares) e com corpos cilíndricos variáveis. Comparem os rostos do irmão e da irmã de Suzano. As cenas de batalha contra o dragão são um ponto a ser destacado com inúmeros recursos para a época. A destacar uma rara e belíssima trilha sonora, raro em animações desse período, do famoso compositor Akira Ifukube (Godzilla). A música tema do filme, "Haha no Nai Ko no Komoriuta" ("canção de ninar para uma criança sem mãe") cola nos ouvidos.

Príncipe Suzano e o Dragão de Oito cabeças recebeu vários títulos ao longo das décadas e é uma animação que apesar de ter sido exibida para as crianças nos anos 70 por aqui pode ser apreciada por adultos por conter elementos bem superiores para a faixa a que se destina permitindo vermos nos dias atuais com a compreensão plena do que a obra tenta transmitir. A animação fantástica de um filho em busca de resgatar a falecida mãe, prende do início ao fim e surpreende por até agradar até nos dias atuais. Disponível no Youtube em versão dublada e que ressurgiu nos canais pagos das tevês por assinatura há alguns meses (como nova dublagem). Vale a pena conhecer ou matar as saudades de uma animação de nossos áureos tempos de infância.

 

Curiosidades:

Na época foi lançada uma versão para o público americano com desenhos de William Ross

A animação seria ums adaptação de três histórias soltas do “Nihon Shoki”, uma coleção da mitologia japonesa do século VIII.

O cavalo mágico lembrará muito a lenda de Pegasus, mas este não tem asas.

Cada cabeça é distinta em design e a última mostra-se maior que as demais

Só as cabeças são mostradas, o corpo do dragão nunca fica visível

A antiga dublagem tinha Rafael Cortez Júnior como Príncipe Suzano; Olney Cazarré como o Coelho; Borges de Barros como o Deus do Fogo; Carlos Campanile como Izanagi; Helena Sâmara as Amaterasu, Deusa do Sol; Potiguara Lopes como o Ministro da Guerra; Emerson Camargo como o Pai de Suzano; Isaura Gomes como Izanami e Gilberto Baroli como o Grande Tambo

Na dublagem é dito que os dragões beberam vinho, mas, no original, é saquê

Cinco das cabeças são desenhadas com olhos brancos e vazios, as outras três restantes possuem olhos vermelhos.

Todos os animais da cidade natal de Suzano conseguem falar.

Títulos Alternativos: O Pequeno Príncipe e o Dragão de Oito cabeças

 

Cartazes:

 


 

domingo, 3 de abril de 2016

O ANJO EMBRIAGADO / YOIDORE TENSHI / THE QUIET DUEL (1948) - JAPÃO

 


UM ANJO RUDE

Sanada (Takashi Shimura) é um doutor, alcoólatra, que atende os pobres, num Japão pós-guerra. Certo dia, durante a noite, recebe a visita de Matsunaga (Toshirô Mifune), um homem que diz ter ferido sua mão com um prego. Ao inspecionar o ferimento, Sanada retira uma bala da mão do jovem. Ele sabe que Matsunaga é membro de uma das mais famosas facções do Japão, a Yakuza. Examinando o jovem, ele descobre que existe a possibilidade do rapaz estar com Tuberculose em estágio avançado e aconselha que faça de  imediato uma radiografia. Matsunaga não gosta do conselho e ameaça o médico, partindo em seguida. 


Sanada é um médico de atitudes rudes com seus pacientes, pois os considera negligentes com a própria saúde. Acredita que o conhecimento da doença e seus perigos são os primeiros passos para a cura.  É um médico dedicado e não se nega a ajudar quem necessita. A cidade em que vive tem um aspecto pobre e sujo. Ele contempla uma fossa onde as crianças brincam e adultos jogam lixo. Sabe do foco de doenças do local e o máximo que pode fazer é avisar às pessoas que se afastem daquela “lama” pútrida.


Por uma razão que Matsunaga não compreende, Sanada vai ao seu encontro lhe cobrando o exame que solicitara. O jovem, devido a sua posição no Japão da época, é temido por todos, que o recebem com temerosos sorrisos e evitam deixá-lo chateado com algo. Sanada não tem medo, apenas deseja que Matsunaga procure auxílio. O jovem e violento criminoso não quer que tomem ciência de sua doença, pois seria uma fraqueza a ser explorada por seus inimigos. A taxa de mortalidade era muito alta, visto que a única cura seria o descanso severo e uma boa alimentação. 



O médico mantém em sua casa a mãe e uma jovem que funciona como enfermeira, mas que possui um mistério a respeito de sua vida. A saída da cadeia do chefe do grupo revela que a vida da jovem pode estar correndo perigo. Enquanto Sanada tenta salvar a vida de Matsunaga, acompanha uma jovem que está sob seus cuidados, melhorando progressivamente da Tuberculose.


Primeiro filme de Toshiro Mifune (1920–1997) com o diretor Akira Kurosawa (1910–1998) na qual mantiveram uma parceria de longa data. Kurosawa fez um filme na qual mostrava algumas de suas características: uma direção que extraía o melhor dos atores e um jeito de transpor para as plateias sua visão única de uma história. E uma história muito interessante. 


O personagem de Mifune, é um anti-herói: violento, bandido e não aceita que lhe digam o que fazer. O de Takashi, um sujeito simples e que diz o que pensa, sem importar quem é a pessoa. Apesar sua rudez no modo de tratar as pessoas (como revelado pela menina curada), Sanada poderia ter tido uma vida confortável e se recorda de seu amigo da faculdade que “trata dos ricos”. Por acaso, o encontra e aceita uma carona e se deslumbra que o conforto que um carro pode proporcionar. 


O manguezal poluído, que muitas vezes serve de contemplação aos personagens, representa a podridão, a degradação, o que há de ruim. Sanada se vê no jovem Matsunaga e acredita que pode convencê-lo a largar a Yakuza (um dos primeiros filmes a abordar a organização, não como secreta, mas de conhecimento de todos) e viver uma nova vida. Matsunaga, a certa altura, percebe que foi considerado carta fora do baralho e que seu chefe pretende usá-lo de “bucha” para tirar proveito de sua condição de moribundo. Sanada enfrenta o chefe da organização. O Jovem, debilitado, percebe que tem que ajudar o único que se dispôs a fazer algo por ele. O confronto é inevitável e um dos grandes momentos do filme. A cena, perto do final, mostra que o ciclo da vida se renova e onde não há mais esperança para alguns, há uma vida toda pela frente para outros. Filmado três anos após a segunda grande guerra, percebe-se em seu cenário o reflexo de um Japão que perdeu a guerra, sofreu suas consequências e como seu povo lidou no dia a dia com a questão.



O Anjo Embriagado não é um dos grandes clássicos de Kurosawa como Rashomon (1950), Os Sete Samurais (1954) ou Ran (1985), para citar os mais conhecidos.  O filme destina-se àqueles que procuram filmes antigos com conteúdo ou que buscam conhecer a filmografia de um dos maiores mestres da sétima arte, responsável por influenciar uma geração inteira de diretores 



Breve Filmografia
Toshiro Mifune










O Anjo Embriagado (1948); Rashomon (1950); O Idiota (1951); A Vida de O'Haru (1952); Os Sete Samurais (1954); Anatomia do Medo (1955); Trono Manchado de Sangue(1957); O Homem do Riquixá (1958); A Fortaleza Escondida (1958); Yojimbo - O Guarda-Costas (1961); Grand Prix (1966); Inferno no Pacífico (1968); Morte no Inverno (1979) ; 1941 - Uma Guerra Muito Louca (1979); Shogun (A SÉRIE) 1980; A Mulher Prometida (1994)


Akira Kurosawa









O Anjo Embriagado (1948); Rashomon (1950); Os Sete Samurais (1954); Yojimbo - O Guarda-Costas (1961); Sanjuro (1962); Dersu Uzala (1975);  Kagemusha, a Sombra de um Samurai (1980); Ran (1985); Sonhos (1990); Rapsódia em Agosto (1991).