sexta-feira, 9 de março de 2018

OS GUARDIÕES / ZASHCHITNIKI / THE GUARDIANS (2017) - RÚSSIA




MAIS DO MESMO
Na época da Guerra Fria a antiga União Soviética fez experimentos genéticos que tentavam aperfeiçoar o potencial humano. Algumas dessas experiências foram bem sucedidas. Agora, décadas depois, um vilão poderoso surge para dominar a Rússia com seus superpoderes, seu exército de clones e máquinas de guerras tecnológicas. Um grupo de 4 superseres é recrutado para combatê-lo.



Pela sinopse você já viu vários filmes assim, mas um filme de heróis russo é a grande novidade. Antes da estreia do filme um trailer instigava a curiosidade com bons efeitos e uma possível promessa de poderia competir com a Marvel e DC em um futuro próximo. Mas veio o filme e  a decepção.  Os Guardiões  é uma produção com vários problemas, mas que poderia ter sido um bom filme no fim das contas.



A estória mostra quatro heróis de repúblicas soviéticas diferentes:  Arsus (Anton Pampushnyy), um homem que se transforma em metade homem, metade urso;  Khan (Sanjar Madi) um homem de traços orientais que carrega duas poderosas foices (uns dos símbolos soviéticos) nas costas. Possui super velocidade e domínio das artes marciais;  Ler (Sebastien Sisak), um homem que domina minerais rochosos e é capaz de cobrir seu corpo com pedra, além de arremessá-las contra os inimigos e  Kseniya (Alina Lanina) uma jovem com poderes de invisibilidade e domínio de técnicas de combate. Esse quarteto (que não é o "Quarteto Fantástico", apesar de ter uma mulher invisível e um "homem-rocha")  enfrentará um vilão meio esquisito que tem poder de comandar máquinas.




E aí começam os problemas. Se fosse lançado antes do ano de 2000, quando a Marvel ainda produzia seus telefilmes do Hulk com Lou Ferrigno,  esse filme faria muito sucesso, pois as estórias estariam num mesmo patamar, mas a Marvel lançou X-Men e daí pra frente a régua de medição de qualidade só vem subindo (com altos e baixos ocasionais, mas que faz parte). O problema é que 18 anos depois do primeiro X-Men, um filme russo chega com um roteiro anos 80 / 90 bem ruim, quase infantil.



A própria Marvel já lançou nos quadrinhos sua versão dos heróis soviéticos e até se saiu bem, inclusive tem um urso (Ursa Maior) e um herói com um martelo e uma foice !!! (Vanguard)). Era de se esperar algo mais criativo, mas o resultado é decepcionante: os diálogos são rasos, o recrutamento dos heróis sem graça e um vilão nem se fala (parece uma versão melhorada (ou bizarra) daquele personagem que trai o rei Leônidas no filme "300"). O urso só é legal num primeiro momento, depois fica parecendo uma versão gigante do esquilo de "Guardiões da Galáxia". A mulher Invisível é uma clara cópia de sua homônima do "Quarteto" da Marvel e adicione a isso uns combates estilo Viúva Negra dos Vingadores. O Homem – Rocha (ou o que quer que seja) parece um cara com a vestimenta do Assassin's Creed (no início) com aquele desenho antigo do Coisa (onde ele se transformava com as rochas vindo ao seu encontro). Depois alguém arrumou um chicote pra ficar menos sem graça. E Khan uma mistura de Flash (DC) ou Mercúrio (Marvel) com Noturno do "X-Men" (quando ele parece se teletransportar). 


Super Heróis Soviéticos da Marvel
 
Não precisa nem dizer que em determinado momento nosso homem-urso se transformará completamente em um gigantesco animal e perderá as calças, que reaparecerão novamente quando este volta à sua forma humana (mais ridículo impossível - Imagina, no meio da batalha, procurando as calças!!!).  O exército do vilão inclui uns soldados que parecem os nômades de "Guerra nas Estrelas" (1978) com uma mistura de máquinas (para entrar no clima "Transformers") que caminham e que também me lembraram as do seriado "Falling Skies"



O filme investiu em efeitos especiais e isso não temos como reclamar. Esse é o ponto alto do filme. Há também uma bela fotografia que ajuda o filme a seguir em frente e uma trilha sonora interessante com destaque para a música inicial (em inglês para o mercado internacional) e que ficou muito boa.  O elenco não ajudou muito, em detrimento de um roteiro muito ruim, que não deu chance de desenvolverem nenhum personagem. Os heróis não criam empatia com o público e, nesse seguimento, é fracasso certo. O filme sofreu uma dublagem americana, mas como a dublagem brasileira é uma das melhores do mundo até melhorou o filme.



"Os Guardiões" peca por focalizar pesado nos efeitos e relegar a segundo plano a estória.  Parece uma mistura de "Vingadores" com "Quarteto Fantástico" só que décadas passadas, mas para um projeto de blockbuster russo o filme até tenta. Se encontrar um espectador mais condescendente o filme até funciona como um passatempo, mas se for daqueles acostumados a filmes de heróis com qualidade terá uma grande decepção. Indicado para um dia chuvoso aos que tem curiosidade em ver como seria assistir um filme de super-heróis russo 

Trailer:




Trilha Sonora:
Guardians -  Yuliya Tereshchenko


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