segunda-feira, 29 de maio de 2017

MEDO PROFUNDO / 47 METERS DOWN / IN THE DEEP / NAS PROFUNDEZAS / (2017) - REINO UNIDO







VELOZES E SILENCIOSOS EM UM CLIMA CLAUSTROFÓBICO


Duas irmãs, de férias no México, resolvem se divertir e são convidadas a um passeio em uma pequena embarcação, onde entrarão em uma jaula e apreciarão a beleza marinha e algum tubarão branco que surgir. O capitão Taylor (Matthew Modine) resolve jogar um pouco de sangue e carcaças para atrair um predador dos mares que esteja por perto.



Mesmo hesitantes, porque constatam que essa “aventura” não é licenciada, Lisa (Mandy Moore)  e Kate (Claire Holt)  resolvem entrar na “gaiola” (não lá tão nova) e apreciar as belezas da Costa do México. Mas o inesperado acontece: o cabo se parte e as duas irmãs despencam para o fundo do Oceano, a 47 metros de distância da superfície (daí o título), onde para se comunicar com o barco é necessário subir certa distância e falar com a equipe. Mas há vários problemas: a descompressão não permite uma subida direta da dupla; elas tem que parar alguns minutos para não terem uma lesão cerebral; o lugar está rodeado de tubarões brancos e o ar dos tubos de oxigênio poderá acabar mais cedo se entrarem em pânico e gastarem energia.



Volta e meia uma produção traz um ar de inteligência neste gênero e essa é uma grata surpresa em vários sentidos. Pode-se afirmar que, junto com "Águas Rasas", temos dois grandes filmes sérios de tubarão em um ano (ou em dois anos se preferirem – Explicarei abaixo), com um roteiro enxuto, ótimas atuações e tubarões convincentes.



Vou dar uma parada na análise para explicar algo que se incluiria na categoria “Curiosidades“, que normalmente coloco ao final das análises, mas é tão interessante que estou complementando aqui.
Conforme informações da internet e do site “Hollywood Reporter”, esta produção inglesa, filmada em 2014, que chegou a ser lançada em agosto de 2016 direto para o mercado de vídeo (pela Dimension Films), foi adquirida por um grupo americano (chamado Freestyle Media) que percebeu (palmas para eles!) as grandes possibilidades de rentabilidade nos cinemas e anunciou o seu lançamento para 2017. Essa é a primeira vez que vejo um filme fazer o caminho inverso. Há quem relate que a Amazon chegou a vender (e teria recolhido posteriormente) o Blue Ray com o Título “In The Deep” que, curiosamente, quase foi o título inicial de "Águas Rasas" (The Shallows). Existiu até o filme disponível no You Tube (sem legendas), mas desapareceu rapidamente. Portanto essa resenha poderá ser mais acessada nos próximos meses quando as pessoas resolverem procurar pelo filme, após o verem no cinema (Não sei sei se será como “In The Deep” ou, provavelmente, “47 Meters Down”). Um conselho: assistam nos cinemas, pois vale muito a pena.



Voltando ao filme, o que há de tão interessante nesta produção? A atmosfera claustrofóbica, com direito a isolamento e escuridão.  A tensão é sempre crescente, seja quando vemos a enorme criatura, ou ainda maior, quando não a vemos. Os tubarões estão fantásticos. Uma criação, em quase sua totalidade, em CGI (ver curiosidades) e esse pode vir a ser um dos caminhos (até que surja algo novo) para que o cinema apresente essas criaturas de forma convincente. Em Águas Rasas temos um tubarão, aqui temos o triplo, rodeando nossas incautas heroínas que assumiram o risco por conta própria. A fotografia está esplêndida (ao contrário de Águas Rasas que mostra lindos cenários sobre as águas, aqui temos tomadas submarinas - em um tanque de água – ver “curiosidades”)  e passa uma real imersão no fundo do oceano (ou, pelo menos, onde elas pararam).



Dirigido por Johannes Roberts ("O Outro Lado da Porta") e estrelado por Mandy Moore ( da série “This Is Us,” e “Um Amor Para Recordar”), Claire Holt (das séries “The Vampire Diaries” e “Os Originais”) e Matthew Modine  (“Nascido Para Matar” e “Asas da Liberdade”) o filme deixa várias perguntas durante o filme: Elas sobreviverão? O capitão irá realmente salvá-las  ou deixa-las, já que não tem licença e ninguém sabe que entraram na embarcação? Como chegarão até elas? Como sobreviver com estoque de oxigênio limitado? Como escapar dos tubarões, já que estão feridas e o sangue é percebido pelas criaturas? Todas essas perguntas foram explanadas de uma forma bem dinâmica pelo diretor, que extraiu o melhor de cada personagem e ainda nos deixou um ótimo final de filme. Bem diferente da obviedade reinante.




Estreando no cinema em junho (e a exibição na telona trará à esta produção seu devido mérito) não perca a chance de assisti-lo, ainda mais se for um fã do gênero, pois na tela pequena o filme perde muito do seu impacto.



Trailer :




Curiosidades:
As Filmagens aquáticas foram realizadas no tanque de água dos estúdios ingleses Pinewood, na República Domicana (site IMDB)

CGI - Computer Graphic Imagery (Imagens Gráficas por Computador): É o uso da computação gráfica 3D para criar efeitos especiais como em imagens de artes e filmes. A ideia é criar cenas ou imagens que ficariam muito difíceis e caras de serem feitas. Pode-se entender também como uma animação em computador. (Wikipedia)
 

Filmografia Parcial:
Matthew Modine:
O Exército Inútil (1983);  Um Hotel Muito Louco (1984); Asas da Liberdade (1984); Em Busca da Vitória (1985); De Caso com a Máfia (1988); Memphis Belle - A Fortaleza Voadora (1990); Morando com o Perigo (1990); Short Cuts - Cenas da Vida (1993); E a Vida Continua (1993); A Ilha da Garganta Cortada (1995); Blackout (1997); Carga Explosiva 2 (2005); Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012); Nas profundezas (2017); Soldado (2017). 

Claire Holt
Mensageiros 2: O Espantalho (2009); Meninas Malvadas 2 (2011); Um Novo Caminho (2012); Doomsday (2017); 47 Meters Down (2017); The Divorce Party (2017).

Mandy Moore
O Diário da Princesa (2001); Um Amor Para Recordar (2002); Era Tudo Que Eu Queria (2002); Curtindo a Liberdade (2004); Tudo pela Fama (2006);   Minha Mãe Quer Que Eu Case (2007); 47 Meters Down (2017).

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