sábado, 10 de setembro de 2016

DEIXA ELA ENTRAR / LÅT DEN RÄTTE KOMMA IN / LET THE RIGHT ONE IN (2008) - SUÉCIA





UM CONTO VAMPIRESCO SUECO

Deixa Ela Entrar é uma produção sueca de 2008 que aborda o relacionamento de um garoto de 12 anos, Oskar (Kåre Hedebrant) que é perseguido na escola e Eli (Lina Leandersson), uma recém chegada ao prédio onde mora o menino. A dupla passa a encontrar-se à noite e travam uma amizade que culmina em um forte romance. Eli revela-se uma criatura que necessita de sangue para sobreviver, nem que tenha que matar para tal. Oskar passa a ter um dilema: se afastar da única pessoa a qual se identifica ou aceitar essa condição em seu recente amor.




Excelente filme de vampiro, ambientado no início dos anos 80, cujo título faz parte de uma das crendices a respeito de vampiros: eles só podem entrar em sua casa se forem convidados, caso contrário podem até morrer. Fez tanto sucesso que foi refilmado em 2010, numa produção anglo-americana (de igual sucesso) que mais parece um papel carbono desta. O diretor Tomas Alfredson (de O Espião Que Sabia Demais - 2011) deu uma excelente condução ao tema com  um suspense muito bem elaborado, na qual o grande mote da trama é saber como terminará esta história de amor (nem tanto) improvável . O filme tem outras qualidades como uma ótima fotografia, uma boa explicação, de modo sutil, de  como Eli viveu estes anos todos, além do mistério a cerca de seu tutor, Håkan (Per Ragnar), que cuida e preserva Eli de qualquer ameaça, porém sem muita eficiência em evitar a aproximação do casal. 



Filmes de vampiros podem ser inventivos e triviais, esta aqui fica ao lado de produções como “A Hora do Espanto” (o original) e “30 dias de Noite 1”, por exemplo. Uma história contada com uma certa dose de violência, misturando bullying escolar, primeiro amor e a ingenuidade de pré-adolescente. O enredo é convidativo à simpatia do espectador pela dupla, mesmo que por mais absurda que seja a maneira com a qual a “jovem” vampira tenha que se manter viva.




Temos ótimas cenas, como a do hospital e de Oskar contra seus algozes na piscina. A mulher atacada que fica internada no hospital e de Håkan com Eli quando as coisas se complicam.



Eli  é protetora e protegida, funcionando como o instrumento de vingança de Oskar. Ainda que o garoto não aprove a ideia, há uma parte sua que não desaprova. E essa dualidade de sentimentos é dos pontos centrais da história e foi explorada com sensibilidade durante sua projeção.  Eli é uma vampira que parece uma eterna criança, bem diferente da vampira criança de Kirsten Dunst , em “Entrevista Com o Vampiro” (1994).




Deixa Ela Entrar pode ser visto mais como um conto vampiresco. Lembra, de certa forma, aqueles contos de terror em quadrinhos da saudosa revista Kripta, da Editora RGE, que teve uma legião de admiradores e que teve alguns volumes relançados  pela Editora Mythos , mas, na verdade, deriva de um livro chamado “Låt Den Rätte Komma In” do escritor sueco  John Ajvide Lindqvist que também assinou o roteiro.

 

Trailer :

 





Curiosidades:

A refilmagem americana chamou-se “Deixe-me Entrar” (2010)

O filme consta no livro "1001 Filmes para ver Antes de Morrer".  

Vários truques foram usados ​​para criar os efeitos sonoros certos para algumas das cenas mais sangrentas. Morder salsichas era usado para replicar morder pele e carne, e beber iogurte era usado para soar como beber sangue. O som dos piscadelas das crianças era feito pela fricção das cascas das uvas em um movimento quase "piscante".

O filme se passa em 1982.

Eleito filme do ano pela revista Empire (primeira vez que um filme de língua estrangeira liderou a lista desde Cidade de Deus (2002), em 2003)

Embora o filme se passe em Blackeberg, um subúrbio de Estocolmo, a fotografia principal do filme foi filmada em Luleå, no norte da Suécia, para garantir neve e frio suficientes.

O título do filme (assim como o romance em que foi baseado) refere-se ao fato de que, de acordo com o mito, os vampiros devem ser convidados antes de poderem entrar na casa de alguém (isso é mostrado no filme quando Eli pede a Oskar para convidá-la para entrar em seu apartamento). O título traduzido para o inglês do livro e do filme, "Let The Right One In", foi retirado da letra da canção "Let the Right One Slip In", de Morrissey.




terça-feira, 6 de setembro de 2016

CAFÉ SOCIETY / ( CAFÉ SOCIETY) - 2016 - ESTADOS UNIDOS

 



UM BRINDE AOS ANOS DE OURO DE HOLLYWOOD


Nos idos dos anos 30 Bobby Dorfman (Jesse Eisenberg) resolve mudar-se para Hollywood para trabalhar na indústria  cinematográfica. A pessoa a lhe ajudar é seu tio Phil Stern (Steve Carell), um dos agentes mais importantes e requisitados do meio. Phill lhe consegue emprego e Bobby se apaixona  pela jovem secretária Vonnie, porém esta alega ter namorado, mas começa a observar algo naquele tímido e carismático rapaz. Com o passar dos meses Bobby aprende tudo sobre o show business e como se relacionar no meio artístico. 
Diante da incapacidade de Vonnie decidir quem ela realmente ama, Bobby  volta para Nova York e abre o Café Society, um nightclub que passa a receber a nata da sociedade local. Ali se torna um influente empresário que estende sua influência por vários segmentos da sociedade. Até que um dia ....


Escrito e Dirigido por Woody Allen, a comédia dramática Café Society abriu o 69º festival de Cannes. Allen, desde sua estreia como diretor no filme "O que Há, Tigresa?" (1966) vem, a partir de 1971, fazendo quase que pelo menos um filme por ano. Ou seja: o diretor mantém-se ativo há 50 anos com grandes filmes que alcançaram sucesso de crítica e público e o colocaram no Hall dos cineastas mais famosos de Hollywood. Foi indicado pela academia nada menos que 23 vezes e ganhou quatro Oscars (é o recordista e indicações como roteirista: 16). Café Society pode lhe dar outra indicação (não necessariamente na direção), ainda mais por sua parceria como o diretor de fotografia Vittorio Storaro, vencedor de 3 Oscars na carreira : “Apocalypse Now” (1979); “Reds” (1981) e “O Último Imperador” (1987) que agregou e muito à obra, com uma ótima fotografia com bela iluminação.



A produção é ambientada nos anos 30, numa Hollywood repleta de estrelas que Phill, volta e meia, cita entre mentiras e verdades sobre agenciamentos de estrelas em diversas produções. O espectador mais antigo escutará nomes famosos como Errol Flyn, Joan Crawford, Ginger Rogers, Fred Astaire, Wyllie Wyler, Robert Taylor e outros grandes personagens dessa época do cinema que tanto fascinam até hoje gerações. Mas Café Society centra  corretamente, em outro aspecto: laços afetivos e familiares. O fio condutor é Bobby que tem uma família cujos pais são pessoas engraçadas; um irmão gangster que resolve as coisas na base do intimidação ou desaparecimento sumário de seus desafetos; a irmã casada com um homem boa praça, mas de pouca atitude e seu principal elo na história: seu tio Phill (Steve Carell) ótimo.



Allen investiu para os papéis principais em duas estrelas em ascensão: Kristen Stewart (da elogiada e criticada Saga "Crepúsculo") e Jesse Eisenberg ("A Rede Social" e "Batman vs Superman - A Origem da Justiça"). E conseguiu acertar novamente. A dupla é talentosa e consegue transmitir uma química bem interessante, que faz o filme funcionar no quesito romance. Utilizando alguns atores em papéis secundários, mas não menos importantes, teve o respaldo necessário destes, mais experientes, para descentralizar a história e contar um pouquinho da faceta de cada um.




A grande pergunta é: Café Society, que vem fazendo um bom número de audiências nas salas cariocas, justifica toda essa fama? Essa é uma boa pergunta. Temos que entender que é um filme passado nos anos 30, com música Jazz e trata, no fim das contas, de relacionamentos. Se a temática lhe agrada e vc curte um filme mais voltado para produções cult, esse pode ser um passatempo muito interessante, mesmo porque Allen escreveu uma ótima história (que para mim foi o grande destaque deste filme), apesar de não ter gostado muito do modo como o finalizou, mas, no cômputo geral, é sem dúvida um grande trabalho. O diretor continua fazendo ótimos filmes e não perdeu, como se costuma dizer, a mão. Seu modo único de direção é um deleite para os seus admiradores. E Café Society justifica toda esse entusiasmo.

 
Café Society pode ser considerado um ótimo filme. Não é a obra definitiva de Allen, mas é uma boa oportunidade de ir ao cinema para ver ou conhecer um cineasta que sempre teve um modo peculiar de contar uma história. Se o filme lhe agradar, vale a pena buscar outras obras do diretor e aproveitar o que o bom cinema pode proporcionar.


Trailer



Curiosidades:
Steve Carell já foi indicado ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante por "Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo" (2014).

Jesse Eisenberg foi indicado ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante por "A Rede Social" (2010).

Steve Carell fez a voz de Gru em "Meu Malvado Favorito".

A narração do filme é do próprio Woody Allen


Woody Allen Oscars:
Escritor:
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977);
Meia-Noite em Paris (2011)

Diretor:
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977);
Hannah e Suas Irmãs (1986)


Filmografia Parcial:

Jesse Eisenberg
A Vila (2004); Amaldiçoados (2005); A Caçada (2007); Zumbilândia (2009); A Rede Social (2010); Truque de Mestre (2013); Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016); Café Society (2016); Truque de Mestre: O 2º Ato (2016); Liga da Justiça (2017).

Kristen Stewart
O Quarto do Pânico (2002); Garganta do Diabo (2003); O Silêncio de Melinda (2004); Contra Corrente (2004); Na Natureza Selvagem (2007); Fora de Controle (2008); Jumper (2008); Crepúsculo (2008); A Saga Crepúsculo: Lua Nova (2009);The Runaways - Garotas do Rock (2010); A Saga Crepúsculo: Eclipse (2010); A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 (2011); Branca de Neve e o Caçador (2012); Acima das Nuvens (2014); Para Sempre Alice (2014);  A Longa Caminhada de Billy Lynn (2016), Café Society (2016); 
As Panteras (2019); Ameaça Profunda (2020).

Steve Carell
Todo Poderoso (2003); O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (2004); A Feiticeira (2005);O Virgem de 40 Anos (2005); Pequena Miss Sunshine (2006); A Volta do Todo Poderoso (2007); Um Jantar para Idiotas (2010); Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (2012); Um Divã para Dois (2012); Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (2014); Grande Aposta (2015); Café Society (2016).

Blake Lively
Elvis & Anabelle: O Despertar de um Amor (2007); Nova York, Eu Te Amo (2008); Lanterna Verde (2011); A Incrível História de Adaline (2015); Café Society (2016); Águas Rasas (2016).


 Corey Stoll
Xeque-Mate (2006); Número 23 (2007); Salt (2010); Meia-Noite em Paris (2011); O Legado Bourne (2012); Sem Escalas (2014); Homem-Formiga (2015);
Café Society (2016).

Woody Allen (como diretor): 
O que Há, Tigresa? (1966); Um Assaltante Bem Trapalhão (1969); Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo E Tinha Medo de Perguntar (1972); Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977); Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão (1982); Zelig (1983); Broadway Danny Rose (1984); A Rosa Púrpura do Cairo (1985); Hannah e Suas Irmãs (1986); A Era do Rádio (1987); Contos de Nova York (1989); Simplesmente Alice (1990); Neblina e Sombras (1991); Tiros na Broadway (1994); Poderosa Afrodite (1995); Todos Dizem Eu Te Amo (1996); Desconstruindo Harry (1997); Ponto Final: Match Point (2005); Meia-Noite em Paris (2011); Blue Jasmine (2013); Café Society (2016).

domingo, 4 de setembro de 2016

ÁGUAS RASAS / THE SHALLOWS (2016) - ESTADOS UNIDOS

 

PRAIA PARADISÍACA, SURF E TUBARÃO BRANCO

Nancy curte ferias no México e resolve dirigir-se a uma praia isolada que, como o homem que lhe dá carona comenta é “um verdadeiro paraíso” para a prática do surfe. Sua amiga de viagem arruma um encontro e prefere dar o bolo em Nancy. O paraíso dos surfistas é uma linda praia de mar aberto, boas ondas,  águas verdes e cristalinas. Apenas dois rapazes encontram-se no local, desfrutando a beleza de uma natureza quase intocável. Advertida por eles de que está escurecendo, a jovem prefere aproveitar cada momento ficando para trás. Os jovens se foram, um enorme tubarão branco surgiu e a atacou. Nancy consegue refúgio numa pequena pedra, mas um enorme sangramento na perna e a hipotermia da noite gelada serão seus desafios. Além de uma maré que tende a subir em certos dias.


Produção americana, filmada na Austrália, Águas Rasas ("Shallows", no original) é um filme do diretor espanhol Jaume Collet-Serra, que tem em seu currículo bons filmes como: "A Casa de Cera" (2005); "A Órfã" (2009); "Desconhecido" (2011) e "Sem Escalas" (2014). Suspense e ação o diretor já mostrou que sabe fazer. Águas Rasas é uma nova empreitada: agora é filme de sobrevivência. Mulher contra a natureza e contra um enorme e furioso tubarão branco. Existem muitas qualidades nesta produção e alguns  "senões" que devem ser esmiuçados. Comecemos pelas qualidades.



Não é fácil fazer um filme de tubarão com apenas uma personagem em cena, durante grande parte da projeção, em uma hora e meia,  com a proposta de prender o espectador na poltrona. Um orçamento de 17 milhões não paga o salário de Leonardo Di Caprio, que recebeu 25 milhões de dólares pelo filme "O Lobo de Wall Street". Então a ordem é: criatividade e eficácia.


Sem dúvida eficácia teve e muito, a começar pela  esplêndida fotografia de Flavio Martínez Labiano, que já fez parceria com o diretor nos filmes de 2011 e 2014, citados acima. Flavio nos brinda como belas tomadas, algumas vistas de cima, outras panorâmicas, da bela praia com suas águas esmeraldas e seus corais no fundo (que ficam ótimas numa tela de cinema). Tudo regado a um lindo sol e uma escuridão apropriada, que impede o espectador de forçar os olhos para localizar a protagonista. 


A escolha de Blake Lively vista recentemente no filme "Café Society" (em cartaz), do diretor Woody Allen, foi um acerto. A atriz saiu-se muito bem e mostra que, futuramente, pode sustentar filmes de ação.  O tubarão foi muito bem criado e consegue passar aquele ar de autenticidade pouco comum em produções do gênero. Algumas tomadas de cima, mostram a criatura passeando rente à água com um tamanho assustador.


Agora o elo fraco do filme: produções do gênero costumam exagerar em alguns pontos e exemplos não faltam: tubarão de rio, tubarões pré-históricos, tubarões geneticamente modificados, inteligentes e até tubarões caindo do céu (como "Sharknado"). Para dar um ar de suspense e alguns sustos, optou-se por um tubarão que cria uma verdadeira fixação pela personagem. Muitos poderão dizer que o sangue escorrendo de Nancy manteria a criatura no local, mas já, no início, há algo pouco comum: após atacar e matar uma baleia, o Grande (e coloca grande nisso!) Tubarão Branco continua a atacar qualquer um que adentre em seu  domínio momentâneo, ignorando o alimento que acabara de obter. Ok, ligando o botão da supressão voluntária da descrença, podemos aceitar que o tubarão (por um motivo que o espectador descobrirá perto do final) ataca furiosamente tudo que vê. É ela contra o tubarão. E posso dizer que gostei da solução dada ao filme. Criativa e inteligenteO tamanho da criatura é algo a ser citado: realmente é muito grande. Intencionalmente o diretor e equipe de efeitos fizeram um animal fora das proporções normais, que parece possuir mais de 12 metros (o tamanho original de um Tubarão Branco encontra-se abaixo em “Curiosidades”)
 

Águas Rasas é um filme acima da média nas produções do gênero e uma grata surpresa. Não por acaso, o filme já alcançou 54 milhões nos EUA (conforme IMDB), colhendo boas críticas estrangeiras (apesar de não sei porque me lembrar os filmes “Morte Súbita” - aquele do crocodilo gigante - e “127 Horas”). Infelizmente não esquentou a cadeira no circuito cinematográfico brasileiro, que acaba tendo que abrir espaço para outras produções nem sempre do mesmo nível. Espero que consiga fazer relativo sucesso no mercado de vídeo ou na TV a Cabo, visto que é uma produção caprichada, com bons (e poucos) atores e que mantém atenção até o fim. Além de ter uma gaivota simpática (ponto de escape da tensão), que  divide com Nancy um pedaço de pedra contra o ataque de um Carcharodon Carcharias (nome científico) que não se intimida como nada.

Trailers legendados:

Trailer 1:



 Trailer 2:



Curiosidades:
O comprimento de um Tubarão Branco é descrito entre 5 a 7 metros. Em 1870, no sul da Austrália, houve a alegação da captura (contestada) de um espécime de 11 metros. (Wikipedia)

O maior tubarão é o Tubarão-baleia (Rhincodon typus) com 20 metros; o segundo é o Tubarão-peregrino (Cetorhinus maximus) que alcança em torno de 9 metros; o terceiro é o Tubarão-branco (Carcharodon carcharias) com 7,92 m; o quarto Cação-raposa (Alopias vulpinus) com 7,60m e o quinto o Tubarão-tigre (Galeocerdo cuvieri) com 7,50 metros (fonte: site Discovery Brasil).

O apelido de Nancy para a gaivota é Steven Seagull, que é, claro, um trocadilho com o ator Steven Seagal.

As externas foram filmadas na ilha de Lord Howe, New South Wales e Mount Tamborine, Queensland, ambas na Austrália.

Blake Lively estava grávida de seu segundo filho durante as filmagens.

Blake Lively só tinha um dublê para as cenas de surf, pois não podia surfar profissionalmente, "Tudo o que fiz foi remar", ela lembrou, seu dublê de surf foi a surfista australiana profissional de 19 anos Isabella Nichols, ela ensinou Blake a remar corretamente , como encerar uma prancha e colocar uma corda nas pernas e barbatanas para torná-la autêntica.

Blake Lively foi parcialmente inspirada pelo trabalho de seu marido Ryan Reynolds no filme igualmente minimalista Enterrado Vivo (2010), afirmando que "essa foi uma das razões pelas quais eu queria tanto participar desse filme, porque sei o quão difícil foi para ele e como foi gratificante."

O caranguejo que Nancy esmaga enquanto está em sua rocha é CGI, embora o caranguejo esmagado que ela tenta comer seja real. As reações de desgosto de Blake Lively são genuínas, pois o diretor Jaume Collet-Serra afirma que "não temos permissão para machucar nenhum animal, então não havia caranguejos vivos, mas enviamos nosso departamento de arte pela manhã para encontrar caranguejos que morreram naturalmente nas praias, então há algumas delas lá."

Jaume Collet-Serra juntou-se ao departamento de arte para o design do tubarão. "Cheguei à conclusão de que o tubarão tinha que ser fêmea", diz o diretor. "As fêmeas são um pouco maiores e têm grandes cicatrizes do acasalamento. Visualmente são mais assustadoras, pois são mais protetoras." Criar o tubarão geralmente levou milhares de horas de pesquisa, então a equipe de filmagem assistiu a cada episódio da Shark Week para ter a ideia de criar o tubarão ele acrescentou ainda "ela é um tubarão fêmea, sabemos exatamente o quanto ela pesa. Cada cicatriz que ela tem uma história por trás disso. É realmente um trabalho incrível de arte e pesquisa".

O filme originalmente seria filmado na Costa do Golfo do Texas, perto de Galveston, mas os cineastas não tiveram permissão para filmar por razões de segurança.

Blake Lively revelou em entrevista que tem pavor de tubarões na vida real e que nunca viu Tubarão (1975).

O tubarão digital foi feito principalmente por uma empresa sueca especializada em tubarões digitais chamada Important Looking Pirates (ILP).

A dublagem mexicana muda a localização da praia para o Brasil, e os personagens estrangeiros falam português em vez de espanhol.

Blake Lively acidentalmente bateu o rosto na bóia, o que fez com que ela ficasse com o nariz escorrendo enquanto filmava o final climático. A lesão vista no filme e a reação de Lively a ela são reais. O golpe no rosto e o nariz sangrando chegaram ao corte final do filme, que pode ser visto durante o clímax final.

O nome da praia nunca é revelado. Pode ter sido Isla de tiburón (ilha do tubarão).


Trilha Sonora
El Lado Más Bestia de la Vida (Walk On The Wild Side)  - Albert Pla
Trouble - Neon Jungle
Bird Set Free - Sia



Bird Set Free  - Sia (Fã Video)





Filmografia Parcial:
Blake Lively









Elvis & Anabelle: O Despertar de um Amor (2007); Nova York, Eu Te Amo (2008); Lanterna Verde (2011); A Incrível História de Adaline (2015); Café Society (2016); Águas Rasas (2016); Por Trás dos Seus Olhos (2016); Um Pequeno Favor (2018); O Ritmo da Vingança (2020)

Óscar Jaenada









Novembro (2003); Che 2: A Guerrilha (2008);Os Limites do Controle (2009);Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011); Fuga Implacável (2012); Cantinflas: A Magia da Comédia (2014); Águas Rasas (2016); Escobar: A Traição (2017); Oro (2017); O Homem que Matou Dom Quixote (2018); Rambo: Até o Fim (2019); Xtremo (2021); Luis Miguel: A Série (seriado 2018-2021); Awareness (2022)

Brett Cullen









Escola de Aeromoças (1986);  O Último Duelo (1991); Diário de um Crime (1991); Wyatt Earp (1994); Apollo 13 - Do Desastre ao Triunfo (1995); As Oito Condenadas (2000); Virando o Jogo (2000); Segurança Nacional (2003); A Gangue está em Campo (2006); Motoqueiro Fantasma (2007); Sem Medo de Morrer (2007); The Runaways: Garotas do Rock (2010); Código de honra (2011); Além da Escuridão (2011); Amanhecer Violento (2012); 42: A História de uma Lenda (2013); Águas Rasas (2016); Narcos (seriado 2016 -2017); Coringa (2019); Lista Negra (seriado 2019-2021); Lakers: Hora de Vencer  (seriado 2022)