Aladim e a Princesa de Bagdá / A Thousand and One Nights (1945)
Título ao pé da letra: "As Mil e Uma Noites"
Direção: Alfred E. Green
Elenco: Cornel Wilde, Evelyn Keyes, Phil Silvers, Adele Jergens, Dusty Anderson, Richard Hale.
Aladim (Cornel Wilde) é um charmoso e humilde cantor de rua em Bagdá que se apaixona perdidamente pela bela Princesa Armina (Adele Jergens), a filha do Sultão. Ao tentar se aproximar do palácio, ele acaba sendo perseguido pelos guardas reais e se esconde em uma caverna misteriosa, onde encontra uma velha lâmpada mágica. Ao esfregá-la, Aladim liberta o Gênio (que, nesta versão, surge como uma bela, ciumenta e bem-humorada mulher ruiva chamada Babs (Evelyn Keyes)). Com a ajuda dos poderes dela, e acompanhado por seu atrapalhado amigo Abdullah (Phil Silvers), um batedor de carteiras que age como se vivesse no século XX, Aladim se disfarça de príncipe para conquistar o coração de Armina. No entanto, ele precisa enfrentar as intrigas do traiçoeiro Grão-Vizir Hadji (Richard Hale), que planeja usurpar o trono e destruir o jovem pretendente.
Curiosidades
A produção ganhou enorme destaque na indústria de Hollywood por sua suntuosa apresentação visual. A fita recebeu duas indicações ao Oscar em 1946: uma na categoria de Melhor Direção de Arte Colorida e outra por seus inovadores Efeitos Visuais, que criaram os truques de magia e as aparições do Gênio.
Quebrando a tradição dos contos originais e de outras adaptações da época (como o famoso filme de 1940), o roteiro inovou ao transformar o Gênio em uma figura feminina e romântica. A atriz Evelyn Keyes entregou uma performance cômica marcante, interpretando um espírito mágico que morre de ciúmes das pretendentes mortais de Aladim.
O comediante Phil Silvers introduziu uma avalanche de piadas modernas e gírias dos anos 40 em plena Bagdá antiga. Seu personagem usava óculos modernos e quebrava constantemente a ilusão histórica, funcionando como um alívio cômico para o público da época.
O galã Cornel Wilde estrelou esta fita no mesmo ano em que alcançou o estrelato máximo e uma indicação ao Oscar de Melhor Ator por viver o compositor Frédéric Chopin no drama musical "À Noite Sonhamos" (A Song to Remember, 1945), consolidando-se como um dos grandes nomes da Columbia Pictures naquele período.
Lançado em julho de 1945, pouquíssimos meses antes do fim oficial da Segunda Guerra Mundial, o longa-metragem foi planejado deliberadamente pelos estúdios como um espetáculo de puro escapismo visual, oferecendo cores berrantes, música e fantasia leve para aliviar as tensões do público que vinha de anos difíceis de racionamento e conflitos
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