domingo, 27 de setembro de 2026

SUPERMAN – O FILME / SUPERMAN (1978) - ESTADOS UNIDOS / REINO UNIDO

"VOCÊ VAI ACREDITAR QUE UM HOMEM PODE VOAR"

O planeta Krypton está em seus últimos momentos de vida frente à iminente destruição de seu núcleo atômico. O cientista Jor-El (Marlon Brando) toma uma drástica decisão:  ele coloca o bebê, Kal-El, seu único filho, em uma pequena nave espacial moldada em cristais e o envia em direção ao planeta Terra, antes da fatídica explosão. A nave atravessa o espaço durante anos até chegar no Kansas, em uma cidade chamada Smallville (Pequenópolis na tradução).  A agora criança é adotada pelos fazendeiros Jonathan (Glenn Ford) e Martha Kent (Phyllis Thaxter), que o batizam de Clark Kent. Sob a radiação do nosso sol amarelo da Terra (o de Kripton era vermelho), o jovem descobre possuir poderes extraordinários: força monumental, velocidade estupenda e a capacidade de desafiar a gravidade.

Após a morte trágica de Jonathan, o jovem Clark viaja para o Polo Norte, onde o cristal verde que encontrara em sua nave projetará a Fortaleza da Solidão e o holograma de seu pai biológico o educará sobre a história do universo. Já adulto, ele vai para a agitada Metropolis,  trabalhar como um tímido e desajeitado repórter no jornal Planeta Diário, onde esconde sua identidade sob óculos de armação e ternos largos (observem que os cabelos de Clark Kent e “Superman” se separam em lados opostos). Clark conhece a intempestiva jornalista Lois Lane (Margot Kidder) que junto com os demais desconhece sua dupla identidade enquanto assume a vestimenta do Superman. Seu primeiro grande desafio é enfrentar o egocêntrico vilão Lex Luthor (Gene Hackman), que pretende desviar mísseis militares para provocar um terremoto catastrófico na falha de San Andreas e lucrar com o mercado imobiliário. Enquanto isso, Lois tenta obter uma entrevista exclusiva com o enigmático herói de Metropolis.

Dirigido por Richard Donner, que vinha do sucesso de “A Profecia” (1976), da qual chamara a atenção dos produtores, “Superman – O Filme” (1978) estabeleceu uma espécie de “pedra fundamental” do gênero de super-heróis no cinema moderno, ditando as regras estéticas que Hollywood tenta imitar (com raro sucesso) até os dias atuais. Podemos dizer que Superman só não deu muito errado por causa de Donner, ele bateu o pé contra o tom de deboche, a comédia caricata que marcava as adaptações de quadrinhos na televisão dos anos 1960 e que os produtores lhe apresentaram como sendo o produto que desejavam ver nos cinemas. Donner queria um conceito de "verossimilhança" como espinha dorsal da produção, exigindo que cada detalhe da Fortaleza da Solidão, dos diálogos e dos efeitos físicos fossem tratados com o rigor dramático. O desejo de Donner após convencer os produtores da bobagem que pediam, era fazer com que o espectador realmente acreditasse de que um homem podia voar, mas até então era algo ainda não feito com maestria, havia uma barreira técnica intransponível que exigia que os truques de câmera fossem invisíveis para que a magia não se dissolvesse em tela. O resultado foi um espetáculo que equilibrou perfeitamente o tom científico de seu início no espaço com aquele lirismo bucólico que Smallville pedia, além de introduzir um tom de comédia mais refinado no período do herói em Metropolis.

Hollywood encarava produções baseadas em quadrinhos como "piadas infantis" ou matinês de baixo custo, algo infantilizado, e que já nasceria condenado nas bilheterias enterreirando a carreira de seu protagonista antes de começar. O roteiro inicial que os produtores Alexander e Ilya Salkind entregaram a Donner (encomendado originalmente ao escritor Mario Puzo com reescritas de David e Leslie Newman) era uma paródia ridícula que tratava a mitologia dos quadrinhos com completo desdém. Naquele calhamaço de mais de quinhentas páginas, que Donner recebeu para ler e saber se aceitaria o projeto, a ideia era filmar os dois primeiros filmes simultaneamente, num tom completamente infantilizado e um tanto ridículo: o Superman perseguia criminosos em um estilo pastelão e Lex Luthor era um vilão caricato saído dos velhos seriados (bem ao estilo Batman anos 60). A revolta de Donner deu-se ao ler uma cena absurda na qual o Homem de Aço, ao voar pelos céus de Metropolis em busca de pistas, avistava o ator Telly Savalas caracterizado como o detetive “Kojak” (sim, aquele da série) dentro de uma cabine, parando seu voo apenas para que o herói lhe pedisse um pirulito (!!!???). Conseguem imaginar essa cena ? Acho que muitos leitores sairiam dos cinemas no meio da projeção e hoje estaríamos aqui falando de uma das piores adaptações do personagem, e provavelmente esse fracasso sepultaria qualquer chance de vermos heróis dos quadrinhos nos anos seguintes. Horrorizado com o que chamou de "assassinato do mito", Donner travou uma batalha feroz de bastidores contra os Salkind, batendo o pé e ameaçando abandonar a produção caso o roteiro não fosse inteiramente reescrito do zero. Para isso, ele exigiu a contratação do consultor Tom Mankiewicz que limparia toda a estética “camp” (visto no seriado Batman), que reestruturaria a história de forma que o público levasse a sério toda a trajetória do personagem

Para que o mercado aceitasse algo até então arriscadíssimo, os Salkind traçaram uma estratégia comercial muito interessante: utilizar um ator completamente desconhecido e anônimo para interpretar Superman, mas rechear cada núcleo e papeis secundários do filme com astros e veteranos de fama mundial, criando um verdadeiro portifólio de astros consagrados no cartaz. O primeiro grande alvo foi Marlon Brando, cuja escalação como Jor-El garantiu o selo imediato de respeitabilidade. Brando, era tido como maior ator de sua época. Ele, no entanto, não possuía o menor apego ao projeto e falava abertamente que para ele não passava de um ótimo cachê (Reeve chegou a dizer que ele só lhe dera um “oi”); em suas reuniões com Donner, chegando a sugerir de forma bizarra que a raça kryptoniana não deveria ter forma humana, propondo usar sua voz numa malha de luzes para não precisar aparecer fisicamente. Donner precisou de longas conversas e até certa adulação para convencê-lo do contrário. Para o papel de Lara, a mãe biológica do Superman em Krypton, a produção trouxe a atriz britânica Susannah York (Indicada ao Oscar por "A Noite dos Desesperados” -1970). Para o papel de Lex Luthor, convidaram Gene Hackman, que temia manchar sua reputação após ter conquistado o Oscar por Operação França, mas cedeu diante de um salário astronômico e da promessa de que seu vilão seria um gênio do crime refinado, arrogante e sarcástico. Para dar vida ao desastrado Otis, o assistente cômico de Luthor, os produtores escalaram Ned Beatty (“Amargo Pesadelo” e indicado ao Oscar por “Rede de Intrigas” - 1977), cujas trapalhadas equilibravam a frieza arrogante de Luthor. A namorada e assistente afetiva de Luthor, Miss Eve Teschmacher, foi feita por Valerie Perrine, cujo destino comovente deixei para o segundo filme.

Para interpretar Jonathan Kent, o pai adotivo que ensina a Clark os valores que revestiria sua personalidade, a produção trouxe Glenn Ford, veterano de clássicos do cinema anos 40 a 60. Ford entregou uma atuação contida e emocionante, cuja morte súbita serviu como o verdadeiro divisor de águas na maturidade do herói. Ao seu lado, como Martha Kent, estava a atriz Phyllis Thaxter, que trouxe uma doçura maternal a personagem. Na frenética redação do jornal Planeta Diário, o editor-chefe Perry White comandava Clark e Lois sob rajadas de broncas. Foi interpretado pelo ator e outrora astro mirim Jackie Cooper (da primeira versão de “O Campeão” -1931). Já o posto do jovem e entusiasmado fotógrafo Jimmy Olsen, sempre com a “câmera em prontidão”, foi feito por Marc McClure (Sexta-Feira Muito Louca). O ator participou dos 4 filmes da franquia, teve uma participação no seriado “Smallville” e no filme “Liga da Justiça”, versão Zack Snyder.

Foi no meio desse oceano de atores consagrados que a produção lançou o desconhecido Christopher Reeve (que vinha dos palcos do teatro de Nova York e havia sido expressamente desaconselhado a aceitar o papel por seu colega de cena, o ator Jeff Daniels, que temia que Reeve destruísse sua carreira promissora em um subproduto comercial). A escolha de Lois Lane foi resolvida após testes malsucedidos de atrizes famosas, abrindo espaço para Margot Kidder, que conquistou Donner ao ler suas linhas com uma energia caótica, elétrica e atrapalhada, perfeitamente adequada para a jornalista da cidade grande. O romantismo sutil e a química imediata que surgiu entre Reeve e Kidder tornou-se o motor humano do filme. Aquele brilho dos olhos de Lois, durante o voo romântico sobre Metropolis, cativou os espectadores; a química funcionara e se os atores não combinassem em cena, o filme teria sido apenas mais uma produção a tentar trazer o personagem às telas.

Christopher Reeve nos estúdios britânicos de Pinewood quase ultrapassou os limites do suportável, num verdadeiro calvário. Donner recusou o uso de animações (se lembram do antigo seriado do Superman do Kirk Alyn?) ou fundos pintados artificiais nas sequências de voo, o que obrigou Reeve a passar meses suspenso no ar para trazer veracidade aos movimentos. O ator passava de seis a sete horas diárias suspenso a mais de dez metros de altura, com o corpo inteiramente acoplado a uma pesada barra mecânica de aço moldada sob medida para sua silhueta por baixo do colante azul. Essa barra era controlada por um braço hidráulico que girava e inclinava o corpo do ator diante das imensas telas reflexivas do sistema chamado “Projeção Frontal Zoptic”. O esforço muscular exigido ao ator era devastador: para que o voo parecesse natural, ele não podia relaxar o tronco, sendo obrigado a manter as pernas esticadas, o abdômen tensionado e o pescoço erguido contra a força da gravidade enquanto imensos ventiladores industriais jogavam rajadas de vento em seu rosto. O peso da barra de metal pressionava suas costelas e quadris de tal forma que ele terminava as sessões de gravação com o corpo com hematomas e dores musculares intensas na coluna lombar. Reeve comentou em entrevista que o desgaste mental era severo, já que precisava atuar, sorrir e transmitir leveza enquanto seus músculos retraíam de exaustão e cãibras surgiam devido às horas que pareciam intermináveis imobilizado naquela armação de ferro.

Superman se mostrou mais que um filme de herói, foi um esforço conjunto desde a sua concepção, foi uma revolução técnica, uma mudança de paradigma, uma luta diária para entregar um produto de qualidade que não caísse no ridículo.  Os Estados Unidos vinham de feridas provocadas pela Guerra do Vietnã e pelo escândalo político de Watergate, numa severa crise de inflação e no crescimento dos índices de criminalidade urbana. Muitos alegam que o surgimento de um herói de comportamento honesto, que salvava um ônibus escolar ou emendava os trilhos de um trem em disparada afirmando estar ali "para defender a verdade, a justiça", funcionava como um bálsamo para um público ávido por integridade moral.

A forma de mostrar ingenuidade com tragédia atingiu seu ápice no clímax do filme, através do polêmico e inesquecível recurso da viagem no tempo. Superman ignora a advertência que Jor-El lhe dera de interferir na história humana. Movido por uma dor avassaladora e pela recusa em confrontar a perda de seu grande amor, ele rasga os céus com aquele semblante de dor, orbitando o planeta com uma velocidade tão absurda que força o planeta a girar ao contrário, invertendo a rota da Terra para retroceder o próprio tempo. A destacar a hilariante sequência em que o ator Larry Hagman (o Major Anthony Nelson da série “Jeannie é um Gênio” e o vilão J.R. de “Dallas”) surge numa rápida aparição como um oficial do exército que é seduzido por Miss Teschmacher para que Luthor possa desviar a rota dos comboios militares.


Indicado a 3 Oscars, Melhor Trilha Sonora Original (inesquecível e atemporal composta por John Williams); Montagem (Edição) e Melhor Som, o filme permanece como o maior exemplo clássico de como transpor a inocência dos quadrinhos para a tela grande com alma, dignidade e respeito. O início da franquia foi um marco que dividiu a história de Hollywood em antes e depois, pavimentando o caminho para franquias bilionárias que dominam os cinemas hoje.
Reeve alterando a postura, o tom de voz e os ombros caídos para diferenciar o herói do desajeitado Clark Kent, é uma aula de atuação que dita as regras do gênero até hoje

Trailer:



Curiosidades:

O filme foi um sucesso estrondoso de bilheteria e ajudou a recuperar as finanças da Warner Bros na época, tornando-se uma das maiores receitas da história do cinema até o fim dos anos 1970.

Marlon Brando recebeu o cachê astronômico de US$ 3,7 milhões de dólares por apenas 12 dias de trabalho nos estúdios da Inglaterra, o que correspondia a uma quantia absurda de dólares por segundo em tela. Brando também exigiu ler suas falas em cartazes espalhados pelo set, alegando que isso mantinha a sua interpretação mais espontânea.

O pai de Christopher Reeve era um professor de línguas. Quando o filho ligou entusiasmado para contar que havia ganho o papel principal em Superman, o pai comemorou orgulhoso achando que o ator havia sido contratado para a sofisticada peça de teatro literária “Man and Superman”, do dramaturgo George Bernard Shaw. Ao descobrir que era o herói de quadrinhos de capa e malha, o pai ficou profundamente decepcionado.

Os criadores originais do personagem nas histórias em quadrinhos, Jerry Siegel e Joe Shuster, não receberam créditos na apresentação original do filme em 1978 devido aos antigos contratos de cessão de direitos autorais assinados com a DC Comics na década de 1930.

O designer de produção John Barry utilizou toneladas de acrílico moldado para construir os imensos cenários das cavernas de cristais de Krypton e da Fortaleza da Solidão nos estúdios britânicos da Shepperton, recusando o uso de fundos pintados.

Os atores Kirk Alyn (o primeiro Superman dos seriados de cinema de 1948) e Noel Neill (a Lois Lane clássica dos anos 1950) fizeram uma aparição especial interpretando Sam e Ella Lane, os pais de Lois Lane na sequência em que a menina observa o jovem Clark Kent correr ao lado do trem.

Devido a complicações contratuais de direitos de distribuição internacional no mercado brasileiro de Home Video, o primeiro filme de 1978 demorou impressionantes dez anos para chegar oficialmente às locadoras nacionais em fita VHS pela Warner Home Video, fazendo com que o público brasileiro tivesse acesso oficial às sequências Superman III e IV muito antes do lançamento do filme original.

Para obter a musculatura necessária para interpretar o Superman de forma convincente, Christopher Reeve foi submetido a um regime de musculação supervisionado por David Prowse, o homem que interpretou Darth Vader na trilogia original de “Star Wars”. Embora inicialmente tenham se dado muito bem, Reeve demitiu Prowse depois que o fisiculturista deixou o país repentinamente por dez dias sem aviso ou explicação. Prowse também fez testes para Superman

A cena do helicóptero deveria ser filmada no topo do então prédio da Pan Am, até que um acidente real no heliporto matou vários passageiros e um pedestre devido à queda da pá de um helicóptero em 16 de maio de 1977

Grande parte da filmagem do que viria a ser Superman II: A Aventura Continua (1980) foi escrito e filmado simultaneamente com o original. Antes de as filmagens serem concluídas para a sequência, no entanto, Richard Donner foi demitido e substituído por Richard Lester, que refilmou a maioria das filmagens dirigidas por Donner

De acordo com Jeff East, que interpretou o jovem Clark Kent, durante a cena em que o jovem Clark pula na frente do trem, ele quase foi atingido por ele. No entanto, dublê Richard Hackman agarrou-o bem a tempo e East evitou se machucar.

Inicialmente, Gene Hackman se recusou a raspar o bigode para interpretar Lex Luthor. Nas primeiras folhas do filme, seu rosto aparece com um bigode. Antes Richard Donner e Hackman se encontrou cara a cara, Donner propôs a Hackman que, se ele raspasse o bigode, Donner também depilaria o dele, e Hackman concordou. Mais tarde, descobriu-se que Donner não tinha nenhum bigode. Ele usava um bigode falso que tirou no último momento. Percebendo que estava preso, Hackman riu de tanto rir e, a partir de então, ficou do lado de Donner durante toda a tumultuada produção

Em uma entrevista com o apresentador David Letterman, Reeve criticou Marlon Brando por sua atuação em Superman. Ele acusou a lenda da atuação de “não se importar” para sua atuação em Superman; de realmente não tentar nem se importar com a sua própria atuação. Em uma entrevista de março de 1982 na NBC Late Night with David Letterman (1982), descoberto pela Heat Vision, o falecido ator do Superman disse que ficou decepcionado com sua experiência com Brando, dizendo que o ator vencedor do Oscar que interpretou seu pai na tela, Jor-El, só estava nisso pelo dinheiro — e apareceu. “Não digo isso para ser cruel, mas não adoro no altar de Marlon Brando, porque sinto que ele saiu de uma certa forma”, disse Reeve a Letterman. “O que aconteceu é que a imprensa o amava, fosse ele bom, mau ou indiferente; que as pessoas simplesmente pensavam que ele era uma instituição, não importa o que ele fizesse, então ele não se importa mais.” Reeve disse, em sua opinião, que Brando poderia ter sido um grande farol para atores mais jovens, como ele, mas ele jogou a toalha. “Acho que seria triste ter 53 anos, ou o que quer que ele seja, e não dar a mínima, só isso”, disse Reeve a Letterman.

Marlon Brando processou a Salkind e a Warner Bros. em 50 milhões de dólares, porque ele se sentiu enganado com os consideráveis lucros de bilheteria do filme. Esta é a principal razão pela qual as imagens de Brando não aparecem em Superman II: A Aventura Continua (1980)

Na cena em que Brando coloca o bebê Kal-El na cápsula de fuga, ele estava realmente lendo suas falas na fralda do bebê. Ele disse ao diretor Richard Donner que a única maneira de manter sua performance atualizada, e não ensaiada demais, era gravar a primeira vez que ele leu as falas. Donner admitiu que foi melhor assim, como depois de Donner gritar 'Corta! ' a equipe aplaudiu o desempenho de Brando.

Foi de Marlon Brando a ideia de fazer com que Jor-El usasse o mesmo símbolo “S” em suas roupas que Kal-El usaria mais tarde como Superman.

Aaron Smolinski, que interpretou a criança Kal-El, mais tarde apareceria sem créditos em Superman III (1983) como um garotinho esperando do lado de fora de uma cabine fotográfica enquanto Clark Kent se transforma em Superman. Ele também atuou como oficial de comunicação em O Homem de Aço (2013).

Por sua interpretação de Clark Kent, Christopher Reeve baseou o desempenho em Cary Grant, o personagem em “Levada da Breca” (1938).

Jeff East, que interpretou Clark Kent quando adolescente, fez o teste para interpretá-lo quando adulto. Ele também fez o teste para o papel de Jimmy Olsen

Este foi o segundo filme de maior bilheteria de 1978, atrás de "Grease: Nos Tempos da Brilhantina" (1978)

Christopher Lee recusou o papel do general Zod porque tinha acabado de se mudar para Hollywood como exilado fiscal e não queria voltar para a Inglaterra para filmar. Ele acabou interpretando um vilão em outro filme de quadrinhos, “Capitão América II” (1979)

A Steven Spielberg foi oferecida a chance de dirigir este filme. Os produtores recusaram o salário que ele pediu. Eles decidiram ver como Tubarão (1975), que ele acabara de concluir, se sairia nas bilheterias. O filme foi um grande sucesso e Spielberg seguiu em outros projetos

A Paul Newman foi oferecida a opção de interpretar Superman, Lex Luthor ou Jor-El pelo valor de $4 milhões. Newman não estava interessado em nenhum dos papéis.

Em 1978, Christopher Reeve compareceu a um evento beneficente da Special Olympics na casa de Arnold Schwarzenegger para celebrar a estreia de Superman: O Filme. Curiosamente, Reeve chegou a receber (mas recusou) as propostas para protagonizar “O Sobrevivente” (1987) e “O Vingador do Futuro’ (1990), papéis que acabaram indo para Schwarzenegger. Anos mais tarde, o próprio Schwarzenegger entraria para o universo dos super-heróis ao interpretar o vilão Mr. Freeze no criticado “Batman & Robin” (1997).

Robert Redford, Clint Eastwood e James Caan todos foram convidados para o papel principal do filme. Todos os três recusaram: Redford queria muito dinheiro, Eastwood disse que estava muito ocupado e Caan disse: ”Mario Puzo escreveu um roteiro histérico

Christopher Reeve manteve um carinho pelo público brasileiro desde que esteve no Rio de Janeiro para promover a estreia de Superman – O Filme. Na época, o jovem ator demonstrou imensa sensibilidade social ao gastar horas de suas coletivas fazendo perguntas profundas aos jornalistas cariocas sobre o padrão de vida das favelas e as manifestações culturais dos sambistas locais.



Bastidores:








































Cartazes:
























Filmografias Parciais:

Christopher Reeve (1952–2004)






S.O.S. - Submarino Nuclear (1978); Superman – O Filme (1978); Em Algum Lugar do Passado (1980); Superman II (1980); Armadilha Mortal (1982); Monsenhor (1982); Superman III (1983); Um Triângulo Diferente (1984); O Aviador (1985); Anna Karenina (1985); O Aviador (1985); Armação Perigosa ou Malandros de Rua (1987); Superman IV: Em Busca da Paz (1987); Troca de Maridos (1988); Fugindo do Inferno 2: A História Verdadeira (1988); Guerra de Paixões (1990); Busca Desesperada (1981);  Sonhos Inacabados (1991); Segredos Mortais (1992); O Lobo do Mar (1993); Vestígios do Dia (1993); A Cidade dos Amaldiçoados (1995); Sem Suspeita (1995); Raposa Negra (1995); Raposa Negra 2 (19950; Raposa Negra 3 (1995); Janela Indiscreta (1998); Smallville (seriado - 2 episódios 2003–2004).

 

Margot Kidder (1948–2018)






Uma Certa Casa em Chicago (1969); Kinkad - O Caçador de Recompensas (1972); Irmãs Diabólicas (1973); Noite de Terror (1974); Quando as Águias se Encontram (1975); A Reencarnação de Peter Proud (1975); 92 Graus a Sombra (1975); Superman – O Filme (1978); Terror em Amityville (1979); Superman II (1980); Corações Íntimos (1981); Um Heróis Diferente (1982); Superman III (1983); Morte no Cinema (1984); Trama Fatal (1986); Perseguição Mortal (1986); Superman IV: Em Busca da Paz (1987); O Quase Poderoso Chefão (1989);  Uma Mulher de Coragem  (1994); Maverick (1994); A Desconhecida (1995); Berço Silencioso  (1997); Palhaço Assassino (1998); Forças Diabólicas (2000); Alguém na Escuridão (2000); Smallville (seriado - 2 episódios 2003–2004); Gritos do Além (2005); Halloween II (2009); Os X-Mercenários (2014); Amor em Quatro Patas (2019) 

 

Gene Hackman (1930-2025)






Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas (1967); Meu pai, um Estranho (1969); Operação França (1971); O Destino do Poseidon (1972); A Conversação (1974); Operação França II (1975); Um Lance no Escuro (1975); Superman: O Filme (1978); Superman II - A Aventura Continua (1980); Sob Fogo Cerrado (1983); De Volta Para o Inferno (1983); Superman IV: Em Busca da Paz (1987); Inimigo do Estado (1988), Entrega Mortal (1989); Mississipi em Chamas (1989); De Frente Para o Perigo (1990); Os Imperdoáveis (1992); A Firma (1993); Geronimo - Uma Lenda Americana (1993); Rápida e Mortal (1995); Maré Vermelha (1995); Medidas Extremas (1996); Poder Absoluto (1997); Os Excêntricos Tenenbaums (2001); Atrás das Linhas Inimigas (2001); O Júri (2003).

 

Marlon Brando (1924–2004)






Spirit of Youth (1941); Espíritos Indômitos (1950) (1950); Uma Rua Chamada Pecado (1951); Viva Zapata! (1952); Júlio César (1953); O Selvagem (1953); Sindicato de Ladrões (1954); Desirée, o Amor de Napoleão (1954); Eles e Elas (1955); Casa de Chá do Luar de Agosto (1956); Sayonara (1957); Os Deuses Vencidos (1958); A Face Oculta (1961); O Grande Motim (1962); Quando Irmãos se Defrontam (1963); Dois Farristas Irresistíveis (1964); Caçada Humana (1966); Sangue em Sonora (1966); A Condessa de Hong Kong (1967); Os Pecados de Todos Nós (1967); A Noite do Dia Seguinte (1969); Queimada! (1969); Os Que Chegam com a Noite (1971); O Poderoso Chefão (1972); Último Tango em Paris (1972);  Duelo de Gigantes (1976); Superman – O Filme (1978); Apocalypse Now (1979); A Fórmula (1980); Assassinato sob Custódia (1989); Um Novato na Máfia (1990); Cristóvão Colombo: A Aventura do Descobrimento (1992); Don Juan DeMarco (1994); A Ilha do Dr. Moreau (1996); O Bravo (1997); A Cartada Final (2001).

 

Glenn Ford (1916–2006)






Cupido Perigoso (1940); Náufragos (1941); Sacrifício de Pai (1942); Gilda (1946); Carmen (1948); O Czar Negro (1949); Escravos da Ambição (1949); Neve e Sangue (1950); Sangue Por Sangue (1953); Almas Selvagens (1953); Melodia Interrompida (1955); Sementes da Violência (1955), Galante e Sanguinário (1957); Não Caia n'Água, Marujo (1957);  Como Nasce um Bravo (1958); Uma Certa Casa de Chá em Kyoto (1961); Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse (1962); Papai Precisa Casar (1963); Paris Está em Chamas? (1966); 48 Horas para Morrer (1966); A Grande Cilada (1967); O Pistoleiro do Rio Vermelho (1967); A Irmandade do Sino (1970); Santee - O Caçador de Recompensas (1973); Superman: O Filme (1978); Virus (1980); Feliz Aniversário Para Mim (1981) 


Phyllis Thaxter (1919–2012)






Trinta Segundos Sobre Tóquio (1944), Mundo de Sombras (1945), Aqui Começa a Vida (1945), Mar Verde (1947), Vida à Larga (1947), Rua dos Sonhos (1948), O Signo de Aries (1948), Sangue na Lua (1948), Ato de Violência (1948), Casei-me com um Morto (1950), Redenção Sangrenta (1950), Domador de Motins (1951), O Homem de Bronze (1951), Degradação Humana (1951), O Professor e a Corista (1952), Renegado Heróico (1952), Um Segredo em Cada Sombra (1952), Mulheres Condenadas (1955), Alucinado pela Vingança (1957), O Mundo de Henry Orient (1964), 83 Horas de Desespero (1972), Superman: O Filme (1978)

 

Susannah York (1939–2011)






Freud - Além da Alma (1962);  As Aventuras de Tom Jones (1963); Caleidoscópio (1966); O Homem que Não Vendeu sua Alma (1966); A Noite dos Desesperados (1969); Fortaleza Proibida (1976); Superman: O Filme (1978); Reencarnação (1980); Superman II: A Aventura Continua (1980); Um Conto de Natal (1984); Querida Assassina (1987); Uma História de Amor (1988);  Visitors - Nas Profundezas do Medo (2003); O Justiceiro Mascarado (2008)


Jackie Cooper (1922–2011)






O Sonho que Viveu (1929), O Filho Adotivo (1931), O Campeão (1931), Sooky (1931), Quando Faz Falta um Amigo (1932), Divórcio na Família (1932), Da Broadway a Hollywood (1933), O Cabaré dos Turunas (1933), Um Homenzinho Valente (1933), A Ilha do Tesouro (1934), Mágoas de Criança (1934), Coração de Filho (1935), Devoção de Pai (1935), O Bom Inimigo (1936), O Diabo é um Poltrão (1936), O Garoto das Ruas (1937), Novos Horizontes (1938), Idade Perigosa (1938), O Pequeno Gangster (1938); A Casa do Jornaleiro (1938); A Vida Começa aos 14 (1939); O Traidor (1939); Loucuras da Mocidade (1940); A Volta de Frank James (1940); O Mundo é um Teatro (1941); Amor de Primavera (1941); A Volta do Garoto (1941); Cavalgada de Melodias (1942); Onde Estarão Nossos Filhos (1943); A Cegonha e o Papai (1947); Herói em Apuros (1947); Dois Marujos e um Pato (1961); A Máquina do Amor (1971); O Dia que a Terra Tremeu (1974); Superman: O Filme (1978); Superman II: A Aventura Continua (1980); Superman III (1983); Superman IV: Em Busca da Paz (1987); Ensina-me a Querer (1987),  A Repossuída (1990); Ed e sua Mãe Morta (1993); O Anjo da Guarda (2004); Atirador (2007); Jogos do Poder (2007); Voando para o Amor (2013) 

 

Ned Beatty (1937–2021)






Amargo Pesadelo (1972); Roy Bean - O Homem da Lei! (1972); A Execução do Soldado Slovik (1974); Nashville (1975); Todos os Homens do Presidente (1976); As Incríveis Peripécias do Ônibus Atômico (1976); Rede de Intrigas (1976); O Expresso de Chicago (1976); O Exorcista II: O Herege (1977); S.O.S. - Submarino Nuclear (1978); Superman: O Filme (1978); 1941: Uma Guerra Muito Louca (1979); Jim Jones: A Tragédia da Guyana (1980); O Espião Trapalhão (1980); Superman II: A Aventura Continua (1980); A Incrível Mulher que Encolheu (1981); O Brinquedo (1982); O Imbatível (1983); De Volta às Aulas (1986); Acerto de Contas (1986); Troca de Maridos (1988); Um Grito na Noite (1988); Álibi para um Suspeito (1989); Assassinato no Tenessee (1989); A Repossuída (1990); Capitão América (1990),; Ed e sua Mãe Morta (1993); O Anjo da Guarda (2004); Atirador (2007); Jogos do Poder (2007); Voando para o Amor (2013)

 

Marc McClure (1957)






Se Eu Fosse Minha Mãe (1976), Uma Vez uma Águia (1976), Amargo Regresso (1978), Febre de Juventude (1978), Superman: O Filme (1978), Carros Usados (1980), Superman II: A Aventura Continua (1980), Massacre Brutal (1981), Superman III (1983), Supergirl (1984), De Volta para o Futuro (1985). Superman IV: Em Busca da Paz (1987), As Amazonas na Lua (1987), O Céu se Enganou (1989), Depois da Meia-Noite (1989), De Volta para o Futuro: Parte II (1989), Noite de Histórias e de Terror (1990), De Volta para o Futuro: Parte III (1990), Psicose Mortal (1992), Sleepstalker - O Homem de Areia (1995), Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo (1995), The Wonders: O Sonho Não Acabou! (1996), Turbulência em Alto-Mar (1999), Catástrofe (2000), Python, a Cobra Assassina (2000), Desastre na Linha 7 (2000), Portal da Morte (2001), Veneno Mortal (2001). Superando Limites (2002), Sexta-Feira Muito Louca (2003), Coach Carter: Treino para a Vida (2005), Smallville: As Aventuras do Superboy (2001 - 1 episódio), Frost/Nixon (2008), Amigo Imaginário (2012), Liga da Justiça de Zack Snyder (2021)



Fontes:

Revista Starlog

Revista Starbust

Fantastic Films

Superman: The Big Book of Trivia!

L'Écran Fantastique

The Powers of Kal-El (1978)

Revista Set

Jornal O Globo

Jornal do Brasil

Correio Brasiliense

Revista Manchete