sexta-feira, 21 de julho de 2017

CONTÁGIO - EPIDEMIA MORTAL / MAGGIE: A TRANSFORMAÇÃO / MAGGIE (2015) - ESTADOS UNIDOS




SWARZIE EM UM DRAMA EXISTENCIAL

Um vírus ainda desconhecido da medicina se alastrou e infectou milhares, ou quiça, milhões de pessoas. Neste contexto encontramos Maggie (Abigail Breslin), uma pré-adolescente que foi mordida. Seu pai, Wade Vogel (Arnold Schwarzenegger), a procura em vários hospitais até encontrá-la. Não há cura. A morte ocorre próximo dos seis meses e os pacientes ficam internados, isolados à espera de uma morte dolorosa muito parecida com as dos famosos zumbis dos filmes. Wade consegue remover a filha para sua cidade, com a ajuda de um médico, e acompanha os dias passarem e sua filha sofrer os efeitos  devastadores do vírus. As autoridades querem sua internação e isolamento, Wade quer dar dignidade a sua filha até o momento da transformação em algo que não é mais humano.


Bom vocês já devem imaginar o que vai acontecer: nosso herói vai à procura do antídoto e começa a descobrir o que causou a epidemia. Enfrenta os vilões, consegue um soro, salva a vida de sua filha e da humanidade numa só tacada. Só que não acontece nada disso ! Se vocês assistirem a este filme achando que terão um monte de zumbis malvados e sedentos de sangue, esqueça. Se acham que Schwarzenegger vai enfrentar  a tudo e a todos para salvar sua filha, pegando uma metralhadora e detonando ao estilo Comando Para Matar também esqueçam. Esse é um filme de drama. Nada de ação. Nada de filme de Zumbis.




A estória gira em torno da devastação que uma doença causa em uma família: irmãos, pais e amigos. Como é difícil lidar com uma situação em que a pessoa que amamos não estará presente em breve e como  nos sentimos impotentes em ajudá-la. Esse tema vocês já viram em diversas produções. A eminência da morte e como o ser humano se comporta frente a ela quase sempre rende boas produções. Até mesmo por que muitas pessoas terão uma empatia imediata com o tema, seja porque já conviveram ou talvez estejam convivendo no momento. A pergunta então que fica é: por que o escritor John Scott 3 resolveu juntar zumbis a um drama com uma veia tão trágica ? Difícil entender até mesmo porque o ator principal é um conhecido herói de ação que já se aventurou por comédias, mas não em dramas. A estória caminharia melhor se não houvesse o personagem "zumbi". Que fosse um vírus que estivesse eliminando a todos, mas esse elemento adicionado à narrativa não deu muito certo. Ok, a onda Zumbi está com a força total. Temos como o exemplo o ótimo seriado "The Walking Dead" que pincela mais o lado humano. Está na moda, mas daí acertar na dose nem sempre é uma proeza fácil de ser obtida e o diretor Henry Hobson, em seu primeiro longa, entregou um trabalho que será apreciado por um público bem restrito. Hobson é um conhecido diretor de arte e designer de várias produções televisivas (entre elas The Walking Dead !, em alguns episódios)


O dilema de Wade é manter a filha viva o maior tempo possível ao seu lado. Ele não quer vê-la morrer sozinha numa área restrita, sendo tratada como uma aberração. O Xerife, seu amigo, faz vistas grossas, mas acompanha de perto os passos da família. Já seu ajudante quer ver Maggie presa e isolada. A jovem tenta viver uma realidade normal ao lado da irmã pequena e da madrasta Caroline (Joely Richardson da findada série "Estética"), que nutre um medo crescente da jovem, medo até justificável porque a cada dia que a doença avança a pessoa contaminada tem menos controle sobre suas emoções e um ataque pode ser algo plausível. Wade mantém-se irredutível. Não há o que se discutir seja com Caroline, seja com o Xerife. E a doença avança.





A fotografia acinzentada dá um tom interessante de angústia e desesperança. Há momentos de silêncio. Um silêncio proposital de quem está morrendo e de quem sente-se inerte frente a situação. Como proceder? Deixar a filha entrar em uma agonia dolorosa ou dar fim ao sofrimento? Esperar mais um dia por uma cura? esperar mais um minuto? Entregar a desconhecidos e deixá-la sob seus cuidados e ficar imaginando a pessoa sozinha esperando ver um rosto amigo? Esse dilema está inserido em camadas. Está implícito na mente de um pai que grita por socorro. Um socorro que provavelmente não virá. É a inversão natural da ordem. Normalmente são os pais que vão e os filhos ficam e, ainda assim, não traz conforto para quem passa por isso. A inversão de papéis é ainda mais dolorosa: ver a pessoa que criou, amou, deu todo carinho partir prematuramente é um sofrimento incomensurável. Talvez seja disso que, no final, o filme trata. Mas o modo como a direção resolveu seguir não foi exatamente um sucesso. 


O elenco está bem dentro daquilo que propôs o roteiro. Schwarzenegger está fora do seu habitat natural. E temos que admitir que foi uma decisão complicada, mas o ator resolveu encarar o desafio e até está muito bem. Pelo menos tentou. Não ficou imaginando se poderia ou não fazer esse papel. Filmes dão certo ou não. Tudo é muito imprevisível. Ghost foi lançado como um tapa buracos para preencher salas de cinema nos Estados Unidos. Os Estúdios não acreditavam muito. O resultado foi espetacular. Contágio poderia ter dado muito certo com umas mudanças aqui e ali. Para alguns talvez tenha até dado certo.  Abigail Breslin, para quem não se lembra, é a menininha que fez "A Pequena Miss Sunshine". A menina cresceu e mostra-se uma promissora atriz.  Joely Richardson é uma atriz com larga experiência e conseguiu fazer muito bem o papel de uma mulher muito preocupada como que tem no quarto ao lado.


Contágio não é um filme para todos. O grande público que esperava um filme de ação do ator ou um filme de Zumbis, com certeza se decepcionará. Quem for de mente aberta, preparado para assistir um drama (ainda que bem diferente do tradicional) com um ritmo lento poderá apreciar, mas o resultado, ainda assim, ficou muito aquém do que se esperava, apesar de os momentos finais serem muito bons.



Trailer



Filmografia Parcial:

Arnold Schwarzenegger
Hercules in New York (1970); Cactus Jack, o Vilão (1979); Conan, o Bárbaro (1982); Conan, o Destruidor (1984); O Exterminador do Futuro (1984); Guerreiros de Fogo (1985); Comando Para Matar (1985); O Predador (1987); O Sobrevivente (1987); Inferno Vermelho (1988); Irmãos Gêmeos (1988); O Vingador do Futuro (1990); Um Tira no Jardim de Infância (1990); O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991); O Último Grande Herói (1993); Queima de Arquivo (1996); Um Herói de Brinquedo (1996); Batman & Robin (1997); O Fim dos Dias (1999); O 6º Dia (2000); Efeito Colateral (2002); O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003); Volta ao Mundo em 80 Dias: Uma Aposta Muito Louca (2004); Os Mercenários (2010); Os Mercenários 2 (2012); O Último Desafio (2013); Rota de Fuga (2013); Sabotagem (2014); Os Mercenários 3 (2014); O Exterminador do Futuro: Gênesis  (2015); Contágio - Epidemia Mortal (2015)



Abigail Breslin
Sinais (2002);  Um Presente para Helen (2004); O Diário da Princesa 2: Casamento Real (2004); Pequena Miss Sunshine (2006); O Presente (2006); Sem Reservas (2007); Uma Prova de Amor (2009); Uma Prova de Amor (2009); Janie Jones: Uma História de Amor (2010);  Chamada de Emergência (2013);  Maggie: A Transformação (2015) ; Dirty Dancing (2017)

Joely Richardson
Um Hotel Muito Louco (1984); Rei Por Acaso (1991); Uma Luz na Escuridão (1992); 101 Dálmatas (1996); O Enigma do Horizonte (1997); O Patriota (2000); Mimzy - A Chave do Universo (2007); Estética (seriado 2003 a 2010); Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011); Amor Sem Fim (2014); Maggie: A Transformação (2015); Snowden: Herói ou Traidor (2016); Fallen (2016); Red Sparrow (2018).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SELENA (1997) - ESTADOS UNIDOS




A ESTRELA QUE BRILHOU POUCO



Selena Quintanilla-Perez é uma menina cuja voz e carisma a tornará uma das melhores cantoras de sua geração, mas um trágico evento mudará os rumos de sua história.


Cinebiografia da cantora Selena (1971-1995) que se tornaria uma das mais famosas cantoras latinas, com mais de 60 milhões de álbuns vendidos. O filme traça a história desde sua infância, quando seu pai comprou uma bateria, uma guitarra e um microfone e colocou os filhos no meio musical. Logo no início Selena se destaca por sua voz e expressão artística. Os anos vão passando e a banda formada (Selena Y Los Dinos) volta-se em função de Selena. Pai, mãe e irmãos vivem para a jovem. Sempre na estrada, sempre ampliando seus fãs.


Selena (Jennifer Lopez) é uma jovem simples, que sonha ser famosa como tantas outras. Seu pai, Abraham (Edward James Olmos), entende que uma cantora de origem mexicana (mas nascida no Texas) que não se expressa em espanhol não será reconhecida no México. Ao mesmo tempo que entende que uma cantora de origem mexicana terá que trabalhar o dobro para conquistar a América. Selena vai galgando seus degraus aos poucos e começa a se apaixonar por outro guitarrista da banda: Chris Pérez (Jon Seda) que seu pai vê como uma pessoa inadequada à esposar sua filha, ao mesmo tempo que acredita que essa “paixão adolescente” prejudicará a carreira dela, colocando por terra tudo conquistado até então. Selena passará a lutar em duas frentes: pelo amor de Chris e para manter sua carreira dentro do que já conquistara.


O filme, acertadamente, fugiu de se concentrar no evento trágico da vida de Selena: a sua morte, que se deu pelas mãos da presidente de seu fã clube, Yolanda Saldívar, que, conforme relatos, ao ser confrontada com a informação de desvio de dinheiro, teria atraído a cantora para o seu quarto e a alvejado  nas costas causando sua morte. As tentativas dos médicos em salvarem sua vida foram em vão e Saldívar pegou prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional em 30 de março de 2025. Selena faleceu aos 23 anos. A comoção na época foi grande. O potencial da cantora era imenso. E o filme explora bem essa vertente, ao colocar a atriz Jeniffer Lopez dublando Serena nas cenas. As músicas de Serena (quase todas apenas em partes) nos mostram que o mundo da música perdeu uma grande estrela.


Quanto ao elenco há que se destacar que Jeniffer Lopez fez um trabalho maravilhoso, que torna o filme saboroso de ser assistido e tendo como companhia o excelente ator James Olmos ("Blade Runner" e "O Preço do Desafio") tudo ficou mais fácil para o diretor Gregory Nava (de "Cidade do Silêncio" 2006 com a mesma Jennifer Lopez). Olmos é um ator detalhista que constrói seus personagens de uma forma diferenciada ou fisicamente parecidos quando são filmes baseados em fatos reais. Para completar a trinca, o ator Jon Seda (de Gladiator - O Desafio) faz o par romântico sem comprometer.


Selena é um filme bem acima da média que prende do início ao fim. Ótima cadência da história, ótima trilha sonora e ótimos atores. 

Trailer:


Curiosidades:
Antes da morte de Selena já havia um projeto sobre um filme que seria lançado em 1996.

Leticia Miller quase ganhou o papel por sua semelhança com a falecida cantora. Salma Hayek (Frida) também concorreu.

Abraham Quintanilla queria que o ator Rubén Blades o representasse no filme, mas este encontrava-se em outro projeto.

Jennifer Lopez se disse influenciada por Selena a se tornar cantora.

Olmos recebeu uma indicação ao Oscar de 1988 pelo filme "O Preço do Desafio" (perdeu para Dustin Hoffan, em "Rain Man"). 

Selena ( Dreaming Of You):




 Selena - On The Radio (tributo a Donna Summer)





Filmografia Parcial:



Jennifer Lopez

 









Assalto Sobre Trilhos (1995); Sangue & Vinho (1996);  Selena (1997); Anaconda (1997); Irresistível Paixão (1998); A Cela (2000); Nunca Mais (2002); Encontro de Amor (2002); Contato de Risco (2003); Menina dos Olhos (2004); Dança Comigo? (2004); A Sogra (2005); Cidade do Silêncio (2006); Plano B (2010); Parker (2013); O Garoto da Casa ao Lado (2015);


Edward James Olmos

 









Lobos (1981); A Balada de Gregório Cortez (1982); Blade Runner, o Caçador de Androides (1982); O Preço do Desafio (1988); Triunfo do Espírito (1989); O Preço de um Campeão (1991); América do Medo (1992); O Desaparecimento de Garcia Lorca (1996); Selena (1997); 12 Homens e uma Sentença (1997); Gangues de L.A. (2006); O Besouro Verde (2011); Blade Runner (2049)


 Jon Seda

 










Gladiator - O Desafio (1992); O Pagamento Final (1993); Os 12 Macacos (1995); As Duas Faces de Um Crime (1996); Justiça a Qualquer Preço (1996); Selena (1997); Amor ao Extremo (2001); O Imbatível (2002); Bad Boys II (2003); Em Nome da Justiça (seriado 2006-2007); O Pacífico (seriado 2010); Alvo Duplo (2012); Heróis Contra o Fogo (seriado 2012-2017); Chicago P.D. Distrito 21  (seriado 2014-2017); Chicago Justice (seriado 2017)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A GAROTA OCIDENTAL - ENTRE O CORAÇÃO E A TRADIÇÃO / NOCES (2016) - BÉLGICA / PAQUISTÃO / LUXEMBURGO / FRANÇA



UM OLHAR ESTRANGEIRO SOBRE AS TRADIÇÕES
 
Zahira (Lina El Arabi) é uma jovem de 18 anos que vive na França com a sua família de origem paquistã. A jovem muçulmana encontra-se grávida de um jovem árabe e seu irmão está empenhado em ajudá-la a abortar a criança. Além disso, Zahira vem de uma família de valores tradicionais na qual uma mulher não pode ficar solteira. Seu pai lhe dá um ultimato: poderá "escolher" entre 3 pretendentes, pela internet, e casar com aquele que considerar mais adequado. Só que a jovem não vê com bons olhos nenhum dos candidatos. O que deverá fazer ? Abortar? Seguir com a gravidez ? Aceitar os pretendentes ou ter sua própria vida com quem quiser, uma vida já ocidentalizada e, com isso, ferir profundamente a honra de uma família ortodoxa.




O choque de culturas é evidente em "A Garota Ocidental". A honra é outro fator bem destacado dentro deste filme. A mulher não tem voz no contexto familiar. Zahira não aceita. Não está no Paquistão. Está em uma sociedade, como prega a bandeira: igualdade, liberdade e fraternidade. Os valores da sociedade francesa também foram incorporados a sua  personalidade. Mas isso não interessa a seu pai. Mulher solteira na família? Nem pensar. É uma desonra grave que não pode passar em branco. A imagem da família perante os seus pares e a comunidade de seu país é muito forte e arraigada. 


O filme, em cartaz no Rio de Janeiro,  segue um ritmo mais cadenciado, mas é de fácil entendimento. É o olhar ocidental sobre o tema. O que para nossa sociedade, em algumas situações, é considerado  um tanto como absurdo  para aquela cultura é algo normal. É outra sociedade, é outro contexto. O filme foge da questão do julgamento, mas não foge do olhar crítico.   Ele nos leva à uma reflexão das diversas culturas que nos cercam e nos revelam aspectos que podemos desconhecer completamente.


Quem quer tentar entender uma fração deste mundo em que vivemos precisa se inserir nesses temas. Ler livros e ver filmes, entender como o mundo funciona fora de sua redoma. E é isso que a Garota Ocidental nos revela. Uma pequena visão de um mundo,  através de uma família, de uma grande sociedade que pouco conhecemos. E o grande mérito do filme é explicar que tudo que acontece tem um porquê o precedendo, nada ocorre de uma forma inesperada. Para quem está fora é apenas o absurdo do cotidiano, sem uma lógica aparente, mas para quem está acompanhando as situações diárias fica mais fácil de preencher as peças do quebra-cabeças.



O diretor belga Stephan Streker teve o grande mérito de mostrar o extremismo das tradições sem relacioná-las com o momento conturbado em que vive a Europa. A família de Zahira é como qualquer outra, no que se diz a viver em sociedade: são trabalhadores, mantém um negócio honesto e cumprem seus deveres como cidadãos. Não há uma citação sequer sobre a onda de medo que assola o país, não há terroristas envolvidos em causas. Apenas uma família que, mesmo distante de seu país natal, tem em seu patriarca o guardião dos costumes praticados naquele país. Esse pode ser sempre um grande problema para algumas culturas: sair de seu pais, morar fora e não aceitar criar seus filhos dentro de uma nova realidade.  Seja por falta de personalidade ou medo do que a mudança possa causar. Essa incapacidade de adaptação é muito forte no filme. Mansoor Kazim (Babak Karimi) é um homem, aparentemente,  bom. Para o ocidente é um cara duro, ultrapassado e sem capacidade de viver em uma sociedade livre e igualitária. Para ele, suas crenças e valores dizem que deva ser o guardião dos costumes, da moalidade. Não pode envergonhar o nome de sua família. Não pode visitar seus parentes com a humilhação nas costas. Ele é o patriarca, quem determina o que a família deve achar. Zahira é a ovelha negra. Ele a ama, mas até que ponto o amor deva ser sacrificado em prol da tradição ?




O elenco está muito bem. Lina El Arabi, atriz francesa de origem marroquina, conduz muito bem a história ainda que parece ter bem mais do que 18 anos (na verdade possui 22 anos). Ela consegue dar a dramaticidade necessária para o filme fluir. O ator / editor / produtor iraniano  Babak Karimi, que interpreta o pai de Zahira, é outro que consegue se destacar bem. Podemos citar ainda a atriz belga de origem africana (Ruanda), Aurora Marion, interpretando o papel de irmã mais velha da protagonista. O pouco tempo que fica em cena consegue se mostrar uma ótima atriz, mas a diferença física entre as duas é algo perceptível e o espectador ficará curioso do porquê são tão diferentes. A resposta está esclarecida. O restante do elenco saiu-se bem ao que foi proposto.


Garota ocidental, no Original "Noces" (Núpcias), é um filme para quem gosta de assistir produções europeias; para quem gosta de dar uma olhada sobre outras sociedades. Não é um excelente filme, candidato ao "Oscar de Filme Estrangeiro", é um bom filme, com uma estória que poderia acontecer em qualquer lugar do mundo, mudando um pouco a contextualização. A forma como é levada ao espectador é que faz essa produção merecer um olhar mais atento. Um filme bem produzido e  bem dirigido.


Trailer:


Curiosidades:
O filme se diz inspirado livremente em fatos reais.

O filme é falado em francês e Urdu. 

Nos Estados Unidos o filme recebeu  o nome de  "A Wedding".