Uma misteriosa tempestade se
aproxima no céu suíço e sua origem é um mistério. Os noticiários informam que os
especialistas acreditam que as consequências serão devastadoras no país
inteiro. O Estado de Emergência é decretado e os habitantes notificados a
permanecerem em suas casas. Logo o caos se instala, com saques e tentativas de
deixar o país enquanto é possível. Dentro desse contexto, acompanharemos a vida
de alguns personagens e como eles lidarão frente a eminente catástrofe.
O Último Dia é uma produção suíço-alemã
de 2015 cujo título original, "Heimatland", significa “Pátria” e que foi
distribuído internacionalmente como "Wonderland", que se revela um título até
adequado pela proposta do filme. Apesar da interessante premissa descrita no
parágrafo anterior, é bem verdade que o que mais chama atenção é o número de
diretores a frente dessa produção: dez no total, que se dispuseram a contar
uma estória que, para muitos, ficou muito fragmentada e pouco interessante, mas
para os nativos suíços e países fronteiriços mostrou-se um filme com uma perspectiva
interessante.
A proposta desses dez diretores
(Lisa Blatter / Gregor Frei / Benny Jaberg /Carmen Jaquier / Jonas Meier /
Tobias Nölle / Lionel Rupp / Mike Scheiwiller / Jan Gassmann / Michael
Krummenacher) foi retratar um painel social (de sua Heimatland – Pátria) naquele
momento. O país visto por outras nações como “Wonderland” (“País das Maravilhas”)
pode não corroborar o famoso ditado “a grama do vizinho é sempre mais verde”
nos revelando que, como toda sociedade, em nosso mundo globalizado dos tempos
atuais, há problemas em seu cerne e será através da visão de seus pares que
poderemos perceber como essa sociedade se comporta: uns celebrarão, outros fugirão,
outros tantos serão tomados de arrependimentos ...
Temos um casal em crise; um
taxista e um rico e arrogante passageiro; um gerente de supermercado
que expõe o seu verdadeiro eu diante da escassez de produtos dentro de seu
estabelecimento; uma policial que carrega culpa por um ato em seu passado; a
idosa que mora sozinha, os executivos de uma seguradora preocupados com os
montantes a serem ressarcidos numa eventual tragédia; os torcedores indo para o
jogo; um agitador fascista que rapidamente arregimenta seguidores com sua
falácia sem conteúdo; dois jovens que resolvem se armar e proteger a parte do
bairro em que vivem, cidadãos sendo rejeitados nas fronteiras do país pela União
Europeia; uma festa hedonista sem preocupações com o que se seguirá... Visto
dessa forma, parece um filme bem interessante, mas esse projeto coletivo de uma
reflexão sincera sobre a sociedade que os cerca, tenta expor várias estórias fracionadas
que não se entrelaçam e que terminam abruptamente ou de forma inconclusiva. A
ideia dos realizadores do projeto, Jan Gassmann e Michael Krummenacher, foi
fazer uma “mea culpa”, mostrando que o famoso país visto como tranquilo e
neutro possui seus problemas: as atitudes contra os imigrantes (a policial); o
discurso de ódio que cresce no país (o nacionalismo usado como arma), a
disparidade social (o taxista e o empresário), aqueles que não se importam com
as coisas ao seu redor (os festeiros), o impedimento da emigração em massa pela
União Europeia (o país não faz parte do bloco e não demostra interesse em
pertencer até os dias atuais). A falta, porém, de uma estória central ou um
entrelaçamento tornam o filme mais complicado de ser assistido, não sendo necessariamente
ruim se você gosta de críticas sociais e não se incomoda com o ritmo lento que
certas produções europeias carregam.
O Último Dia é um filme mais
indicado aqueles que gostam de buscar produções que dificilmente chegarão em
nosso circuito comercial. Fala sobre um país que, na visão pessoal de seus
realizadores, perdeu completamente a sua identidade e expõe as consequências de seu
isolamento político e social (a tempestade nunca nos é mostrada). Parece mais
voltado aos europeus do que aos demais públicos, mas o tema é universal. Se a ideia era trazer aos suíços
uma reflexão sobre a sociedade em que vivem pode ter alcançado algum êxito, mas
uma narrativa mais coesa lograria maior sucesso.
Trailer:
Curiosidades:
O filme encontra-se no catálogo da Amazon Prime (datado de 2017) e costuma ser exibido no Eurochannel
Lançado internacionalmente em 2016, nos Estados Unidos em 2017 e na Polônia e Tawain em 2021
Premiações:
* Max Ophüls Festival 2016
Prêmio: Best Socially Relevant Film (Melhor Filme Socialmente Relevante)
Um andarilho caminha em uma paisagem
rural em tempo e local não determinado. Esse homem chega a uma estação de trem e paga por
uma passagem, embarcando em uma pequena locomotiva de carga que conduzirá
apenas ele a um local. No meio do longo caminho, a locomotiva para e o
andarilho constata que o idoso maquinista sofrera possivelmente um mal súbito vindo
a óbito, mas ele consegue levar o veículo até a próxima estação. Os que ali
estão o retém, temporariamente, até a vinda da polícia que resolve prendê-lo,
mas a chegada de um pequeno grupo armado, que parecia aguardá-lo, impede sua prisão sendo conduzido para
uma fazenda em troca de trabalho.
Na fazenda, o andarilho
percebe que os trabalhadores são tratados de forma brutal pelos fazendeiros,
assim como também percebe ao longo dos dias atividades ilegais e criminosas. Quando a
única mulher do local (Orsolya Torok-Illyes) lhe deixa um bilhete informando
que esses homens não são os donos reais da propriedade, ele decide fugir, mas é
recapturado. Sua única chance de liberdade será confrontar os invasores fortemente
armados.
Um prólogo nos apresenta a realidade
em que vivem esses personagens: gangues de criminosos se espalharam pela Hungria,
invadindo fazendas e trazendo de volta a escravidão às suas planícies. O que
conseguimos descobrir é que o misterioso itinerante é Francis (Isaach De
Bankole), um atacante da Costa do Marfim que se colocou em fuga após
aceitar subornos e manipular partidas, mas terminou por parar em uma cidade
remota onde uma gangue mantém pessoas em trabalhos análogos à escravidão, liderados
por Cisco (Razvan Vasilescu).
Essa curiosa co-produção
húngara-eslovaca agrega adereços que o aproximam de filmes como “Os Brutos
Também Amam - Shane” e “Cavaleiro Solitário”, em um outro contexto, além do
filme “12 Anos de Escravidão”. Dividido em atos que se unem por fade in / fade out e
elementos pictóricos que ensejam apresentar ao espectador o que se seguirá, Miragem
(tradução correta para Délibáb) é um filme que embora apresente uma narrativa
linear parece desconexo, evasivo em alguns pontos, dando a impressão que algo
se perdeu na mesa de montagem. O diretor Szabolcs Hajdu não facilita muito para
os espectadores que tentam adivinhar o que exatamente está acontecendo, deixando-os
a preencher as lacunas da estória. O diálogo é esparso, com longos momentos de
silêncio amplificados pela paisagem desértica, assim como o andamento do filme,
que foge de uma narrativa ágil, deixando a tradicional ação para o último ato,
o que faz com que este faroeste contemporâneo húngaro se aproxime mais de
festivais do que o circuito comercial. Apesar de ter uma bela fotografia de András
Nagy (de “Post Mortem - Fotos do Além” - 2020) e uma trilha sonora bem
interessante a cargo do percussionista americano de jazz Billy Martin não é suficiente
para se tornar uma grande produção, mas de certa maneira atrai o espectador a
continuar a acompanhar a estória (roteirizada por Jim Stark, um conhecido produtor do cineasta Jim Jarmusch, em conjunto com outros dois autores) até o seu final.
Quanto ao elenco, Isaach De
Bankole, também produtor executivo deste filme, é o grande nome da produção. O
ator costa-marfinense, é conhecido por filmes como “A Chave Mestra”, “007
Cassino Royale” e “Uma Noite Sobre a Terra. Seu personagem, o enigmático
forasteiro que chega no local errado e na hora errada, se tornando um sopro de
esperança para os que ali estão cativos, mas que não deseja se envolver, é um
típico personagem dos faroestes (mais próximo dos italianos) e como tal terá
sua contribuição neste contexto. O filme, dentre muitas situações não esclarecidas,
nos deixa a percepção de que a fazenda seria um local de parada e trabalho para
Francis continuar sua jornada, só que este não sabia que seus “empregadores” praticavam a escravidão moderna (algo que no nosso Brasil de
extensões continentais nos é bem familiar, todo mês alguém surge nos
noticiários salvo de uma situação análoga à escravidão) ou que a fazenda fora
tomada antes de sua chegada (não é devidamente esclarecido). Em determinado
momento, nosso herói descobrirá o destino de alguns párias que ali também estiveram.
Orsolya Torok-Illyes (esposa do diretor Szabolcs Hajdu), curiosamente, será a
principal peça na virada de mesa do filme ainda que sua personagem não tenha o
desenvolvimento esperado até o momento crucial. O romeno Razvan Vasilescu faz
Cisco que, com o seu trio de soldados (uma analogia aos antigos caubóis), impõe sua
lei no local e fica obcecado (há um motivo) pelo desaparecimento da bola de
futebol que Francis carregava consigo. O restante do elenco não compromete.
Dirigido pelo húngaro Szabolcs
Hajdu, que teve filme lançado em nossos cinemas: “Cabaré Biblioteque Pascal”
(2010), Miragem, exibido por aqui no canal Eurochannel (e constando no catálogo da Amazon Prime nesta data), é uma produção
irregular, que pode ser considerada cult. Carrega alguns interessantes ingredientes,
já citados, além de abordar muito rapidamente o preconceito e racismo (na cena
do goleiro e das abelhas). Não é para todo o público, indica-se mais àqueles
que buscam filmes europeus ou produções quase autorais.
Trailer:
Cartaz:
Isaach De Bankole em 007 - Cassino Royale
Filmografia Parcial:
Isaach De Bankole
Tornei-me um
Criminoso (1984); Noir et Blanc (1986); Dane-se a Morte (1990); Uma Noite Sobre
a Terra (1991); No Coração das Trevas (1993); Casa de Lava (1994); Ghost
Dog: Matador Implacável (1999); Pai de Aluguel (1999); Madrugada Mortal (2001);
Sobre Café e Cigarros (2003); Manderlay (2005); A Chave Mestra (2005); Viúva
Negra (2005); A Passagem (2005); Miami Vice (2006); 007: Cassino Royale (2006);
O Escafandro e a Borboleta (2007); O Quinto Paciente (2007); A Batalha de
Seattle (2007); A Guitarra (2008); 24 Horas: A Redenção (2008); Os Limites do
Controle (2009);Minha Terra, África (2009); Miragem (2014); O Último Caçador de
Bruxas (2015); Norman: Confie em Mim (2016); Pantera Negra (2018); Saída à
Francesa (2020); Pantera Negra: Wakanda para Sempre (2022); Os Odiados do
Casamento (2022)
"... DISSESTE QUE SE TUA
VOZ TIVESSE FORÇA IGUAL / À IMENSA DOR QUE SENTES / TEU GRITO ACORDARIA / NÃO
SÓ A TUA CASA / MAS A VIZINHANÇA INTEIRA ..."*
Otto (Tom Hanks) é um viúvo apegado ao
luto, rabugento, ríspido, antissocial e administrador de um pequeno condomínio na qual vive um cotidiano sem maiores perspectivas. É conhecido por criticar e julgar
seus vizinhos de forma exasperada normalmente por não cumprirem suas regras. Quando
se aposenta do emprego, decide cometer suicídio. A chegada de uma nova família
no condomínio com comportamento bem diferente do que está acostumado começa a
interferir diretamente na vida do depressivo idoso, principalmente a partir da
jovem e animada matriarca da família Marisol (Mariana Treviño), que insiste em
uma amizade inesperada que iniciará uma mudança na vida de todos ao redor.
“Um homem chamado Ove” (En man
som heter Ove / A Man Called Otto - 2015), filme sueco, dirigido por Hannes Holm
a partir do Best Seller de Fredrik Backman foi indicado a dois Oscars incluindo
o de Melhor Filme Estrangeiro. Uma pergunta deve vir a mente de quem lê essas
linhas: por que realizar um remake? Para quem já leu algumas de minhas análises
anteriores a resposta é: o americano médio não gosta de assistir filmes
legendados, de outras línguas que não a inglesa. Como o seu mercado é
constituído de uma poderosa indústria de entretenimento, há uma certa lógica em
trazer um produto a esse público e a um público global (de mesmo gosto), e se
um grande ator estiver por trás do projeto colherá maior projeção. O título
nacional nos remete a uma possível comédia (Um Homem Chamado Otto seria a
tradução para o filme, mas comercialmente menos chamativa), não que não haja
esse elemento, que surge através de situações bem dispostas e comedidas,
apropriadas ao filme, mas o filme se mostrará mais voltado ao drama.
O Pior Vizinho do Mundo pode
ser visto como um drama sobre redenção ou uma experiência humanizada, mas, quando
ativamos nossa atenção seletiva, é nas entrelinhas que o filme se mostra ainda
melhor. Logo no início, nos é mostrado como as friezas no ambiente de trabalho podem
ser claramente perceptíveis. Em seu último dia de trabalho, Otto ganha uma
festa surpresa de despedida daquele que acelerou sua forçada aposentadoria através de um "pacote rescisório" e do
funcionário que ele treinara e se tornou seu supervisor. Otto resolve partir, mas a festa não
é interrompida afinal o bolo está ali para ser consumido. O ar de aparente
tristeza dos colegas de Otto é substituído imediatamente pela avidez em
manter a festa. O bolo com rosto de Otto sendo cortado representa o corte pela
empresa e a separação dos que ali estão.Temos também a situação da compra da corda na loja, que nada mais é do
que uma crítica às empresas que contratam pessoas e as colocam na linha de
frente do atendimento ao consumidor sem treinamento ou poder de decisão e que
ficam engessadas às regras da qual sequer entendem. O momento do
metrô é outra crítica à nossa atual sociedade do absurdo, no qual as pessoas
preferem gravar a ocorrência, em troca de “likes” nas redes sociais, do que sair
de sua imobilização e ajudar uma pessoa. Podemos ver que as corporações estão
no âmago da história e não por acaso, uma corporação será a grande vilã.
Há muitas pessoas cuja a perda
de um ente querido parece também ter levado uma parte delas no processo. A pergunta
é se essa parte para Otto está completamente perdida ou ainda há fogo sobre as
cinzas. Vemos Otto lamentar cotidianamente as mudanças decorrentes da passagem
do tempo, mas a chegada de Marisol e sua família abrirá forçosamente espaço
para vínculos afetivos, com Otto interagindo novamente com seus interessantes
vizinhos que circundam o seu dia a dia. Há um propósito para tudo afinal, mas isso
será o suficiente? Ainda que os dois filmes atinjam notas semelhantes não
podemos dizer que O Pior vizinho do Mundo não seja uma produção envolvente e
comovente com momentos cômicos e grandes atuações que, acertadamente, começa a
nos revelar, depois de um bom tempo de projeção, em pitadas de flashback, como
era o verdadeiro Otto, como sua vida era colorida (ainda que socialmente
desajeitado) ao lado da esposa e como tudo foi se tornando cinza (até de modo pictórico). E, por mais óbvio
que o roteiro possa parecer, há uma eficiência em como a estória nos é contada pelas
mãos do diretor Marc Forster de “007- Quantum of Solace”, “Guerra Mundial Z” , "O Caçador de Pipas" e “A
Última Ceia”.
O elenco está ótimo. Tom Hanks
(que também é um dos produtores) segura o filme nas mãos. Sua interpretação dá
vida a Otto do primeiro ao último minuto, amparado pela efervescente interpretação de Mariana Treviño como a grávida mexicana Marisol cuja simpatia e
otimismo causam um “inconveniente tumulto” na vida de Otto, forçando-o a rever
seus valores e suas prioridades. Cameron Britton faz Jimmy, um dos mais antigos
do condomínio e que passa seus dias fazendo exercícios e tentando interagir com
os demais. Tommy (Manuel Garcia Rulfo) interpreta o marido de Marisol, que Otto
considera como um inútil e idiota (na verdade idiota é o qualificativo mais
usado pelo idoso com as pessoas), mas que tem um bom coração. Rachel Keller é Sonya,
a mulher que dá sentido na vida do jovem Otto (interpretado por Truman Hanks,
filho de Tom Hanks) e lhe tira o mesmo sentido ao “partir”. Juanita Jennings
(Anita) e Peter Lawson Jones (Reuben) interpretam o casal de idosos que estão prestes
a perder a propriedade e da qual Otto no passado se distanciou. Mack Bayda faz
o jovem Malcolm e Kailey Hyman a jovem repórter.
O Pior Vizinho do Mundo mostra-se
um drama sutil, otimista e redentor. Passa uma mensagem valiosa sobre as
pequenas vitórias das pessoas comuns e que, no fim das contas, todos somos
importantes para alguém. Faz até com que venhamos a torcer por esse idoso
mal-humorado que luta contra uma lacerante dor da alma e de quem inicialmente
não gostamos muito. O filme tem uma boa trilha sonora que agrada aos ouvidos;
uma metragem mais longa que o habitual, mas que nenhum momento se percebe como
tal, além de um gatinho muito carismático.
Trailer:
Curiosidades:
Em uma cena, o rosto de Tom
Hanks teve que ser rejuvenescido digitalmente para fazê-lo parecer ter trinta e
poucos anos. A equipe de efeitos visuais usou filmagens e fotos de Meus
Vizinhos são um Terror (1989) para criar um projeto digital
A adaptação cinematográfica foi
o filme estrangeiro de maior bilheteria de 2016 nos Estados Unidos.
O livro de Fredrik Backman e o
filme sueco foram intitulados A Man Called Ove.
As roupas e a aliança de
casamento de Otto são muito grandes (ele não estava comendo). Quando Otto
estava revivendo as memórias de seu eu de 20 e poucos anos (interpretado por
seu filho da vida real, Truman Hanks), você pode ver brevemente um reflexo como
o Otto mais velho e atual.
Quando Otto está perseguindo o
caminhão da UPS gritando 'Os caras com os caminhões brancos', é uma referência
óbvia à FedEx e uma referência ao próprio filme de Hanks, Náufrago (2000), onde
seu personagem trabalhou para a FedEx.
Rita Wilson (esposa de Tom.
Hanks) contribuiu para a trilha sonora do filme. Ela cantou "Til Your
Home" com Sebastian Yatra.
O gato que costumava
interpretar o vira-lata que Otto encontra no filme se chama
"Sméagol".
* trecho retirado da música "Há Tempos" do Legião Urbana
Trilha Sonora:
This Woman's Work - Kate Bush
Consolations S. 172 No. 3 Lento Placido (Franz Liszt) - Khatia Buniatishvili
On the Move - Cut the Lights
La Cosecha - El Santo Golpe
My Crew (Woooo) - Cadence Weapon
White Boy Summer - Chet Hanks
Til You're Home - Rita Wilson and Sebastián Yatra
Hell on the Highway - Andrew Oye and Paul Laine
La Mer Azure - Robert Drasnin
Old Folks - Kenny Dorham
Sun Is Shining - The Fireman
Kate Bush - This Woman's Work
Rita Wilson, Sebastián Yatra - Til You're Home
Cartaz:
Filmografia Parcial:
Tom Hanks
Trilha de Corpos
(1980); Splash: Uma Sereia em Minha Vida (1984); A
Última Festa de Solteiro (1984); O Homem do Sapato Vermelho
(1985); Voluntários da Fuzarca (1985);Um Dia a Casa Cai (1986); Dragnet -
Desafiando o Perigo (1987); Quero Ser Grande (1988); Palco de Ilusões (1988);
Meus Vizinhos São um Terror (1989); Joe Contra o Vulcão (1990); A Fogueira das
Vaidades (1990); Uma Equipe Muito Especial (1992); Sintonia de Amor (1993);
Filadélfia (1993); Forrest Gump: O Contador de Histórias (1994); Apollo 13 - Do
Desastre ao Triunfo (1995); The Wonders: O Sonho Não Acabou (1996); O Resgate
do Soldado Ryan (1998); Mens@gem Pra Você (1998); À Espera de um Milagre (1999);
Náufrago (2000); Estrada Para Perdição (2002); Prenda-me Se For Capaz (2002); O
Terminal (2004); O Código Da Vinci (2006); Anjos e Demônios (2009); Capitão
Phillips (2013); Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013); Ponte dos Espiões
(2015); Sully: O Herói do Rio Hudson (2016); Inferno (2016); O Círculo (2017); Um
Lindo Dia na Vizinhança (2019); Greyhound: Na Mira do Inimigo (2020); Fita de
Cinema Seguinte de Borat (2020); Relatos do Mundo (2020); Finch (2021);
Pinocchio (2022); Asteroid City (2022); O Pior Vizinho do Mundo (2022)
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Relatos do Mundo (2020); O Pior Vizinho do Mundo (2022)
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