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sábado, 23 de dezembro de 2023

PRÍNCIPE SUZANO E O DRAGÃO DE OITO CABEÇAS / WANPAKU ÔJI NO OROCHI TAIJI / THE LITTLE PRINCE AND THE EIGHT-HEADED DRAGON (1963) - JAPÃO


UMA JORNADA REPLETA DE AVENTURAS

Suzano é um menino que vive sua infância em meio a brincadeiras com seus amigos animais como o tigre “Taro” e o coelho “Akahana”. Certo dia, seu pai Izanagi lhe informa que sua mãe Izanami viajara para uma terra distante na qual ele não poderia visitá-la. Suzano não compreende o que é a morte e resolve que encontrará sua mãe a qualquer custo. Depois de muito chorar, sua mãe surge em forma astral e lhe dá uma joia para protegê-lo. Ele convence seu pai que partirá em sua busca, mas este o adverte que não há como encontrar sua mãe e que os perigos são muitos.

O pequenino Suzano e Akahana partem para a “Terra da Noite” no intuito de conhecerem seu irmão, o Príncipe Cristal. Logo na chegada, Suzano entra em confronto com o exército do irmão, mas resolve partir quando percebe que este também não possui o conhecimento de onde sua mãe se encontra. Como presente o Príncipe Cristal dá a Akahana uma bola de cristal que poderá ajudá-los em caso de perigo.

A dupla chega em uma terra estéril oprimida por um ser chamado “Deus do Fogo”, que vive em um vulcão e torna o local insuportavelmente quente. Ali encontram o bondoso Bo que lhes pede ajuda. Suzano enfrenta o ser, derrotando-o com a ajuda do presente que seu irmão lhe dera. Em busca de um lugar para o seu povo viver, Bo parte com Suzano e Akahana que continuam a busca do lugar onde vive a mãe do pequeno príncipe.

O trio chega ao Reino da Luz, governado pela irmã de Suzano, Amaterasu, A Deusa Sol. Ela permite que Suzano resida ali e que Bo possa trazer seu povo. Só que as boas intenções do pequeno príncipe acabam trazendo vários prejuízos para o reino sendo obrigados a partir não sem antes receberem um conselho de sua irmã: somente ajudando outras pessoas ele poderá um dia encontrar o reino onde sua mãe vive.

Suzano e seus amigos chegam a uma província na qual descobrem que um dragão de oito cabeças, todo o ano, leva uma jovem em sacrifício. Desta vez, será a pequena princesa Kushi, que será levada pela serpente. Suzano e seus amigos resolvem enfrentar a poderosa serpente com a ajuda de um cavalo alado chamado “Ama-no-Haya-Uma”.

Para muitos que tinham entre 6 a 8 anos nos anos 70, esse pode ter sido o primeiro desenho animado (aventura e fantasia) de longa duração e talvez um dos mais impactantes, embora muitos já não consigam lembrar do nome. Príncipe Suzano e o Dragão de Oito Cabeças passou tanto na antiga TV Tupi quanto na TV Globo, mas muitos não sabem é que, pelo menos, no Rio de Janeiro, a animação chegou aos cinemas nos idos de 1966 (consta como tendo chegado ao Brasil em 64), cujo título nacional era apenas "O Príncipe e o Dragão de Oito Cabeças". Marco na animação, a produção japonesa foi dirigida por Yûgo Serikawa e recebeu o “Bronze Osella” no Festival de Cinema de Veneza além do  Prêmio “Ōfuji Noburō” no Mainichi Film Awards de 1963. E foi o sexto longa-metragem produzido pela Toei Animation (Sailor Moon, Saint Seiya, Dragon Ball ... ). Foi baseado livremente no mito xintoísta (uma religião politeísta e animista, o xintoísmo gira em torno de entidades sobrenaturais chamadas Kami) da batalha do deus da tempestade Suzano contra “Yamata no Orochi” (a serpente, que no desenho recebe apenas o nome de “Dragão de Oito Cabeças”). O filme foi realizado em formato anamórfico chamado "ToeiScope".

Mas não é apenas na narrativa bem estrutura que o filme colhe elogios. O design de arte (por Isao Takahata) foi considerado moderno para época e muito inspirador, as influências de “Samurai Jack” e “The Legend of Zelda: The Wind Waker” (Nitendo) e WolfWalkers são consideradas como seguidores desse estilo de formas geométricas simples com contornos suaves e arredondados. Além de introduzirem a função de diretor de animação (japonesa), que neste caso foi do lendário Yasuji Mori (filmografia).   Temos personagens com cabeças largas, outros com cabeças ovais (o tigre); o povo de cristal recebe seus rostos em formas de ângulos (angulares) e com corpos cilíndricos variáveis. Comparem os rostos do irmão e da irmã de Suzano. As cenas de batalha contra o dragão são um ponto a ser destacado com inúmeros recursos para a época. A destacar uma rara e belíssima trilha sonora, raro em animações desse período, do famoso compositor Akira Ifukube (Godzilla). A música tema do filme, "Haha no Nai Ko no Komoriuta" ("canção de ninar para uma criança sem mãe") cola nos ouvidos.

Príncipe Suzano e o Dragão de Oito cabeças recebeu vários títulos ao longo das décadas e é uma animação que apesar de ter sido exibida para as crianças nos anos 70 por aqui pode ser apreciada por adultos por conter elementos bem superiores para a faixa a que se destina permitindo vermos nos dias atuais com a compreensão plena do que a obra tenta transmitir. A animação fantástica de um filho em busca de resgatar a falecida mãe, prende do início ao fim e surpreende por até agradar até nos dias atuais. Disponível no Youtube em versão dublada e que ressurgiu nos canais pagos das tevês por assinatura há alguns meses (como nova dublagem). Vale a pena conhecer ou matar as saudades de uma animação de nossos áureos tempos de infância.

 

Curiosidades:

Na época foi lançada uma versão para o público americano com desenhos de William Ross

A animação seria ums adaptação de três histórias soltas do “Nihon Shoki”, uma coleção da mitologia japonesa do século VIII.

O cavalo mágico lembrará muito a lenda de Pegasus, mas este não tem asas.

Cada cabeça é distinta em design e a última mostra-se maior que as demais

Só as cabeças são mostradas, o corpo do dragão nunca fica visível

A antiga dublagem tinha Rafael Cortez Júnior como Príncipe Suzano; Olney Cazarré como o Coelho; Borges de Barros como o Deus do Fogo; Carlos Campanile como Izanagi; Helena Sâmara as Amaterasu, Deusa do Sol; Potiguara Lopes como o Ministro da Guerra; Emerson Camargo como o Pai de Suzano; Isaura Gomes como Izanami e Gilberto Baroli como o Grande Tambo

Na dublagem é dito que os dragões beberam vinho, mas, no original, é saquê

Cinco das cabeças são desenhadas com olhos brancos e vazios, as outras três restantes possuem olhos vermelhos.

Todos os animais da cidade natal de Suzano conseguem falar.

Títulos Alternativos: O Pequeno Príncipe e o Dragão de Oito cabeças

 

Cartazes:

 


 

terça-feira, 24 de outubro de 2023

DE VOLTA AO PLANETA DOS MACACOS - DESENHO / RETURN TO THE PLANET OF THE APES (1975) - ESTADOS UNIDOS


Após a conclusão do último filme para os cinemas, “A Batalha do Planeta dos Macacos”, uma série de TV já havia sido planejada e em vias de ser lançada. Mas sua duração foi curta, não passando da primeira temporada, ainda que em futuras reapresentações, em um horário mais adequado, mostrava-se ser viável uma segunda temporada. Mas a ideia de uma animação já estava em curso e agora, sim, voltada ao público infantil que acabou abraçando a série televisiva em oposição aquilo que os produtores desejavam. A rede americana a NBC e a 20th Century Fox entenderam que um desenho exibido nas manhãs de sábado (o conhecido “saturday-morning cartoon”) poderia trazer um novo frescor à franquia. Assim surgiria De Volta ao Planeta dos Macacos (Return to the Planet of the Apes 1975-1976) que, no Brasil, reaproveitou o título do segundo filme da franquia e nas programações dos jornais era apresentado apenas como “Planeta dos Macacos” sendo exibido, pela primeira vez, em nosso país, entre 03 de março e 31 de agosto de 1976, na “Faixa Nobre”, toda terças-feiras, às 17:30h.

Para compreendermos um pouco mais da ideia por trás da criação de De Volta ao Planeta dos Macacos precisamos entender que seu criador Doug Wildey (co-criador do desenho “Jonny Quest”) assistiu apenas aos dois primeiros filmes do cinema (a franquia apresentou conceitos ambiciosos que foram reinventados a cada filme), mesclando ao livro de  Pierre Boulle (1963) com o momento que os Estados Unidos atravessava (1975), pós-guerra do Vietnã e em plena Guerra Fria. Com isso, temos a queda da nave (como no primeiro filme) de três astronautas, Bill, Jeff e Judy, a citação de Brent (nome do personagem de James Franciscus, do segundo filme, apesar de não ser o mesmo) que mais tarde descobriríamos que partira da terra no século XXII, chegando antes dos astronautas deste desenho (que partiram no século XX) e o uso ocasional da personagem Nova (que interagiu com Taylor e Brent nos dois primeiros filmes). 

A civilização que Pierre Boulle criou no livro está no desenho: temos emissoras de TV, jornais, carros, cinema, livros... tudo funcionando como parte do cotidiano dos habitantes desse planeta, os símios, mas, praticamente para por aí. A parte bélica é um resquício como já dito, em linhas anteriores, dos conflitos bélicos pela qual a América passou e o momento em que vivia. O personagem Urko, retirado da série (no cinema era Ursus) televisiva, agora tem a sua disposição um exército municiado e motorizado sendo retratado como um general belicista com uma missão pessoal de eliminar os “humanoides” que habitam o planeta. Já Zaius sofre uma mudança bem radical: é ponderado, avesso ao massacre de humanos (a lei permite caça-los, domesticá-los, usá-los em trabalhos servis ou para a ciência) e, através de sua representação frente ao Senado, tenta bloquear e constantemente contestar as atitudes de Urko. Há uma evidente guerra pelo poder entre o general que deseja poder a todo custo e o conselheiro que o vê como uma ameaça a sua própria espécie. Os “mutantes” (do segundo filme) foram substituídos pelos “subterrâneos” (Underdwellers). Sua adoração não é mais pela bomba de cobalto e sim por uma estátua que se assemelha a astronauta Judy (que a chamarão de USA), uma profecia de que um diria ela surgiria para conduzir novamente o povo para a superfície. Como é direcionado para as crianças, esses subterrâneos são capazes de poderes psíquicos, soltam raios pelos olhos e conseguem transportar pessoas e se tornam amigos dos protagonistas ao longo da estória. Fora que veremos aranhas gigantes, um pterodátilo (ou uma imaginativa mutação), um monstro do lago (o "Monstro do Lago Ness" era uma lenda muito popular na época) e um King Kong (Kygor, protetor dos símios monges “Lama”) que até entrará em batalha com a tal criatura alada. Outra percepção, mais visível nos dias atuais, fica por conta dos astronautas: um homem branco, um afro-americano e uma mulher. Lembrando que nos EUA dos anos 60, na qual os direitos civis eram negados aos afro-americanos, não veríamos tal composição. Quanto a questão feminina, "Jornada nas Estrelas" já tinha colocado uma mulher em um posto hierárquico elevado (Uhura), mas era pouco. "Police Woman" estreara em 1974; Poderosa Isis estreava no mesmo ano deste desenho (1975), "Mulher Maravilha" surgiria em 1976, assim como "A Mulher Biônica". Nos cinemas, Sigourney Weaver é considerada a primeira heroína dos filmes de ação com “Alien - O Oitavo Passageiro" (1978) e Aliens, o Resgate” (1986). O roteirista Doug Wildey se mostrou bem “antenado”, dando igualdade na composição dos astronautas (no filme de 1968 há uma mulher que não sobrevive à queda da espaçonave e que já havia falecido devido um defeito na câmara criogênica). Judy se revela independente: não tem medo de ficar com os subterrâneos, pilota um avião e chega a combater o pterodátilo (ou dragão alado ...) e consegue resolver a situação por conta própria, como no episódio em que precisa ajudar Nova. Hoje sabemos que é algo absolutamente normal, mas, no meio dos anos 70, não era uma condição que se mostrava frequente.

Quanto a animação em si, poderia ser melhor. A abertura do desenho é muito boa, mas os personagens, em muitos momentos, são estáticos, privilegiando-se os closes como uma forma de dar dramaticidade às cenas. Há episódios com uma continuidade direta, o que me agradou mais do que outros que são citados mais à frente. Interessante vermos que a arte-finalização é muito boa (os desenhos de fundo, por exemplo em alguns episódios). E há sim, uma temática adulta mesclada à temática infantil (afinal é direcionada a este segmento). O episódio final fecha com um gancho interessante com Cornelius e Zira tentando recuperar um livro que mudaria a relação até então conhecida entre as duas espécies, trazendo a luz da verdade o que realmente havia acontecido. Teria sido uma virada e tanto no rumo da estória e criaria uma expectativa e tanto dos desdobramentos que seriam criados a partir desse ponto. 

Quanto a dublagem americana, Jeff foi dublado por Austin Stoker (1930-2022), que interpretou “MacDonald” em “A Batalha do Planeta dos Macacos”. Já Claudette Nevins (1937-2020)  interpretou Judy e Nova. Nevins não era uma atriz conhecida em nosso país, apesar da participação em diversos seriados americanos e no filme "Jornada nas Estrelas: Insurreição" como uma oficial, mas quem viu um seriado que passava na antiga TVS (hoje SBT) se lembrará de "Mulher Elétrica e Garota Dínamo", na qual a atriz fazia a "Imperatriz do Mal". Quanto ao ator Roddy McDowall, foi uma das duas únicas produções originais de "Planeta dos Macacos" em que não esteve envolvido. Cornelius foi interpretado por Edwin Mills. Já no Brasil, a dublagem foi realizada por prestigiados dubladores da "Technisom" (RJ), como Márcio Seixas (Bill Hudson);  André Filho (1946-1997) - (Jeff Allen) ; Jorgeh Ramos (1941-2014) - a "voz" dos trailers brasileiros dos filmes que entravam em cartaz (Urko); Alfredo Martins (Cornelius) e Juraciara Diácovo (Judy Franklin). Ao final da postagem, listarei tantos os dubladores brasileiros quanto os americanos. 


De Volta ao Planeta dos Macacos foi uma mudança de paradigma na franquia, agregando elementos desta e criando novos (na qual não há restrições sobre o que pode ser retratado). Talvez, para as crianças de hoje, seja ultrapassado. Para quem curtiu os filmes e as séries (e as estórias em quadrinhos – da época que “estória” se diferenciava de “história” – hoje “estória” está em desuso, mas ainda gosto de usá-la para diferenciações) talvez sob um novo olhar possa se revelar interessante. É uma animação que, pelos roteiros, surpreende para a época (as crianças não entendiam completamente, e os adultos não assistiam) tudo revestido de pouca violência e imposições para que fossem evitadas certas cenas (ver curiosidades). Particularmente, ao rever o desenho, com novos olhos, para essa análise, me agradou mais do que na época.


Vamos aos Episódios:

 

01 CHAMAS DO DESTINO / FLAMES OF DOOM 


 







Uma nave em órbita levando três astronautas Jeff Allen, Bill Hudson e Judy Franklin é colhida por um vortex temporal conseguindo avançar no tempo, até que uma pane os faz cair em um planeta  com a  nave à deriva em um lago.

O General Urko se encontra em um parlamento onde expõe suas ideias de erradicar, de forma definitiva, todos os humanos, com o auxilio de um exército. Dr. Cornelius acredita que que se os humanoides adquirirem o dom da fala deveriam ser estudados. Dr. Zaius  determina que os humanos podem ser caçados e usados como animais domésticos ou para a ciência, mas se desenvolveram uma linguagem, conforme os escritos símios, deverão ser eliminados.

Os três astronautas percorrem uma área desértica, durante um longo tempo, sob o forte sol, que os castiga até o limite de suas forças. Sem água e comida  são surpreendidos por uma avalanche de rochas escapando por pouco. Logo, surge um estranho fogo que desaparece misteriosamente. O trio tenta seguir em frente, castigados pelo forte clima seco. De repente a terra se abre e traga Judy, que desaparece. Jeff e Bill vão em sua busca até verem rostos de macacos esculpidos em uma montanha. Eles avistam humanos e, entre eles uma mulher, chamada Nova, com placas de identificação de um militar chamado Brent datadas de 2079. Logo, Urko surge com sua força militar atrás dos humanoides

A diferença desta animação para os filmes e série é que os macacos se locomovem em jipes, tanques e caminhões possuindo artilharia pesada e até bombas de gás lacrimogêneo. Neste episódio vemos também a população com veículos motorizados. Podemos perceber que há uma mistura do livro (onde os macacos tinham uma sociedade desenvolvida) e elementos do primeiro filme onde vemos Bill sendo levado em uma jaula como Taylor. Temos Cornelius e Zira, a Zona Proibida e a citação de Brent, personagem do segundo filme (mais para frente ele surgirá). Nesse episódio, os humanos (chamados de humanoides) ainda são monossilábicos (e continuarão assim até o último episódio). A composição musical para a série por Dean Elliot é bem interessante.

 

02 FUGA DA CIDADE DOS MACACOS - ESCAPE FROM APE CITY  









Bill fora capturado, junto com outros humanos selvagens, mas estes o impedem de falar. Urko quer aproveitá-los para seus "jogos de guerra". Jeff consegue que Nova lhe mostre para onde seu amigo foi levado. A Dra. Zira se encanta com o humanos dos "olhos azuis" e pede a Zaius que o forneça para seus estudos. Zira notifica a Cornelius e Zaius que "olhos azuis" se sobressai em todos os testes. Quando Cornelius confidencia a Zira fazer uma cirurgia em seu cérebro, Bill protesta deixando a dupla de cientistas boquiaberta.

Zaius e o Conselho ficam sabendo que Bill sabe se comunicar pela fala e também sabem que os humanoides no passado dominaram o mundo e o destruíram. Zaius sustenta que se os humanos um dia voltarem a falar, certamente destruirão a civilização. Enquanto Zaius e seus soldados se dirigem ao laboratório, Bill consegue escapar com a ajuda dos cientistas. A ordem é capturá-lo a qualquer custo, mas Jeff está chegando com Nova para resgatá-lo.

Neste episódio fica mais evidente que a sociedade símia é bem avançada com casas e prédios, com direito a bandas de músicas, desfile de carros do exército, rede de televisão e jornais.

As placas de identificação militar com Nova indica que este Brent nasceu em 2076


03 A MISTERIOSA PROFECIA -  THE UNEARTHHLY PROPEHCY









Bill e Jeff são alcançados por Urko e seu exército na Zona Proibida. Montanhas surgem à frente do exercito e Urko sabe que é obra dos Subterrâneos. A dupla de  astronautas encontra uma entrada subterrânea que se cerra logo após sua descida. Eles identificam um sistema de energia, seguem por um túnel e descobrem as ruínas de uma antiga civilização. Ao identificarem a Biblioteca de Nova York percebem que não estão em outro planeta e sim no futuro da Terra, na qual os macacos ascenderam na escala evolutiva. Zaius recebe a informação de que "olhos azuis" pode estar nas mãos do povo subterrâneo, já Cornelius e Zira desconhecem motivo do medo de Zaius quanto aos humanos falarem.

Bill e Jeff descobrem uma casa de força em um sofisticado complexo, com o que parece ser humanos encapuzados cultuando Judy e a chamando de "USA". O chefe dos subterrâneos, Krador, os coloca em uma cela com um campo de força e diz que Judy os ajudará a voltar ao mundo verde da superfície. Só que Judy sai do transe em que se encontrava e causa uma pane nas instalações libertando a dupla, mas permite aos macacos descobrirem uma entrada, Krador ativa a  "cadeira do poder" para capturar o trio e roubar a vontade de Judy. Bill e Jeff tentam mantê-la segura, mas a atitude se mostra em vão.

Os Subterrâneos possuem o que parece ser laser nos olhos e diversos truques de ilusão que não assustam os astronautas. A "cadeira do poder" possui força para teleportar Judy novamente para suas mãos.

  

04 TÚNEL DO MEDO - TUNNEL OF FEAR


 







Nas cavernas, com humanoides selvagens, Jeff e Bill pensam em encontrar um lugar distante na qual poderiam criar uma fortaleza e viverem longe dos macacos. Jeff acredita que Zira e Cornelius podem ajuda-los, mas precisam voltar à cidade.  Enquanto isso, Urko quer capturar os humanoides, em especial, a fera humanoide chamada "olhos azuis".

Zira e Cornelius citam um vale oculto, não cartografado, visto em livros e que poderá elaborar um mapa para dupla. Cornelius os levará até o vale donde poderão seguir além das cadeias de montanhas. A dupla descobre um rio subterrâneo e seguem por ele, mas o lugar mostra-se bem perigoso.

Vemos que a sociedade símia possui música ("I'm Going Humanoid Over You"), bem anos 70, barcos e patrulhas. Temos até uma aranha gigante nos esgotos que tenta capturar a dupla.

 

05 LAGOA DO PERIGO - LAGOON OF PERIL 


 







Informações de humanoides inteligentes chegam aos tabloides. Urko quer eliminá-los. O Conselho Supremo alega serem apenas boatos. Um dos soldados viu a capsula espacial na Zona Proibida e a informação se espalhou. Zaius e Urko resolvem viajar para o local para encontrar "a grande lagoa", enquanto Zira e Cornelius tentam sinalizar através de reflexos de espelhos para Bill e Jeff. A dupla de astronautas pede a Nova que os leve de volta à lagoa para pegarem na capsula o que for possível, mas ela demonstra pavor em retornar ao local.

Os projetistas espaciais da época, na qual os astronautas decolaram, adicionaram à capsula uma broca de raio laser que será utilizada em vários momentos da série, mas há uma surpresa para os astronautas no lago. 


06 TERROR NA MONTANHA - TERROR IN THE ICE MONTAIN









Cornelius mostra à Zira um antigo livro sobre zoológico e como macacos e humanos viviam . Urko tenta revistar a casa de Cornelius, mas sem um mandato é impedido. Zira percebe que o papel que envolve o livro contém um projeto de construção de um balão algo que os macacos ainda não conseguiram fazer. Eles pedem à Bill e Jeff que os ajudem no projeto, em como fazer um balão funcionar e com Cornelius tentando esconder o livro no alto de uma montanha, local onde Urko não conseguiria alcançar. Bill e Cornelius testam o balão, mas são colhidos por uma forte tempestade. O Balão cai e ficam presos em uma montanha no meio de uma tempestade de gelo.

Agora temos monges macacos, um "Lama" e uma divindade chamada Kygor, um King Kong protetor ou um Abominável Homem das Neves. O livro ficará com os monges.


07 RIO DE CHAMAS - RIVER OF FLAMES








Judy surge em uma imagem holográfica solicitando à dupla que levem até os subterrâneos sua broca laser. Eles não sabem, mas a lava de um vulcão, novamente ativo, está alcançando o reator dos subterrâneos e ameaçando toda a civilização. Enquanto isso, o General Urko parte novamente em busca do humanoide falante "olhos azuis" e Zaius sabe que a captura deste dará um poder ainda maior ao General. Jeff e Bill fazem uma proposta: eles ajudarão Krador e este libertará "USA" (Judy), mas uma patrulha motorizada símia acha a broca laser.

Através de um leve comentário de um dos soldados de Urko  sabemos que possuem cinema e assistem filmes como "O Poderoso Macaco", uma alusão ao "O Poderoso Chefão" (sucesso na época do desenho). Urko continua sem saber que olhos azuis não é o único humano falante e perde poder. Judy passa a caminhar agora com Bill e Jeff .


08 O GRITO DAS ASAS - SCREAMING WINGS


Judy, Bill e Jeff avistam um avião da segunda guerra mundial pilotado por um dos oficiais de Urko, em treinamento, para capturar os humanoides do planeta. O trio precisará evitar que o veículo aéreo possa ser usado. Enquanto isso, a guerra pelo poder entre o Urko e Zaius parece que penderá para o general com essa nova arma. Jeff e Bill pedem a ajuda de Cornelius e Zira.

Cornelius e Zira conhecem Judy e descobrem que esta também fala. E o trio descobre que Urko tem outras aeronaves, mas ainda não sabe como montá-las sem o original. Vemos que essa sociedade tem linha férrea e locomotivas. Zaius, no final, sai fortalecido da situação.


09 RUMO AO DESCONHECIDO - TRAIL TO THE UNKNOWN








O trio desloca humanoides por jangadas improvisadas em um rio para fugir do exercito de Urko e chegar ao "vale novo" descrito anteriormente em um mapa por Cornelius. A viagem se dará por rios e áreas desertas, sem agua ou vegetações. Só que o trio descobre uma capsula espacial e conclue que outros astronautas anteriormente chegaram ao planeta. A identificação que Nova carregava no pescoço agora se esclarece: eles encontram Brent, que decolara em 2109, do deserto de Mojave, e ali caíra.

Esse episódio dá continuidade ao episódio anterior, ao Zaius agradecer Conerlius e Zira por imaginar que estes teriam pilotado o avião e salvo a civilização símia de Urko. Enquanto isso, o general belicista está desesperado por descobrir quem descobrir quem desapareceu com o seu aeroplano. O mapa de Cornelius foi visto no episódio 4. A constante tensão política entre forças armadas e Senado é um subtema bem explorado no desenho. Nova reaparece e o trio encontra Brent (que não é o personagem do segundo filme), que ali caíra entre 15 a 20 anos.


10 ATAQUE DAS NUVENS - ATTACK FROM THE CLOUDS








Uma criatura alada surge nos céus da Cidade dos Macacos, mas desaparece em seguida. O conselho se mostra descontente com os constantes fracassos de Urko, com Zaius informando que será sua última chance. Judy, Bill e Jeff também presenciam a aparição da criatura que captura um animal de seu rebanho e retorna para novo ataque. Urko acredita que símios traidores roubaram seu avião, enquanto Judy e Bill tentam impedir que o avião, que roubaram e deixaram em determinado local, caia novamente na mão do exército símio.

Curioso preferirem usar a broca laser para abrir um buraco e salvar o rebanho em uma caverna do que para se livrar da ave monstro (isso mostra a faixa etária destinada ao desenho). Zira e Cornelius se comunicam por videoconferência, bem avançado para a época.


11 MISSÃO DE PIEDADE - MISSION OF MERCY



Bill e Jeff partem para a Cidade dos Macacos no intento de conseguirem combustível para a aeronave que agora se encontra na fortaleza construída no Vale Novo. Logo depois, Nova é diagnosticada por Brent com uma infeção que pode se espalhar entre os outros humanos, tendo aproximadamente 36 horas de vida. Judy resolve usar o pouco do combustível que resta na aeronave para também ir a Cidade dos Macacos à procura de Cornelius e Zira, na esperança de terem ou desenvolverem um soro. Jeff e Bill encontram combustível, mas a fuga se mostra perigosa.

Bom episódio, com Judy resolvendo a situação.


12 A INVASÃO SUBTERRÂNEA - INVASION OF THE UNDERDWELLERS








Algumas casas, o museu e a casa de Cornelius e Zira são assaltados. Tudo parece ser obra do povo subterrâneo, mas é uma tramoia de Urko para declarar guerra ao povo que vive na Zona Proibida. Cornelius e Zira procuram Bill & Cia para indagarem os subterrâneos. Krador, em uma projeção holográfica, revela não ter nada a ver com o incidente solicitando a Bill e seus amigos que o encontrem em seu esconderijo com o dispositivo laser. Enquanto isso, vários depoimentos, a maioria aliados secretos de Urko, citam os roubos pelas criaturas encapuzadas do subsolo. 

O livro de "William Apespeare", desaparecido da casa de Cornelius, é uma analogia bem engraçada ao poeta e dramaturgo William Shakespeare. O "Gorila de Ouro", citado por Urko, na interpretação de seus soldados, é uma analogia ao Oscar. Vemos também uma "Monalisa Símia" e quadros com símios. Krador é capaz de fazer projeções mentais que permitem a Bill se comunicar com Cornelius à distância, além de teletransportá-los para onde for necessário,


13 BATALHA DE TITÃS - BATTLE OF THE TITANS








Urko está afastado de suas funções por três meses, por tentar instaurar uma guerra entre os macacos e o povo subterrâneo (episódio anterior). Cornelius deseja ir até Bill, Jeff e Judy para buscar o livro ("Um dia no Zoo") deixado nas montanhas (episódio 06) que mostra que os humanoides dominavam a terra e mostra-lo ao Senado. Bill e Cornelius pegam o balão para irem até a Montanha de Gelo dos macacos monge, mas são surpreendidos pela ave-réptil (episódio 10). Enquanto isso, o novo coronel do exército inicia a ofensiva ao Vale Novo sob as ordens de Urko que agora deseja ser presidente,

Ultimo episódio. Brent e Nova que deveriam estar na cidade construída não são citados nesse episódio. O Macaco de Gelo gigante, Kygor, entra em cena novamente num enfrentamento interessante. 


Curiosidades:

O diretor Doug Wildey enfrentou a "Cláusula Emulativa" da NBC, que afirmava que algo de uma série animada precisaria ser eliminado se uma criança de seis anos pudesse imitar fisicamente o que visse no desenho animado. Isso significava que ele não poderia equipar os macacos com metralhadoras, facas, porretes, pistolas ou granadas de mão e que, embora os macacos pudessem usar rifles, não podiam usá-los. Finalmente, Wildey perguntou se não haveria problema em usar obus. A rede concordou que não conseguia pensar em uma maneira de uma criança de seis anos operar um obus (usado em artilharia pesada), então Wildey carregou a série com a arma.

Henry Corden, que fez a narração nos créditos iniciais e dublou o General Urko, foi a segunda voz de Fred Flintstone. Ele assumiu quando o ator original, Alan Reed, morreu em 1977.

Pouco depois que esta série saiu do ar, três romances de bolso foram lançados, consistindo em versões adultas da maioria dos roteiros do programa: 

1) Visions From Nowhere ("Flames of Doom", "Escape From Ape City", "The Unearthly Profecia" - com uma foto de capa de Aldo e seus seguidores de Batalha pelo Planeta dos Macacos (1973); 

2) Escape From Terror Lagoon ("Túnel do Medo", "Lagoa do Perigo", "Terror na Montanha de Gelo" - com uma foto de capa de Urko e Zaius da série de TV de 1974);

3) Man, The Hunted Animal ("River of Flames", "Screaming Wings", "Trail to the Unknown" - com uma foto de capa de Zaius, Galen e Urko da série de TV de 1974).







A série se passa em 3979.

Doug Wildey (1922-1994) esteve envolvido em trabalhos de animação tais como:  Jonny Quest (1964), Thundarr, o Bárbaro (1980) e O Incrível Hulk (1982-1983)


Dubladores Brasileiros:

Bill Hudson - Márcio Seixas

Jeff Allen - André Filho

Judy Franklin - Juraciara Diácovo

Cornelius - Alfredo Martins 

Zira - Miriam Thereza

Zaius - Pietro Mário

Urko - Jorgeh Ramos

Krador - Guálter de França

Nova - Anilza Leoni

Ronald Brent - Pádua Moreira  


Dubladores Americanos:

Bill Hudson - Tom Williams 

Jeff Allen - Austin Stoker

Judy / Nova - Claudette Nevins

General Urko - Henry Corden

Dr. Zaius - Richard Blackburn

Dr. Cornelius - Edwin Mills

Dr. Zira - Philippa Harris


sexta-feira, 17 de junho de 2022

PLANETA FANTÁSTICO / LA PLANÈTE SAUVAGE / FANTASTIC PLANET (1973) - FRANÇA / CHECOSLOVÁQUIA

PLANETA SELVAGEM

Em algum lugar no tempo e no espaço existe uma civilização de gigantes, de tom azulado, com orelhas em forma de teia e olhos vermelhos bulbosos, que atingiu um alto estágio evolutivo no planeta Ygam: os Draags. Muitos possuem minúsculos animais de estimação: os Oms, seres humanos selvagens. Tiva, filha do primeiro-ministro Sinh, um influente intelectual/líder, cria um pequeno bebê humano, cuja mãe morrera durante uma de suas “inofensivas” brincadeiras. Sinh lhe adverte que apesar de serem seres insignificantes, ela deverá aprender o valor da vida cuidando do minúsculo Om (abreviação da palavra francesa “hommes”). Tiva lhe dá o nome de Terr (Terra, em francês).

Muitas das crianças Draags passam os seus dias tendo seus Oms lutando entre si, às vezes até a morte. Os Oms “domesticados”, mas involuídos, são obrigados a usarem uma coleira de controle em seus pescoços para evitarem que fujam, enquanto existem os Oms selvagens, que vivem escondidos se reproduzindo rapidamente e danificando construções preocupando assim os Draags que, por os considerarem incapazes de racionar, vez em quando resolvem fazer um “controle de pragas” populacional através de uma erradicação química altamente eficaz. O que eles não sabem é que o dispositivo (fones de ouvido) usado pelos Draags que condensa todo o conhecimento, com informações que são absorvidas diretamente pelo cérebro, também vem alcançando o pequeno Terr, pela proximidade à Tiva (e devido a um defeito no colar), lhe proporcionando um conhecimento pleno da sociedade e dos avanços tecnológicos feitos pela gigantesca civilização. Quando alcança a idade adolescente, o jovem Terr finalmente percebe-se dentro contexto social dos Draags, rouba os fones de ouvido de Tiva e consegue fugir livrando-se de seu colar. Terr decide utilizar o alto conhecimento adquirido para livrar seus pares de uma vida selvagem e sem propósito, ao mesmo tempo que descobre a fraqueza dos Draags.

“La Planète Sauvage”, baseado no romance (adaptação bastante solta) de Pierre Pairault (escrito sob o pseudônimo de  "Stefan Wul") “Oms En Serie” (1957), levou quase cinco anos para ser concluído. Foi prejudicado pela invasão soviética (1968) da Tchecoslováquia (atualmente República Tcheca), que resultou na produção sendo transferida para a França, onde foi finalmente lançado em 1973, ganhando o Prêmio Especial do Júri em Cannes. Dirigido pelo animador francês René Laloux (1929–2004), de “Gandahar: Anos de Luz" (1987) e co-roteirizado por Roland Topor (1938–1997) que teve seu romance, “O Inquilino”, adaptado para o cinema por Roman Polanski e que também poderá ser lembrado por interpretar Renfield em "Nosferatu" de Werner Herzog.

A animação de Topor (aqui também como artista gráfico), desenhada à mão com pastéis quentes e hachuras pesadas, traz um visual impactante e bem singular (ainda que a animação em si seja limitada e rígida) na qual muitos consideram um dos mais inteligentes já feitos e de alcance atemporal. Já a trilha sonora é repleta de acordes jazzísticos do músico Alain Goraguer, que combina riffs de guitarra com sons eletrônicos experimentais interagindo com a concepção gráfica de Topor. Ao ser lançado na América, o filme foi renomeado para “The Fantastic Planet” e rapidamente se tornou um clássico cult (claro que dublado para o americano médio) com uma infinidade de criaturas e plantas, cada uma mais estranha que a outra.

Projeto bastante atípico para a época, essa produção checoslovaca-francesa fornece múltiplas percepções ao espectador e grande reflexão dessa sociedade na qual os humanos são animais de estimação para uma raça de alienígenas de 12 metros de altura. Dependendo de como você o percebe e principalmente dependendo da idade em que você o descobre, este conto cruel assume várias dimensões: reflexão político-filosófica sobre a condição humana em relação a outras espécies; o equilíbrio de poder entre as sociedades (dominantes e dominados); a escravidão; uma parábola disfarçada da Tchecoslováquia dominada pelo jugo soviético na época; uma obra poderosa, poética, e de tendência metafísica; uma reflexão de como o homem trata seus animais ou seres que considera inferiores e sem capacidade de raciocínio ou imagens surreais com alegorias políticas sérias.    Houve quem direcionasse comparações ao clássico “O Planeta dos Macacos”,  assim como obras de ficção-científicas distópicas. 

Ainda que muitos considerem uma animação (graficamente) já datada para a época do lançamento do filme, ver humanos escravizados como animais e, às vezes, tratados como incômodos tanto pode fascinar quanto aterrorizar, mas indiferente o espectador dificilmente ficará. Ficção científica adulta abstrata, obra poética, pop com tendência hippie, psicodélica e existencial, que traz vários elementos que se afinam com as ideias da contracultura, impressiona por ter sobrevivido durante tantos anos que ao invés de envelhecer, melhora com o tempo.

 

Trailer:

 


Curiosidades:

Embora concebido na França, isso foi realmente animado na Tchecoslováquia.

Em 2016, a revista Rolling Stone nomeou este o 36º maior filme de animação de todos os tempos.

Em agosto de 2010, foi lançado uma alta definição restaurada do filme em Blu-ray, com recursos especiais.

Em 2000, a DC Recordings lançou a trilha sonora em CD, e a trilha sonora foi posteriormente lançada em LP.

Um título de trabalho durante o desenvolvimento foi Sur la Planete Ygam (No Planeta Ygam), que é onde a maior parte da história acontece; o título real (The Fantastic/Savage Planet) é o nome da lua de Ygam.

Incluído entre os "1001 filmes que você deve ver antes de morrer", editado por Steven Schneider.


 

Cartazes:




Fontes:

Le Cinéma Français des Années 70 (Freddy Buache)

Historical Dictionary of Science Fiction Cinema (Booker, M. Keith)

Revista Rua Morgue (2008)

VideoHound's World Cinema 

La Revue du Cinema 

101 Sci-fi Movies You Must See Before You Die