segunda-feira, 20 de novembro de 2023

JAMAIS TE ESQUECEREI / I´LL NEVER FORGET YOU / THE HOUSE IN THE SQUARE (1951) - REINO UNIDO / ESTADOS UNIDOS

 

LAÇOS DO DESTINO

Peter Standish (Tyrone Power) e Roger Forsyth (Michael Rennie) são dois cientistas que atuam em experiências com átomos, radiação gama e chumbo. Peter não acata a ordem para cessar o experimento e recebe uma suspensão. Roger lhe dá uma carona até sua casa e pela primeira vez conhece a casa parceiro de trabalho. Peter revela que um parente distante, chamado Pettigrew, lhe deixou a casa e que praticamente a mantém como na época (apenas colocando luz elétrica e encanamentos). Roger lhe aconselha a tirar férias e este lhe confidencia que o fará, mas que viajará para o século XVIII. A teoria de Peter é interessante: uma determinada estrela pode levar 50 anos para ter sua luz percebida na terra. Ela já pode estar extinta (isso é passado), mas como a vemos, isso é presente. A percepção para quem é passado e para quem é presente pode abalizar sua crença de que o século XVIII, que para eles é passado, ainda existe. E Peter diz que trocará de corpo com seu ancestral. Para validar sua teoria, mostra um diário do século XVIII da qual um homem também chamado Peter Standish teria dito ter vindo do futuro e ter sido levado a um manicômio, mas dois dias depois foi declaro sano, casou-se com Kate Pettigrew e viveu até os 63 anos. E "Peter Standish" teria chegado da América em 23 de abril de 1784. Eles estão no dia 23 de abril. E houve uma tormenta naquele dia, como a que está acontecendo nesta mesma noite que Peter e Roger conversam. Na sala de jantar, um quadro idêntico a Peter pintado à séculos.

 


Roger pede para ficar, mas Peter o acompanha até o seu carro. Ao retornar para casa, a porta se fecha e um raio cai. Quando se levanta, Peter está em 1784 com outro penteado e outras vestes. Ele entra na casa e sua prima Kate Pettigrew (Beatrice Campbell) lhe recebe normalmente. Peter "chegara" de barco da América ("o novo mundo", agora conhecido como "Estados Unidos da América) na qual os ingleses menosprezam e não veem com bons olhos ("como as colônias agora se chamam?" pergunta Tom (Dennis Price) seu primo). A independência das Treze Colônias Inglesas tinha ocorrido há apenas 8 anos e os ingleses não gostaram. Inclusive, logo em sua apresentação, Peter é chamado de insignificante, bárbaro e caipira. Ele percebe que Kate é a mulher narrada no diário como sua esposa, mas quem lhe colhe a atenção é Helen Pettigrew (Ann Blyth) uma prima mais nova e da qual nada lera a respeito nas cartas e diário, mas Mr. Throstle (Raymond Huntley) deseja desposá-la e não vê com bons olhos a forma como Helen parece estar enfeitiçada pelo recém-chegado.

Jamais te Esquecerei é uma adaptação  da peça "Berkeley Square", de John L. Balderston (1889-1954) e um remake de um filme de 1933: "Romance Antigo' (Berkeley Square) que chegou a dar uma indicação de Melhor Ator para Leslie Howard. Caso algumas pessoas se lembrem de “Em Algum lugar do Passado”, após assistirem até o seu final  (que considerei bem interessante), podem estar certos: o filme, protagonizado por Christopher Reeve, ainda que baseado em um livro, recebeu alguns elementos deste filme: o amor impossível, um homem querendo se livrar do protagonista, o mistério de sua chegada e de sua volta (ainda que a forma como cada qual volta ao passado seja bem diferente).  E, claro,  o “Paradoxo da Predestinação”, tão comum e citado em vários filmes de viagem no tempo que já analisei por aqui. Aquela famosa dúvida: como você pode voltar ao passado e reviver algo que supostamente já reviveu? É a pergunta de Em Algum Lugar no Passado e de filmes como o Exterminador do Futuro.  E temos que admitir que uma temática dessas nos anos 30 e anos 50 é algo que muitos não conheciam. Muitos acreditam que essas teorias “loucas” da física surgiram nas telas nos anos 80 ...

O filme acerta em mesclar a ficção-científica com o drama de época e um romance que pega Peter de surpresa, pois Helen não aparecia nas pesquisas que fizera sobre seus antepassados. Outra coisa curiosa é a mescla de filme em preto e branco com o Technicolor dos anos 50. Quando Peter está em 1951 (seu presente), a fotografia é em preto e branco , quando é atirado nos idos de 1800 (seu passado que vira o seu presente) a fotografia é colorida. Há elementos que tornam o filme interessante em sua proposta, mas pouco efetivo em sua veiculação: o filme não convence em certos aspectos, como a maneira com a qual Peter surge em 1850. Uma dobra no tempo? Um fluxo temporal?  A experiência com raios gama? Destino? A verdade é que o filme possui elementos, como já dito, interessantes, que dissecarei mais abaixo, mas não chega a ser empolgante parecendo, em certos momentos, “arrastado”, além de acreditar que a fotografia totalmente em preto e branco fosse uma proposta mais prática, mas conforme admitiu o produtor Darryl F. Zanuck a ideia foi pegada emprestada de O Mágico de Oz (1939).

Possivelmente, um dos aspectos mais perceptíveis seja como a sociedade de 1854 é retratada: bem diferente do glamour apresentado em outros filmes. Talvez seja um modo dos envolvidos mostrarem que o passado longínquo só é bom porque você não mais pode visitá-lo e/ou vivê-lo. Para muitos, as épocas passadas foram as melhores, talvez porque só recebam informações positivas. Ninguém conjectura em qual lado da sociedade estaria: a sociedade aristocrática ou a sociedade daqueles que muito trabalhavam para, às vezes, ter apenas o que comer. Uma sociedade sem anestesia, sem conhecimento ainda dos germes, sem radiografias, saneamento, doenças sem vacinas. Uma sociedade na qual crianças de 5 anos trabalhavam até 14 horas por dia, sem praticamente descanso, uma sociedade que tratava seus doentes mentais com zombaria e agressões públicas, uma sociedade com milhares de miseráveis ansiosos por uma esmola ...

O anacronismo na qual Peter é involuntariamente (ou voluntariamente, se quiserem ver dessa forma) inserido mostra-se bem explorado no roteiro: por mais avançada que fosse a sociedade nos idos de 1800 para os que nela viviam, aos olhos de Peter ela se revela medieval. O encantamento pelo passado e a vontade de viver naquela época é confrontada com a dura realidade de uma sociedade narrada no parágrafo acima. Peter se vê constantemente falando do futuro, conjecturando, meio que sem perceber, mas os demais percebem como ele se refere às vidas deles, como se fosse passado (como em frases: "eu sei como se fazia, quero dizer, como se faz"). Sua capacidade de “adivinhar” alguns eventos começam a assustar aquela sociedade mergulhada em crenças e o medo do novo. Um rival romântico, Mr. Throstle, que corteja Helen,  percebe uma chance de atacar diretamente Peter. E Helen é o único motivo que mantém Peter desejoso de permanecer naquela realidade: ela não pode voltar com ele, ele não deseja voltar sem ela. Em sua ingenuidade, Peter aluga um quarto em um bairro e passa a fazer experiências com energia (luz) e clorofórmio para ser usado em cirurgias. Ele entende que pode avançar aquela sociedade, mas aquela sociedade não está preparada para suas "descobertas". A época em que a ciência será aceita ainda está por vir, através de homens que muitas vezes colocaram suas reputações e vidas em risco para dar a humanidade as possibilidades que temos hoje. E nesse ínterim, a prima prometida,  Kate, passa a repudia-lo, o que parece contrariar a história que lera. Ela tem medo de seus modos e pensamentos. Peter alega ser o modo como americanos são e agem, mas as desconfianças aumentam e suspeita de representar um emissário do diabo é rapidamente espalhada. O seu linguajar dos anos 50 é bem diferente do de 1854 (a saudação” How do you do?” não era usada na Inglaterra naquele período - O "Como vai?" recebe a resposta de "como vai o quê"? - How do you do, what? - de Kate) e Peter não se mostra preocupado com isso, quando deveria estar.

Quanto ao elenco, Tyrone Power era o artista principal e sua popularidade na época era o chamariz que os estúdios queriam. Nem sempre importava muito o roteiro ou direção. Atores da "época de ouro" atraiam as multidões e isso já bastava para dar retorno ao estúdio. Power faleceria 3 anos depois deste filme. Na verdade, sua atuação é boa, mas o roteiro podia ter sido mais ousado. Houve pouca criatividade na construção de seu papel. Interessante vermos Michael Rennie de "O Dia em que a Terra Parou", filme que foi lançado no mesmo ano deste. Coincidência vê-lo em dois filmes de ficção-científica, um que se tornaria uma clássico e outro que seria relegado ao esquecimento. Ann Blyth, como Helen Pettigrew, vinha de uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Alma em Suplício” (1946). Funciona como a única pessoa que acredita na insólita situação ocorrida com Peter e motivo da paixão que ele sentirá pela jovem.  Beatrice Campbell (Kate Pettigrew) esteve bem como a assustada futura noiva de Peter e que, aparentemente, nunca se casará com ele, gerando uma dúvida no espectador sobre o diário que diz o contrário. Sua filmografia foi até 1957. Raymond Huntley interpretou o vilão, que passa a seguir Peter sem que este saiba com o intuito de afastá-lo de Helen, seu interesse. E, ao mesmo tempo, provar que Peter é um homem que possui um “poder do mal”. Kathleen Byron, que esteve em O Resgate do Soldado Ryan (como a Sra Ryan), fez uma breve aparição como uma duquesa, mas um momento bem interessante ocorre quando percebe que Peter demonstra conhecer tudo de sua vida citando sua narrativa como ela já tivesse falecido, o que a deixa consternada e furiosa. O restante do elenco compõe bem o filme.

Dirigido por Roy Ward Baker (1916-2010) de "Somente Deus por Testemunha" (1958) e "Asilo do Terror" (1972) e rodado nos estúdios ingleses, "Jamais te Esquecerei" pode revelar sentimentos ambíguos: uns o acharão interessante, outros sem graça e cansativo. Não é uma obra prima, mas não chega a ser ruim. Fica ali um pouco acima do meio termo por trazer uma visão da época desmistificada e por se inserir no campo da ficção-científica (anos 50). Talvez alguns não tenham entendido o final, mas a explicação nos primeiros 15 minutos iniciais de Peter esclarece como tudo aconteceu. Afinal tudo realmente ocorreu, ou foi fruto da imaginação de Peter? Sim, ocorreu, mas o surgimento de um personagem no final, meio que deixa tudo meio solto, em favor de um final que a plateia gostasse. Esse personagem precisaria de uma melhor explicação ou a própria omissão para o filme fechar de forma adequada.

  

Curiosidades:

Disponível no YouTube como “Jamais a esquecerei”

Irene Browne reprisou seu papel como Lady Anne Pettigrew do filme original Romance Antigo (1933). Ela é a única atriz a aparecer em ambos os filmes.

O filme foi lançado como "I'll Never Forget You" na América e como "The House in the Square" na Inglaterra.

Em 1945, Gregory Peck e Maureen O'Hara foram escalados para estrelar o filme.

A produção original da Broadway de "Berkeley Square" (na qual o filme foi baseado) estreou no Lyceum Theatre em 4 de novembro de 1929 e teve 229 apresentações.

Antes de ser substituída por Ann Blyth devido a uma doença, a atriz Micheline Presle fora a escolhida.

A atriz Jean Simmons foi sondada para um papel principal feminino.

O filme se passa em 23 de abril de 1951; depois em  23 de abril a 12 de junho de 1784 e, posteriormente, em 12 de junho de 1951.

"Lux Radio Theatre" transmitiu uma adaptação do filme para o rádio de 60 minutos em 22 de setembro de 1952, com Tyrone Power reprisando seu papel do cinema.

O diretor Roy Ward Baker, cujo nome verdadeiro era Roy Horace Baker, teve que mudar seu nome para Roy Ward Baker para evitar confusão com um técnico de som do estúdio Hammer.

Irene Browne e Beatrice Campbell já haviam sido colegas de elenco em "Na Ponta da Espada" (1947).


Spolier: (se não viu o filme, não leia)

A personagem Helen Pettigrew nasceu em 1762 e morreu em 17 de setembro de 1784, aos 22 anos.



Cartaz:









 

Filmografias Parciais:

Tyrone Power (1914–1958)






Ela e o Príncipe (1937); Café Metrópole (1937); Segunda Lua de Mel (1937); Maria Antonieta (1938); Jesse James (1939); A Marca do Zorro (1940); O Filho dos Deuses (1940); Sangue e Areia (1941); Ódio no Coração (1942); O Cisne Negro (1942); O Fio da Navalha (1946); Beco das Almas Perdidas (1947); Capitão de Castela (1947); A Rosa Negra (1950); Jamais Te Esquecerei (1951); O Soldado da Rainha (1952); O Aventureiro do Mississippi (1963);  Duelo de Paixões (1955); Melodia Imortal (1956); E Agora Brilha o Sol (1957); Testemunha de Acusação (1957).


Ann Blyth (1928)






As Três Glórias (1944), Tradição Artística (1944), Saudades do Passado (1944), Alma em Suplício (1945), Egoísta (1946), Brutalidade (1947), Punhos de Ouro (1947), Vingança Pérfida (1948), Ele e a Sereia (1948), Escrava do Ódio (1949), Nascida para Amar (1949), Inventor das Arábias (1949), Vida de Minha Vida (1950), O Grande Caruso (1951), Agonia de uma Vida (1951), A Princesa e os Bárbaros (1951), Jamais Te Esquecerei (1951), O Mundo em seus Braços (1952), O Céu Está em Toda Parte (1952), Muralhas de Sangue (1952), Rose Marie (1954), O Príncipe Estudante (1954), O Ladrão do Rei (1955), Um Estranho no Paraíso (1955), O Palhaço que não Ri (1957), Com Lágrimas na Voz (1957)


Michael Rennie (1909–1971)






Luar Perigoso (1941); César e Cleópatra (1945); A Rosa Negra (1950);  O Dia em que a Terra Parou (1951); Jamais Te Esquecerei (1951); O Implacável (1952); Marinheiro do Rei (1953); Uma Trágica Aventura (1953); O Manto Sagrado (1953); Rebelião na Índia (1953); Demétrio e os Gladiadores (1954); A Princesa do Nilo (1954); Désirée, o Amor de Napoleão (1954); O Aventureiro de Hong Kong (1955);  Sete Cidades de Ouro (1955); As Chuvas de Ranchipur (1955); Alma Rebelde (1956);  O Terceiro Homem na Montanha (1959); O Mundo Perdido (1960); Mary Mary (1963); Cyborg 2087 (1966); Os Poderosos (1968); A Brigada do Diabo (1968); A Batalha de El Alamein (1969); Los monstruos del terror (1970); Conspiração em Surabaya (1974)


Kathleen Byron (1921-2009)






Orquídea Selvagem (1937), O Amor Nasceu do Ódio (1937), Ceia no Ritz (1937), Gestapo (1940), Uma Voz nas Trevas (1941), Surgirá a Aurora (1942), Têmpera de Aço (1944), Um Estranho na Escuridão (1946), Alma Negra (1948), Três Destinos (1950), Inocência à Prova (1951), Jamais Te Esquecerei (1951), Direção Norte (1951), Prisioneiro do Remorso (1955), O Passado de Meu Marido (1955), Labaredas do Inferno (1955), Almas em Leilão (1958), A Princesa e o Embaixador (1959), A Múmia (1959), Acossado (1960), Ladrões de Casacos (1960), A Valsa dos Toureadores (1962), Norman, O Manda Brasa (1962), A Marca do Pecado (1963), A Máquina de Fazer Milhões (1968), As Garras do Leão (1972), O Melhor Pai do Mundo (1982) 


Beatrice Campbell (1922-1979)






Procuramos o Assassino (1946), As Pérolas da Duquesa (1946), Na Ponta da Espada (1947), Os Mortos Falam (1949), As Últimas Férias (1950), O Garoto e a Rainha (1950), Jamais Te Esquecerei (1951), Minha Espada, Minha Lei (1953), Os Sobreviventes (1955)


Kathleen Byron (1921-2009)


 

 

 


Neste Mundo e no Outro (1946), Narciso Negro (1947), De Volta ao Pequeno Apartamento (1949), Loucuras do Coração (1949), Espada Contra Espada (1950), Prelúdio à Fama (1950), Aprendendo a Ser Homem (1951), Jamais Te Esquecerei (1951), Jogo Perigoso (1952), A Rainha Virgem (1953), A Estrela e a Cruz (1961), A Filha de Satã (1962), Encontro Fatal em Lisboa (1968), Filhas de Drácula (1971), Enigma Fatal (1973), Demência (1974), A Abdicação de uma Rainha (1974), Está Faltando um de Nossos Dinossauros (1975), O Homem Elefante (1980), Os Miseráveis (1998), Os Miseráveis (1998), O Resgate do Soldado Ryan (1998)

terça-feira, 14 de novembro de 2023

A SAGA PLANETA DOS MACACOS NOS QUADRINHOS - 1ª PARTE


ANOS 60 A 90 

A fim de auxiliar aqueles que gostavam (e ainda gostam) das estórias em quadrinhos da franquia Planeta dos Macacos esta análise será direcionada. Apesar de fugir a proposta do Blog (análise de filmes – todos os filmes da primeira franquia, além da série e do desenho, já foram analisados por aqui) penso ser pertinente mostrar um caminho para aqueles que desejam ler as edições lançadas. Mesmo após uma boa pesquisa, creio que não será possível apresentar todas as edições lançadas, pois há em diversas línguas, inclusive edições não oficiais feitas por fãs. Tentarei apresentar informações que ajudem aos leitores destas linhas a buscarem as edições (há sites especializados que disponibilizam as revistas para download no formado PDF ou CBR – mas para o CBR é interessante baixar um leitor de quadrinhos apropriado como por exemplo o gratuito “CDisplayEx”). Contarei um pouco da história dessas publicações, o contexto em que foram inseridas e colocarei capas de diversos países. Por questões de direitos autorais não poderei disponibilizar os exemplares por aqui (e por questão do tamanho da matéria nem todas as capas), mas creio que diante das informações seja possível localizá-las na internet. Estou dividindo a matéria em duas  partes, de acordo com as franquias lançadas. Logo, esta primeira parte abordará as publicações dos anos 60 a 90. A segunda parte, abordará a partir do filme de 2001 (ainda a ser analisado por aqui) e as novas produções de Planeta dos Macacos. Caso surjam mais publicações, esta serão complementadas na segunda parte.


ANOS 60 E 70

O Mangá japonês "Saru no Wakusei" (Planet of the Apes) foi publicado na edição de abril da revista Adventure King (1968)  da Akita Shoten para coincidir com o lançamento do filme no mesmo ano. Foi desenhado por Joji Enami, em 63 páginas, incluindo a arte da capa. A história é basicamente a mesma, mas o design da nave Icarus é completamente diferente (assim como os desenhos), além da tripulação que passa a ser cinco e há uma sabotagem que faz com que a nave mude o destino. Outras duas adaptações seriam também lançadas: uma em 1971, por Kuroda Minoru para a "Manga Tengoku Zôkan", contendo 250 páginas e outra em 1973, na revista "Shonen Champion da Akita" que publicou uma adaptação de Mitsuru Sugaya para "Batalha no Planeta dos Macacos" .







A editora Golden Key Comics, em dezembro de 1970, lançou uma edição colorida que abordava o segundo filme da Franquia: "De Volta ao Planeta dos Macacos" (Beneath the Planet of the Apes), cuja edição foi reproduzida no México com o título "Bajo el Planeta de los Simios", através da Editorial Novaro, em 1972.










MARVEL

A Marvel estava passando por mudanças. Roy Thomas era o novo editor-chefe e o interesse de ampliação da marca surgia aos poucos. Selwyn Rauch dos estúdios Fox foi contatado. A Marvel poderia assim adaptar os filmes e criar seu próprio material para dar vida ao projeto. Roy pediu a Gerry Conway (co-criador do anti-herói Justiceiro e autor da estória sobre a morte de Gwen Stacy) para ajudá-lo, mas este saiu do projeto pouco depois. Doug Moench (criador de "Cavaleiro da Lua", "Deathlok" e "Máscara Negra") assumiu os roteiros sendo auxiliado por desenhistas como Alfredo Alcala, George Tuska, Mike Esposito, Herb Trimpe e Rico Rival. E as capas traziam a assinatura de artistas como Earl Norem, Bob Larkin, Ken Barr...

A Revista “Planet of The Apes” nº 01 foi lançada pela Marvel Comics (primeiro de forma bimestral, depois mensal) em agosto de 1974, através de dois de seus selos: pela Curtis Magazines (edições 01 a 14), um selo que não estava sujeito ao código de censura dos quadrinhos, voltado a publicações mais adultas. A partir da edição 15, até a sua última publicação, na edição nº 29, de 27 de fevereiro de 1977 (quando a Marvel e a Fox não mais conseguiram manter a parceria), o selo utilizado foi "Magazine Management Co". O intuito era aproveitar o sucesso que a franquia vinha fazendo. Em 13 de setembro de 1974 a série televisiva (também já analisada por aqui) começava a ser exibida, os cinco filmes já haviam sido exibidos no cinema (o último, "A Batalha no Planeta dos Macacos"  fora lançada em  1973 já com a citada série engatilhada. A rede americana havia feito uma maratona para que o público que ainda não conhecia os filmes fosse levado a conhecê-los e a assistir à série na tela pequena, servindo assim de pontapé para o que se esperava ser um produto de sucesso, mas que durou apenas 14 episódios. A versão animada, surgiria em 1975, mas não passaria do 13º episódio.

A Revista “Planet of the Apes” foi lançada em preto e branco e assim se manteve até sua última edição: a de número 29. O filme “Planeta dos Macacos” foi apresentado entre as edições 01 e 06, “DeVolta ao Planeta dos Macacos” entre as edições 07 e 11; “Fuga do Planeta dosMacacos” entre as edições 12 e 16; “Conquista do Planeta dos Macacos” entre as edições 17 e 21 e “Batalha no Planeta dos Macacos” entre as edições 23 e 28. "Quadrinizações" (vou usar esse termo) apresentadas na linguagem dos quadrinhos, é bom termos isso bem em mente. Encartado no material, tínhamos posters, reportagens, fotos e entrevistas relacionadas aos filmes e aos atores, tanto do filme quanto da série ... Nas capas abaixo, as duas primeiras são ilustradas por  Bob Larkin e a terceira por Earl Norem





Já “Adventures on the Planet of the Apes” teria o seu primeiro número lançado em outubro de 1975 repetindo as mesmas estórias da primeira “Planet of Apes”, mas com uma diferença: agora em cores e com menos exemplares, perdurando até o seu último exemplar lançado (o de número 11). A primeira edição trazia a adaptação cinematográfica oficial que se seguiria até a quinta edição. O segundo filme, também foi lançado por este selo e sua estória foi contada do exemplar nº 06 até o nº 11 (a última edição).











No Reino Unido, A “Marvel UK” teve uma longa duração, 123 edições (1974-1977), lançadas pelo selo “Marvel Comics Group” com o título “The Planet of the Apes”. As publicações foram todas em preto e branco, trazendo diversas estórias e ampliando esse universo com aventuras de piratas, por exemplo.. No número 88 surge a figura de Drácula, sendo o personagem publicado até o número final. Em 1977, a Marvel UK publicaria novas estórias através da revista "The Might World of Marvel" entre os números 231 e 246, dividindo nas revistas suas estórias com "O Incrível Hulk".









BRASIL

No Brasil, a Bloch Editores lançou 17 edições (como "Bloquinho Cinema Apresenta" - o famoso "formatinho") e mais uma “Bloquinho Especial” que deve ter feito muita confusão, pois vinha como sendo o número 01, mas foi a única. A última edição (17) trazia as estórias da revista “The Planet of The Apes” (23 a 26) que se relacionavam ao último filme da franquia. As edições eram coloridas. As cores da Bloch sempre suscitaram calorosos debates entre aqueles que odiavam e aqueles que gostavam. Como foi uma revista publicada no Brasil, postarei todas as capas.


01 A 05









01 Planeta dos Macacos / Cativeiros dos Homens -   Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 1 e 2

02 A Caçada Humana / O Julgamento -   Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 3 e 4

03 Violência na Zona Proibida  / Pesadelo da Evolução (humano e macaco que se unem) - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 5

04 O Terrível Segredo / Tirania na Ilha dos Macacos  (Derek Zane viaja em sua Máquina do Tempo em 1974 e surge no futuro) - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 6

05 A Cidade dos Macacos / A Ilha Perdida no Tempo (Derek encontra uma comunidade que vive como se estivessem na época do Rei Arthur) / A Batalha   -   Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 10.


06 a 10









06 A Disputa Pelo Planeta dos Macacos / A Luta Pelo Planeta dos Macacos (temos Ceaser, Aldo, MacDonald & Mandemus - personagens do último filme - lidando com lutas internas e rebeliões) - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 22

07 Brutalidade no Planeta dos Macacos (Derek encontra Robin Hood) / O Sonhador do Silêncio (uma versão de 20.000 Léguas Submarinas com um Nautilius em forma de um ser vivo e uma tripulação) - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 21 e 15

08 A Volta ao Planeta dos Macacos ("quadrinização" diferente do segundo filme) / Escravizado 

09 Cidade em Ruinas / Os Filhos da Bomba

10 O Inferno do Holocausto / Destino Terra ("quadrinização" do terceiro filme) / Estranhos Num Planeta Estranho - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 11 e 12


11 A 16







11 Problemas no Paraiso Perdido / Pagando o Pecado dos Pais ("quadrinização" do terceiro filme) -  Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 14 e 15

12 A Escapada / Onde se Esconder no Mundo ? ("quadrinização" do terceiro filme) - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 16

13 Escravos / Educados Para a Escravidão ("quadrinização" do quarto filme) - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 17 e 18

14 Selvagem é o Rei /  Selvagem é o Rei 2  - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 19 e 20

15 Exercito de Escravos / Os Filhos do Tigre (uma aventura oriental sem relação com macacos) / Exército de Escravos - Publicada em Planet of The Apes (1974) n° 20 e The Deadly Hands of Kung Fu, (1974) n° 14 e 21

16 A Zona dos Horrores (uma aventura solta com um humano e um símio no Planeta dos Macacos) / As Flechas de Fogo / A Caverna dos Mutantes / A Arena Abominável (aventuras soltas com um humano e um símio no Planeta dos Macacos)  -  Publicada em Planet of The Apes (1974) n°2


17 E EDIÇÃO ESPECIAL







17 A Loja de Armas no Paraiso / O Dia do Juizo Final / A Máquina de Guerra / Ataque ao Paraiso (quadrinização do último filme)   Publicada em  Planet of The Apes (1974) n° 23 a 26

Edição Especial (edição condensada do primeiro filme)  / Intruso (um homem atravessa uma caverna e sai em uma época pré-histórica) Publicada em Power Records Comics (1974) n° 18/1974 e  Savage Tales (1971) n° 11/1975


OUTROS PAÍSES

Na Espanha, em 1977, a Editora Vértice publicou 29 das edições americanas com o título "El Planeta de los Monos". Em 1979, a editora relançou edições dos quatro primeiros filmes em uma nova série de seis edições também chamada de "El Planeta de los Monos".


1977



1979









Na Argentina, também, em 1977, houve algumas publicações: seis exemplares, em preto e branco, pela editora Mopasa. Também houve uma edição em cores lançada no mesmo ano por outra editora: Editorial Tynset. A diferença foi que as estórias foram baseadas na série televisiva e produzidas na própria Argentina. As edições foram escritas por Jorge Claudio Morhain e ilustradas por Sergio Alejandro Mulko, com exceção da quinta edição escrita por Ricardo Barreiro e ilustrada por T. Toledo.





No México, A Organización Editorial de Publicaciones era a autorizada da Marvel Comics e tinha a permissão de produzir suas próprias estórias (lá a Gwen não morreu, sendo mostrada de uma forma sensualizada e Peter Parker tinhas outras aventuras). Na edição 88, de dezembro de 1976, foi lançada, na revista “Arañita” (assim era chamado), a estória "Arañita desafia a Urko" ("Homem-Aranha vs. Urko"). Uma curiosa estória na qual um bandido cria uma fantasia de Urko e passa a cometer crimes, com algumas surpresas para o herói.






A França também publicou as edições da Marvel. E não poderia deixar de ser,  afinal o escritor que deu origem a toda essa franquia era  francês: Pierre Boulle (1912-1994) que escreveu "La Planète des Singes" em 1963. O escritor que já tivera o livro A Ponte do Rio Kwai (The Bridge over the River Kwai - 1952) adaptado para o cinema (1957) foi o responsável pela ideia central do filme, ainda que seu livro, na verdade, não tenha sido adaptado como escrevera: uma sociedade símia moderna, tal qual a dos seres humanos dos anos 60. As publicações tiveram 19 edições e muitas de suas capas se assemelham ás publicadas em outros países, com poucas capas originais.








Na Itália, houve uma adaptação cinematográfica do primeiro filme na terceira edição da revista "Super Fumetti in Film" com o título "Il Pianeta Delle Scimmie", mas as demais edições não foram lançadas nessa época.












A Suécia também publicou edições da Marvel em seu país, oito no total, entre 1975-1976,  com o título "Apornas Planet"








Tanto a Tailândia quanto a Finlândia (Apinoiden Planeeta) também tiveram suas publicações. As edições finlandesas apresentaram apenas adaptações dos dois primeiros filmes.











Em 1981 houve uma edição chamada Majmok Bolygoja (Planet of the Apes) de Budapeste, Hungria,  que realmente captou o espírito do livro, alternando-se entre páginas escritas e formato de quadrinhos. Temos a queda da nave, a captura do astronauta e a civilização símia avançada tal qual a da sociedade anos 60. A analogia da percepção da troca de lugares, símio / humanos,  proposta por Boulle também está ali, além do final bem irônico e igualmente próximo ao do livro. Inclusive há uma versão para a língua inglesa feita por fãs.    





A Indonésia lançou o material apenas em 1981, aparentemente, em 06 edições,  baseadas no seriado com os astronautas sendo chamados de Allan e Fieter e, o símio a lhes ajudar, Makho. Além de quase todas as capas serem próprias do país, as estórias foram criadas e desenhadas por artistas locais.


Na Holanda (Apen Planet) foram publicadas 19 edições, além de uma em formato gigante e duas republicações em 1978 e 1982.  Na Austrália (Planet of Apes), foram 22 edições. Na Alemanha (Planet der Affen) foram publicadas 13 edições . Na Holanda e Alemanha as capas seguiram as originais americanas, na Austrália algumas poucas edições utilizaram-se de arte própria. Na Turquia (Maymun Gezegeni) também houve edições, mas não foi possível dizer quantas sendo um material ainda não disponível para pesquisa.







As Revistas americanas "Mad" e "Craked" também faziam o seus quadrinhos, baseados em filmes famosos, na linha satírica, própria dessas editoras e a saga Planeta dos Macacos não ficou de fora. Inclusive as revistas Mad tiveram publicações em nossa língua. Alguns exemplos das edições americanas: 









As Adaptações Cinematográficas:








NOVAS EDITORAS

Houve um hiato de edições americanas entre 1977 e 1990. Quando a 20th Century Fox anunciou, em 1988, que Adam Rifkin havia assinado contrato para escrever e dirigir um novo filme de Planeta dos Macacos, a Malibu Graphics adquiriu a licença da Fox para fazer novas histórias em quadrinhos e Charles Marshall foi escolhido como escritor, sendo lançados sob o selo "Adventure Comics". Foi lançada uma série de 24 edições com novas estórias e graficamente bem desenhadas, com os astronautas Ken Flip, James Norvell e August Burrows chegando ao planeta. Depois ainda se seguiriam outros títulos da editora como por exemplo:  "Terror in the Planet of Apes" (1991); "Planet of the Apes: Blood of the Apes" (1991-1992), "Planet of the Apes The Forbidden Zone" (1992-1993) ... todas em quatro edições















Com o lançamento de Planeta dos Macacos (2001), a Dark Horses lançou várias publicações. Já a Malibu foi comprada pela Marvel no final de 94. Ross Richie e Andrew Cosby, que trabalharam na Malibu entre 1993 e 1995, fundariam a Boom! Studios em 2005, entrando na franquia em 2011. A Boom Studios lançou diversas publicações, muitas não chegaram oficialmente por aqui. A Dark Horses lançou pouca coisa nesse período e houve também uma e outra estória de editoras independentes (que lançaram, por exemplo, uma aventura de Star Trek). Como curiosidade, a Panini apresentaria uma versão Marvel publicada em 2009 na Itália. Em 2023, a Marvel readquiriu os direitos de uso com a 20th Century Fox e vem publicando novos materiais, inclusive com seus heróis regulares interagindo nessa realidade. Mas, isso... é outra estória

Abaixo, uma lista das publicações americanas (e uma italiana) mais conhecidas com nomes, anos, quantidade de edições e suas respectivas editoras.  


ANOS 70

Beneath the Planet of the Apes (1970)           1                           Golden Key Comics

Planet of the Apes (1974-1977)                1 -29                     Marvel

Planet of The Apes (UK 1974-1977)              1-123               Marvel

Adventures on the Planet of the Apes (1975-1976)      1-11        Marvel 


ANOS 90

Planet of the Apes (1990-1992)                             1-24               Adventure Comics

Planet of the Apes (1990) Annual                 1                    Adventure Comics

Planet of the Apes: Ape City 1-4  (1990) Annual 1                Adventure Comics

Beneath the Planet of the Apes Movie Adaptation (1991)            Malibu Comics

Escape from the Planet of the Apes: Movie Adaptation (1991)    Malibu Comics

Planet of the Apes: The Monkey Planet  (1991) 1                     Malibu Comics

Planet of the Apes: Urchak's Folly (1991) 1-4                 Adventure Comics

Terror on the Planet of the Apes (1991) 1-4                 Adventure Comics

Planet of the Apes: Blood of the Apes (1991-1992)    1-4        Adventure Comics

Planet of the Apes: Sins of the Father (1992) 1                 Adventure Comics

Planet of the Apes: The Forbidden Zone (1992-1993) 1-4        Adventure Comics


ANOS 2000

Planet of the Apes (2001) An Official Adaptation of the Movie Dark Horse

Planet of the Apes (2001)                                 1-6                   Dark Horse

Planet of the Apes Mini Comic (2001)         1                      Dark Horse

Planet of the Apes  (2002)                                 1-2                   Dark Horse

Planet of the Apes The Human War (2001)         1-3                   Dark Horse

Planet of the Apes: Bloodlines  (2001)                   1-4                   Dark Horse

Marvel Scimmie (2009)                                          1          Panini (Itália)

Conspiracy of the Planet of the Apes (2011)         1                       Archaia Studios Press

Planet of the Apes  (2011)        Annual                 1                       Boom Studios

Betrayal of the Planet of the Apes (2011-2012) 1-4                 Boom Studios

Exile on the Planet of the Apes (2012)                 1-4                  Boom Studios

Planet of the Apes (2011-2012)                         1-16                  Boom Studios

Planet of the Apes Cataclysm (2012)                 1-12                 Boom Studios

Terror on the Planet of the Apes (2012)         1-4                  Boom Studios

Planet of the Apes Special (2013)                         1                Boom Studios

Planet of the Apes Spectacular (2013)                 1                 Boom Studios

Planet of the Apes Before the Dawn (2013)         1                  Boom Studios

Planet of the Apes Giant (2013)                         1                  Boom Studios

Dawn of the Planet of the Apes (2014-2015)         1-6                  Boom Studios

Star Trek Planet of the Apes: The Primate Directive (2014-2015) 1-5 IDW Publishing

Tarzan on The Planet of the Apes (2016)         1-5                  Dark Horse

Kong on The Planet of the Apes (2017-2018) 1-6                  Boom Studios

Planet of the Apes: Ursus (2017-2018)                 1-6                  Boom Studios

War for the Planet of the Apes (2017)                 1-4                  Boom Studios

Planet of the Apes: Green Lantern (2017)         1-6                  Boom Studios

Planet of the Apes Omnibus (2018)                 1                  Boom Studios

Planet of the Apes: Simian Age (2018)                   1                  Boom Studios

Planet of the Apes: Visionaries (2018)                 1                  Boom Studios

Planet Of The Apes: Time Of Man (2018)         1                  Boom Studios

Planet of the Apes Archive: (2017-2018 )           1-4                  Boom Studios

Planet of the Apes: After the Fall - Omnibus (2019)   1                  Boom Studios

Planet of the Apes: When Worlds Collide  (2019 ) 1          Boom Studios

Planet of the Apes: Artist Tribute (2019)                 1          Boom Studios


Planet of the Apes: Fall of Man (2023 Marvel)         1                 Marvel

Planet of the Apes (2023 Marvel)                                 1-5                 Marvel

Planet of the Apes: Adventures Omnibus (2023) The Marvel Years 1 Marvel

Beware the Planet of the Apes (2024 Marvel)         1          Marvel

INFORMAÇÕES

Há sites bem interessantes para quem quer descobrir estes materiais:

A HQ "Planet of the Apes Cataclysm" (2012) faz um elo de ligação entre o segundo e terceiro filme, explicando, principalmente na sua última edição (12ª), como Cornelius e Zira conseguiram a nave que os levou de volta no tempo

Guia dos Quadrinhos (Brasileiro): com capas de diversas revistas, nacionais e internacionais, informações e editoras.

Marvel Fandom (Americano): com informações de publicações da Marvel de várias décadas

Hunter's Planet of the Apes Archive (americano): com capas de diversos países, várias edições para baixar, além de material feito por fãs, dentre outras.

Para HQs mais antigas também pode ser uma boa opção buscar exemplares na internet digitando palavras como "cbr" e "PDF" depois do nome da edição desejada

Os exemplares mais recentes podem ser comprados em sites de vendas oficiais em nosso próprio país