Direção: Roberto Pires.
Elenco: Conceição Senna, Roberto Pires, Sante Scaldaferri, Renato Coutinho, Neusa Rocha, Lazzo Matumbi.
Em um futuro indeterminado, a superfície da Terra encontra-se totalmente devastada e contaminada pela radiação devido aos excessos da exploração atômica. O que resta da humanidade vive confinada no subsolo em um gigantesco e complexo abrigo artificial comandado com punho de ferro pela implacável e autoritária Comandante Acor (Conceição Senna). Nessa sociedade altamente controlada, o acesso à história do planeta é censurado para evitar rebeliões. A tensão ganha força quando um grupo de cientistas e técnicos rebeldes, liderados pelo operador Lox (Roberto Pires), começa a contestar as diretrizes oficiais sobre o armazenamento de resíduos radioativos nas profundezas. Eles suspeitam de que a vida na superfície já está se regenerando e iniciam uma perigosa busca por provas ocultas, desafiando a segurança do abrigo para tentar restabelecer o contato com o mundo exterior.
Curiosidades:
O filme destacou-se por ser uma das primeiras produções de ficção científica do cinema nacional com um forte viés ecológico e antinuclear. O diretor Roberto Pires escreveu e realizou a obra como um alerta direto aos projetos nucleares que estavam sendo desenvolvidos no Brasil durante o final da década de 1970, como a construção das usinas de Angra dos Reis.
Diante da escassez de recursos financeiros crônica da época, o diretor Roberto Pires utilizou toda a sua engenhosidade técnica para criar os cenários futuristas. Ele desenhou e construiu maquetes detalhadas, utilizou sucatas eletrônicas descartadas para montar os painéis de controle do abrigo e inventou lentes de efeitos ópticos manuais para dar grandiosidade ao filme.
Além de assinar o roteiro, a direção e os efeitos especiais da fita, Roberto Pires assumiu o papel do protagonista Lox. Sua atuação transmitiu o cansaço e a determinação do operário que decide arriscar a própria segurança em nome da verdade científica.
Embora a narrativa se passe inteiramente dentro de uma base tecnológica claustrofóbica, a maior parte das cenas internas foi rodada em Salvador e no interior da Bahia, aproveitando a arquitetura moderna de concreto bruto de prédios públicos e instalações industriais da Petrobras para simular o ambiente subterrâneo.
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