O PODER MUDA DE PLATAFORMA. NUNCA DE NATUREZA.
Marcia Jeffries (Patricia Neal), uma jornalista de rádio do interior do Arkansas, visita uma cadeia local para entrevistar detentos e descobre Larry "Lonesome" Rhodes (Andy Griffith), um andarilho carismático que canta e filosofa com sarcasmo. O sucesso imediato de sua participação no programa transforma-o em uma celebridade local, e inicia uma trajetória que converterá popularidade em influência, influência em riqueza e riqueza em poder sobre a própria sociedade e a atenção de executivos da televisão de Nova York. Rapidamente, ele é moldado por publicitários, empresários e patrocinadores, tornando-se o astro de um programa de rede nacional, onde sua postura aparentemente simples, seu humor ferino e seus apelos emocionais conquistam a devoção de milhões de telespectadores. À medida que sua influência cresce, Rhodes ultrapassa o entretenimento e passa a interferir na política, aliando-se a um senador para influenciar a opinião pública. Nos bastidores, porém, revela-se um homem megalomaníaco, manipulador e profundamente cínico, que despreza justamente o público responsável por sua ascensão. Mais do que a ascensão de um homem, Um Rosto na Multidão acompanha o nascimento de um novo tipo de poder.
Dirigido por Elia Kazan (1909-2003) que vinha de dois sucessos, Sindicato de Ladrões (1954) e Vidas Amagas (1955), e tendo Budd Schulberg (1914-2009) como roteirista e oscarizado pelo filme de 1954, Um Rosto na Multidão revela-se um dos filmes mais visionários dos anos 1950, ao nos mostrar um estudo sobre comunicação de massas que antecipou fenômenos como celebridades midiáticas, marketing político, cultura dos influenciadores e a personalização do poder, além da facilidade com que uma democracia pode entregar enorme poder a um comunicador carismático. O filme praticamente antecipa como nasce um "influenciador digital", cinquenta anos antes da internet.
A dupla Kazan e Schulberg não condenam a televisão, esta é apenas o instrumento. Eles condenam a idolatria, nos mostrando que a tecnologia pode mudar constantemente, mas o comportamento humano permanece. E que o problema não é apenas do manipulador, é também da necessidade coletiva de encontrar alguém que pense por nós. Isso faz com que o verdadeiro protagonista talvez não seja Rhodes e sim a própria multidão (como no título que nos diz “...The Crown” – “Multidão”).
Kazan não filmou o futuro da televisão. Filmou o futuro da influência. E lembremos que em 1957, Hollywood vivia uma crise profunda. Depois da Segunda Guerra Mundial, a televisão entrou rapidamente nos lares americanos. Milhões de pessoas deixaram de frequentar o cinema com a regularidade dos anos 1940. Os grandes estúdios perderam público e dinheiro. Mas aqui a televisão não cria o problema. Ela o amplifica. Vejamos: Marcia utiliza a TV para dar voz ao povo. Rhodes utiliza a TV para alimentar seu ego. Os patrocinadores utilizam a TV para vender. Os políticos utilizam a TV para conquistar votos. É uma crítica ao nascimento de uma sociedade na qual tudo pode ser vendido, inclusive pessoas, candidatos e opiniões. Você pode dizer que o cinema não escaparia dessa lógica. Hollywood também fabricava estrelas, construía imagens públicas, escondia escândalos, transformava pessoas em mercadorias. Só que se o cinema criava estrelas, a televisão criava presença diária. Um astro do cinema aparecia algumas vezes por ano. Rhodes entra na casa das pessoas todos os dias, quase como um membro da família. Essa diferença é gigantesca.
Outra pergunta que o roteiro nos deixa e que é de suma importância para reflexão é: Por que milhões de pessoas querem tanto acreditar nesse homem? O fato é que Rhodes se torna famoso, passa a opinar sobre política, economia, comportamento e moral. E milhões passam a acreditar nele simplesmente porque ele é famoso (vejam o quanto esse filme é atual). Essa talvez seja a crítica mais visionária do filme, um filme de 1957, na qual Kazan e Schulberg já enxergavam esse fenômeno, que hoje poderíamos chamar de "autoridade por celebridade". Quando Rhodes se torna muito famoso, muitas pessoas passam a dar peso às suas opiniões sobre qualquer assunto. É como se a fama criasse uma falsa impressão de que aquela pessoa é competente em tudo. Sua competência em entreter passa a ser confundida com competência para orientar a sociedade. O filme pontua de uma forma bem coesa como uma sociedade fabrica seus ídolos, os transforma em deuses e, quando finalmente percebe quem eles realmente são, os destrói com a mesma velocidade com que os construiu. É um ciclo. E esse ciclo continua acontecendo até hoje.
Quanto ao elenco, Andy Griffith, em sua estreia, fez um personagem que,
no início, se apresenta como uma pessoa sem passado definido, espontânea,
engraçada, próxima do povo . Rhodes não entra oficialmente para a política, mas
por ser um apresentador popular, controlando a percepção pública, passa a
possuir mais influência que políticos tradicionais. Os índices crescentes de audiência
lhe dão um imenso poder e acesso a um círculo social poderoso. O problema é que,
na frente das câmeras, ele realmente possui carisma (carisma sem caráter se
torna uma arma). Ele realmente fala o que as pessoas comuns querem ouvir. Ele realmente
sabe improvisar. Outro problema é que ele é um homem sem princípios, percebido
pelos que estão atrás das câmeras. E ele descobre que pode usar esse talento
para dominar ou descartar quem o contrarie. E como seria o nosso Rhodes nos
dias atuais? Provavelmente Rhodes surgiria: fazendo lives espontâneas; gravando
vídeos curtos; comentando acontecimentos do dia; usando humor agressivo;
ridicularizando figuras públicas. E sabemos que os algoritmos premiam emoção;
indignação; polêmica; conflito; frases curtas ... certezas absolutas . E o
nosso Rhodes moderno compreenderia isso intuitivamente. Hoje ele poderia
transmitir durante horas sem qualquer editor. No início do filme, Rhodes é
apresentado como "a voz do povo". No final, ele já não consegue ouvir
o povo, ele ouve apenas a própria voz. Rhodes não mudou. O que mudou foi a nossa
(leia-se o público do filme) percepção dele
Já Patricia Neal interpreta Marcia Jeffries, outro personagem bem complexo. Ela se apaixona de imediato por Rhodes, o que faz com que ela ajude a criar o fenômeno. Ela acompanha a ascensão meteórica do que achava ser seu pupilo, suporta suas explosões de temperamento e justifica seus excessos. Mas “Lonesone” não segue regras, não segue conselhos, não demonstra empatia com problemas alheios, nem se importa de magoar Marcia. Talvez ela nunca tenha conhecido Rhodes de verdade. Esta percebe que perdeu completamente o controle sobre sua criação, num quase paralelo com o mito de Frankenstein: ela construiu um monstro midiático e já não consegue detê-lo. Quando ele finalmente revela arrogância e desprezo pelo público, muitos ficam chocados. Na verdade, ele apenas parou de representar. Márcia é sua criadora e, ao mesmo tempo, sua consciência moral.
Fechando a trinca de atores, temos Walter Matthau como Mel Miller, um roteirista cínico, mas sua importância talvez seja maior. Ele observa, comenta e compreende a tragédia antes dos demais personagens. Ele sabe quem é “Lonesone”. Só falta os outros descobrirem. Marcia enxerga Rhodes pelo prisma do amor. Os patrocinadores o enxergam pelo dinheiro. Os políticos o enxergam pelos votos. O público o enxerga pelo carisma. Miller é praticamente o único que o enxerga como um homem comum, cheio de vaidade. Ele conhece a máquina, o que o torna um observador privilegiado. Ele sabe que a publicidade vende ilusões; que a televisão fabrica personagens; que os patrocinadores compram influência e que a audiência compra poder. Ele vive dentro desse sistema e por isso há sempre um cinismo em suas falas. É um cinismo de quem já viu aquilo acontecer outras vezes. Talvez, para Miller, Rhodes seja apenas o caso mais extremo. A destacar, a estreia da jovem Lee Remick (A Profecia).
O filme faz outra pergunta muito atual: Por que alguém que é bom em entreter (ou comunicar), até mesmo fora da esfera televisiva, deveria saber em quem devemos votar ou como devemos pensar? Essa é uma crítica fortíssima, se percebermos, hipoteticamente, que um ator famoso pode falar sobre política; um cantor pode opinar sobre economia; um influenciador pode comentar sobre medicina. As pessoas muitas vezes acreditam neles não porque sejam especialistas, mas porque já gostam deles. Esse é o mecanismo que o filme antecipa. Outro fator seria que muitas pessoas preferem receber respostas prontas a enfrentar a responsabilidade de pensar por si mesmas. O ser humano tem uma tendência a confiar em figuras que lhe transmitam segurança, identidade ou esperança. Se realizado hoje, o final talvez fosse bem diferente. Se no filme um microfone aberto determina a derrocada, em tempos atuais talvez um vídeo vazado não bastasse. Parte do público diria que o vídeo foi tirado de contexto, que seria uma perseguição. Muitos diriam: "ainda assim continuo apoiando". Isso talvez tornasse o Rhodes atual ainda mais resistente, pois se no filme, ele precisava conquistar milhões para sobreviver, hoje ele poderia sobreviver com uma minoria extremamente fiel. "Lonesome" Rhodes realmente desapareceu ou apenas mudou de plataforma?
Um Rosto na Multidão, em 1957, focou no rádio e televisão. Se realizado nos dias atuais, elegeria para seu alvo as redes sociais alicerceadas pelos algoritmos, influenciadores, deep fakes e a inteligência artificial. Hoje, a velocidade com que uma pessoa alcança milhares é quase instantânea. Celebridades são criadas da noite para o dia e muitas ditam o que as pessoas devem pensar; em quem acreditar; qual caminho seguir; quem é o inimigo; qual é a verdade... o que consumir ... A reflexão que lhes deixo é: Quem cria um ídolo? Quem transforma um apresentador em autoridade política? Quem entrega poder a alguém apenas porque ele é carismático? Hannah Arendt nos disse que o problema político não reside apenas no tirano, mas na estrutura que torna possível sua ascensão ... O mecanismo permanece. Só muda o meio. A reputação continua sendo construída e destruída pela exposição pública. Quem depende da aclamação coletiva vive igualmente sujeito à rejeição coletiva. Em tese, em 1957, o filme parecia dizer: “cuidado, a televisão pode criar e destruir pessoas." Em 2026, poderíamos atualizar essa frase para: ”cuidado, qualquer câmera ligada à internet pode criar e destruir pessoas”.
Trailer:
Curiosidades:
Elia Kazan e Budd Schulberg passaram meses pesquisando o mundo da publicidade, até mesmo tendo acesso a reuniões de agências de publicidade, a fim de entender a forma como a Madison Avenue abordava e moldava o pensamento do público americano.
Lee Remick, fazendo sua estreia no cinema como a sexy giradora de bastões, apareceu no set três semanas antes, para poder treinar com as majorettes da escola secundária local
O personagem Lonesome Rhodes foi baseado em várias personalidades da vida real, incluindo Arthur Godfrey, Huey Long, Will Rogers e até Billy Graham.
Marlon Brando recusou o papel de Lonesome Rhodes.
R.G. Armstrong, que interpretou o operador de teleprompter no filme, foi colega de classe de Andy Griffith na Universidade da Carolina do Norte e eles permaneceram bons amigos pelo resto de suas vidas. Armstrong apareceu em um episódio de The Andy Griffith Show (1960) e um episódio de duas partes de Matlock (1986).
O elenco inclui três vencedores do Oscar: Patricia Neal, Burl Ives e Walter Matthau; e quatro indicados ao Oscar: Anthony Franciosa, Lee Remick, Kay Medford e Rip Torn.
Lonesome Rhodes disse ao senador Worthington Fuller que 65 milhões de americanos assistem ao programa de Rhodes toda semana. Em 1957, esse público representava quase 40% da população dos EUA
Lee Remick tinha 21 anos na época da estreia deste filme. Sua personagem tinha 17 anos.
Patricia Neal (1926-2010) foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por A História de Três Estranhos (1969) e Venceu o Oscar de Melhor Atriz por O Indomado (1963)
Anthony Franciosa (1928-2006) foi Indicado ao Oscar por Carcere Sem Grades (1957) e indicado 3 vezes ao Globo de Ouro
Walter Matthau venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Uma Loura por um Milhão (1966). Também foi Indicado ao Oscar de Melhor Ator por Ainda Há Fogo Sob as Cinzas (1971) e Melhor Ator Coadjuvante por Uma Dupla Desajustada (1975)
Lee Remick foi indicada ao Oscar por Vício Maldito (1962)
Cartazes:
Andy Griffith no seriado Operação Resgate / Salvage 1 (1979)
Filmografias Parciais:
Andy Griffith (1926-2012)
Um Rosto na Multidão (1957); Esse Sargento é de Morte (1958); Mau Tempo pela Proa (1958); Furacão de Saias (1961); The Andy Griffith Show (1960-1968); Um Anjo no Meu Bolso (1969); Pergunte a Alice (1973); Rezemos pelos Audazes (1974); Sangue na Neve (1974); Savages (1974); Do Oeste para a Fama (1975); A Sósia (1977); Jogo Mortal (1977); Raízes II (1979); Operação Resgate (seriado 1979); Assassinato no Texas (1981); O Exorcista do Demônio (1983); O Vaqueiro Cantador (1985); Crime da Inocência (1985); Aparências (1986); Matlock (1986–1995); Inesperado Reencontro (1995); Duro de Espiar (1996); O Último Pedido (1998); Uma Canção para Dois (1999); Tudo em Família (2001); Um Avô Sedutor (2009)
Patricia Neal (1926-2010)
Cupido Faz das Suas (1949); Vontade Indômita (1949); Coração Amargurado (1949); Cinzas ao Vento (1950); Três Segredos (1950); Redenção Sangrenta (1950); Águas Traiçoeiras (1951); Escrava da Cobiça (1951); O Dia em que a Terra Parou (1951); Feitiço de Amor (1951); Missão Perigosa em Trieste (1952); A Indiscreta (1952); Falsa Verdade (1952); Um Rosto na Multidão (1957); Bonequinha de Luxo (1961); O Indomado (1963); Cega de Amor (1964); A Primeira Vitória (1965); A História de Três Estranhos (1968); Paixão e Crime (1971); O Estranho Mundo de Baxter (1973); A Love Affair: The Eleanor and Lou Gehrig Story (1977); Passageiros do Inferno (1979); Nada de Novo no Front (1979); A História de Patricia Neal (1981); Histórias de Fantasmas (1981); O Amor Mostra o Caminho (1984); Votos Quebrados (1984); Traída Pela Justiça (1992); A Fortuna de Cookie (1999)
Walter Matthau (1920-2000)
Homem Até o Fim (1955); A Um Passo da Morte (1955); Delírio de Loucura (1956); Um Rosto na Multidão (1957); Assassinato na 10ª Avenida (1957); Balada Sangrenta (1958); Párias da Vida (1958); Mau Tempo pela Proa (1958); Na Rota dos Proscritos (1958); O Nono Mandamento (1960); Sua Última Façanha (1962); Adorável Trapaceiro (1963); Charada (1963); O Barco do Desespero (1964); Limite de Segurança (1964); Um Amor do Outro Mundo (1964); Miragem (1965); Loura por um Milhão (1966); Maridos em Férias (1967); Um Estranho Casal (1968); Diário Íntimo de uma Mulher (1968); Alô, Dolly! (1969); Flor de Cacto (1969); O Caçador de Dotes (1971); O Hotel das Ilusões (1971); Ainda Há Fogo Sob as Cinzas (1971); Reencontro do Amor (1972); O Homem que Burlou a Máfia (1973); Matança em São Francisco (1973); O Sequestro do Metrô (1974); Terremoto (1974); A Primeira Página (1974); Uma Dupla Desajustada (1975); Garotos em Ponto de Bala (1976); Unidos por um Ideal (1978); Um Viúvo Trapalhão (1978); A Garotinha que Caiu do Céu (1980); O Espião Trapalhão (1980); Um Juiz Muito Louco (1981); Amigos, Amigos, Negócios à Parte (1981); Sonhando com a Fama (1982); O Negócio é Sobreviver (1983); Promessa é Dívida (1985); Piratas (1986); Uma Alucinante Viagem (1988); O Pequeno Diabo (1988); A Justiça Fala mais Alto (1990); O Cavalheiro de Branco (1991); JFK: A Pergunta que Não Quer Calar (1991); Dennis, o Pimentinha (1993); Dois Velhos Rabugentos (1993); A Teoria do Amor (1994); Ensina-me a Viver (1995); Dois Velhos Mais Rabugentos (1995); Rabugentos & Mentirosos (1996); Dois Parceiros em Apuros (1997); Meu Melhor Inimigo (1998); Amor Após a Morte (1998); Linhas Cruzadas (2000)
Anthony Franciosa (1928-2006)
Esta Noite ou Nunca (1957); Um Rosto na Multidão (1957); Cárcere Sem Grades (1957); A Fúria da Carne (1957); O Mercador de Almas (1958); Calvário da Glória (1959); Drama na Página Um (1959); Nua no Mundo (1961); Desejo que Atormenta (1962); Contramarcha Nupcial (1962); Em Busca do Prazer (1964); Passaporte para o Perigo (1966); Assalto a um Transatlântico (1966); A Falsa Libertina (1966); Jogo Perigoso (1966); A Espiã que Veio do Céu (1967); Oferece-se Pistoleiro (1968); A Praia dos Desejos (1968); Os Audaciosos (seriado 1968–1970); Na Teia da Aranha (1971); Terra 2 (1971); A Máfia Nunca Perdoa (1972); Controle Remoto (seriado 1972–1973); O Fantasma do Sol de Meio-Dia (1974); A Piscina Mortal (1975); Matt Helm (seriado 1975–1976); A Maldição da Viúva Negra (1977); Poder de Fogo (1979); A Cigarra (1980); Desejo de Matar 2 (1982); Anjo ou Demônio? (1982); A Última Diligência (1986); Promessa de Sangue (1987); Corredor da Morte (1988); Backstreet - Sonhos de um Rebelde (1990); Dupla Ameaça (1992); City Hall: Conspiração no Alto Escalão (1996)
Lee Remick (1935–1991)
O Mercador de Almas (1958); Anatomia de um Crime (1959); Fama a Qualqur Preço (1959); Anatomia de um Crime (1959); Rio Violento (1960); Santuário (1961); Escravas do medo (1962); Vício Maldito (1962); A Sombra de uma Fraude (1963); Simpático, Rico e Feliz (1963); O Gênio do Mal (1965); O Mundo Marcha Para o Fim (1965); Nas Trilhas da Aventura (1965); Um Face Para Cada Crime (1968); O Crime Sem Perdão (1968); Sou Pago Para Matar (1969); Escondendo a Grana (1970); Amantes Infiéis (1971)); Uma Lição Para não Esquecer (1971); Um Equilíbrio Delicado (1973); Corações Atormentados (1975); O Dia Fatal (1975); A Profecia (1976); O Telefone (1977); O Toque da Medusa (1978); Os Europeus (1979); A Competição (1980); Tributo (1980); A Carta Acusadora (1982);O Poder do Amor (195); De Puro Sangue (1986); Conflitos Intímos (1987); Prática Ilegal (1988); Ponte do Silêncio (1989);Passaporte Para o Inferno (1989)



















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